Nexpe é a quinta empresa imobiliária na lista de recuperação judicial

De acordo com notícia do Estadão, mais uma empresa ampliou a lista de companhias da área imobiliária da Bolsa a recorrer à proteção legal para sanar suas contas. Trata-se da Nexpe (ex-Brasil Brokers). Ela alcança a quinta colocação depois de outras famosas. Pela ordem, Viver (2016), PDG (2017), João Fortes (2020) e Rossi (2022). Vale destacar que a Viver e a PDG já saíram de recuperação judicial.

Segundo o texto, após acumular uma dívida de R$ 94,2 milhões, a Nexpe não teve outra alternativa. Entrou com um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações de São Paulo, na última terça-feira, dia 14. A razão para o pedido são a sequência de crises econômicas e o acúmulo de processos trabalhistas de corretores.

Isso foi o que informaram na petição os advogados do escritório Lollato Lopes Rangel Ribeiro Advogados, que representam a companhia.

A história da Nexpe começou em 2007, com a tese de formar uma grande imobiliária nacional a partir de aquisições de empresas regionais. Estas passariam a funcionar de forma integrada, com ganho de escala e sinergias. Ao todo, foram 16 imobiliárias adquiridas. O problema é que a integração das atividades, dos sistemas operacionais e da inteligência de dados se mostrou muito mais complexa do que o esperado. E diante isso, os lucros previstos nunca vieram.

Dessa forma, após a consolidação, a companhia se tornou uma holding. Debaixo dela estão as imobiliárias Abyara, Basimovel, MF, Niteroi, Bamberg, Global e Tropical. Vale destacar que todas fazem parte do pedido de recuperação judicial.

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Crise econômica e processos trabalhistas

Além dos problemas de gestão, vieram os que estão além do controle da empresa. As vendas de imóveis despencaram a partir de 2014, quando a economia brasileira entrou em recessão. Mais recentemente, a crise provocada pela pandemia causou novos estragos.

Após um período de mercado aquecido na virada da última década, com muitas vendas de imóveis e pagamento de comissões, houve diminuição nos ganhos dos corretores. Isso ocasionou uma enxurrada de ações na justiça, argumentaram os advogados.

A Nexpe foi então condenada a pagar salários, férias, décimo terceiro e contribuição previdenciária, entre outros itens trabalhistas. O pico das contingências atingiu R$ 70 milhões em 2017.

“O maior prejuízo resulta do grande número de ações trabalhistas ajuizadas a partir de 2015″, descreveram os advogados. “Embora os problemas trabalhistas tenham nascido há cerca de oito anos, suas consequências são sentidas até hoje”.

Normalmente, os corretores de imóveis atuam de forma autônoma, sem vínculo trabalhista, conforme previsto na lei que regulamenta a profissão (lei 6.530).

“Porém, não é raro que em momentos de recessão, os corretores autônomos acionem as empresas imobiliárias na Justiça do trabalho pleiteando o reconhecimento de vínculo trabalhista. E não foi diferente no caso do Grupo Nexpe”, afirmaram os advogados.

Para ler notícia completa, acesse o Estadão

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