Aluguéis comerciais crescem 20% em dois anos em São Paulo, com Nova Faria Lima liderando

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

São Paulo brilha em 2026: aluguéis comerciais Classe A disparam 73% na Nova Faria Lima e taxa de vacância cai em todas as regiões. Projeções para 2026 apontam continuidade.

São Paulo, 20 de janeiro de 2026 – Nos últimos dois anos, os preços médios pedidos de aluguel de imóveis comerciais Classe A subiram consideravelmente em São Paulo. Nesse sentido, dados da Buildings mostram essa alta: de R$ 100/m² no fim de 2023 para R$ 120/m² no fim de 2025, um crescimento de 20% na cidade.

Algumas regiões avançaram mais, enquanto outras permaneceram estáveis. Por exemplo, a Nova Faria Lima, principal região observada pelo mercado e a mais consolidada, mantém a taxa de vacância estabilizada entre 7% e 8% — um resultado excelente.

Além disso, os preços de aluguel seguem subindo: começaram 2025 em R$ 270,00/m² e terminaram entre R$ 282,00-285,00/m². Considerando o recorte de 2023 a 2025, a região saiu de R$ 206,00/m² no 1T de 2023 para R$ 282,00/m² agora. Um aumento expressivo de 73%.

Na dinâmica da cidade, a Avenida Paulista viu queda forte na taxa de vacância: de 20% no fim de 2023 para 6,2% no fim de 2025 — menos da metade. Por isso, os preços médios pedidos saltaram de R$ 100,00/m² para R$ 150,00/m², um crescimento importante para a região.

Chucri Zaidan e Chácara Santo Antônio

Já a Chucri Zaidan, região responsável por deter os prédios mais novos da cidade, também reduziu a taxa de vacância de forma acentuada, de 33% em 2023 para 16% no fim de 2025.

No entanto, o repasse de preços de locação ficou mais modesto: de cerca de R$ 95,00/m² para R$ 110,00/m² atualmente, influenciado pela atividade construtiva local: superior a 100 mil m².

Com um estoque total de escritórios Classe A de 463 mil m², em Pinheiros a taxa de vacância despencou no último trimestre. Saiu de 17,28% (3T/2025) para 11,60% agora. Ao mesmo tempo, a região absorveu 26 mil m² agora ante 9 mil do trimestre anterior.

Ademais, a Chácara Santo Antônio caiu bastante na vacância, apesar de ainda ter resultado elevado, com destaque para o complexo Romeu e Julieta — especialmente movimentações ocorridas na Torre Julieta. Leia também: Romeo & Julieta transforma o conceito de escritório em São Paulo

A única exceção observada foi a Vila Olímpia, que andou de lado devido à devolução de escritório do Google no edifício Sky Corporate no início do ano e à entrega da Fonseca Tower no fim do trimestre (9 mil m² de ABL) — após 10 anos de construção aguardando o Habite-se.

Portanto, a taxa de vacância lá ficou em 13% no período — nada preocupante.

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O que vem pela frente?

Em resumo, 2025 terminou com queda de vacância em praticamente todas as regiões e aumento de preços, variando em intensidade.

Até onde Paulista e Chucri Zaidan podem subir em comparação com Vila Olímpia ou Rebouças/Pinheiros, que ganha novo eixo de escritórios?

Assim, regiões como Chucri Zaidan ainda oferecem oportunidades antes de os preços retomarem patamares mais altos.

Outro ponto interessante é a atividade construtiva: São Paulo tem cerca de 570 mil m² em obras para classes A, B e C. Destes, 420 mil m² se concentram em 29 torres previstas para 2026 — muitas entregas.

Naturalmente, algumas podem postergar Habite-se se o mercado não for propício, priorizando demanda imediata. No entanto, tratando os dados como estão, destaca-se que apenas três torres excedem 15 mil m² de ABL. As outras 26 são no modelo boutique (de 1 mil, 2 mil, 8 mil m²).

Entre as grandes: uma torre do Star Towers na Chucri Zaidan, uma da Cirela na Oscar Freire (47 mil m²) e o Alto das Nações (100 mil m²).

Por fim, essas entregas podem elevar vacância pontualmente e reter preços, embora cheguem com valores altos, puxando médias regionais para cima. Para acompanhar todos os indicadores do setor, acesse o Buildings CRE Tool

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