Artigo escrito por *Danilo Marcuci, da DHL Supply Chain
O avanço do e-commerce transformou o real estate logístico no Brasil em um dos pilares da competitividade no varejo digital. A demanda por operações mais rápidas e escaláveis elevou a pressão por galpões bem localizados, capazes de sustentar volumes crescentes.
Em 2024, o setor registrou absorção bruta superior a 4,3 milhões de m² e absorção líquida de 2,6 milhões de m², segundo a JLL, empresa global em gestão de investimentos e imóveis comerciais, números que consolidam a relevância do mercado e reforçam seu papel estratégico na economia digital.
Nesse sentido, a relação entre infraestrutura logística e e-commerce não é mais apenas complementar: tornou-se determinante. A proximidade dos centros de distribuição molda padrões de entrega, influencia hábitos de consumo e redefine a disputa por áreas estratégicas.
Quanto mais próximo do cliente, mais competitivo o varejista.
Nesse contexto, operadores logísticos assumem protagonismo ao conectar a demanda crescente à oferta de ativos. A DHL Supply Chain, por exemplo, opera em aproximadamente 1,6 milhões de m² no país, com locação direta de mais de 800 mil m², investindo em automação, tecnologia de dados e modelos flexíveis que ampliam a capacidade das operações.
Sustentabilidade em destaque
Além disso, a sustentabilidade emerge como outro vetor decisivo.
Certificações ambientais, energia renovável, iluminação eficiente, infraestrutura para veículos elétricos e soluções para reaproveitamento de água passam a ser pré-requisitos. A busca por prédios preparados para metas ESG não apenas reduz impactos, mas também aumenta produtividade e otimiza custos ao longo do ciclo de vida dos ativos.
O futuro aponta para centros mais próximos do consumidor, maior automação e uso intensivo de inteligência artificial e big data para prever demanda, ajustar estoques e redesenhar fluxos operacionais.
A expansão para novas regiões dependerá de incentivos e infraestrutura pública que conectem áreas emergentes aos principais corredores logísticos.
O real estate logístico deixa, assim, de ser apenas “infraestrutura” e se torna um componente estratégico do varejo digital. A combinação entre tecnologia, localização, eficiência e sustentabilidade definirá o novo padrão competitivo.
Quem integrar esses elementos estará melhor posicionado para responder a um consumidor cada vez mais imediato e para sustentar o próximo salto do e-commerce no Brasil.
*Danilo Marcuci é Head de Corporate Real Estate Brasil e Cone Sul na DHL Supply Chain
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