Podem faltar galpões logísticos em 2026, diz empresa do setor

Mercado de galpões logísticos bate recordes em 2026, mas déficit de 500 mil m² persiste. Erea projeta absorção de 3,5 milhões m², com vacância em 8% e aluguéis até R$ 50 em SP. 

São Paulo, 20 de janeiro de 2026 – O mercado de galpões logísticos tem batido recordes na entrega de novos empreendimentos, mas ainda assim falta espaço para a demanda de inquilinos em 2026. Essa estimativa é do Grupo Erea.

Segundo a empresa disse ao jornal Metro Quadrado, o déficit chega a 500 mil metros quadrados.

A consultoria mapeia a oferta disponível em galpões A ou A+ e subtrai a previsão de absorção líquida, impulsionada principalmente pelo e-commerce. Assim, segundo analisaram, empreendedores entregam cerca de 3 milhões de m² neste ano, mas 2,5 milhões de m² já ficam pré-locados ou em projetos BTS, saindo da conta de oferta disponível.

Além disso, aos 500 mil m² restantes, a Erea soma 2,5 milhões de m² prontos e vagos, totalizando 3 milhões de m² para novos inquilinos.

Já a absorção líquida projetada atinge 3,5 milhões de m², o que gera o rombo de 500 mil m². O mercado poderia recorrer a galpões de qualidade inferior, com 600 mil m² disponíveis, mas esses ativos não atendem as exigências atuais dos inquilinos.

“Até entre os A ou A+, alguns falham em layout interno, circulação, pátios, energia, climatização, automação e critérios ESG”, explica Henrique Porto, gerente de research da Erea.

Segundo ele, o país vive uma onda de busca por “qualidade de estoque”, o que causa vacância estrutural em ativos antigos. Entretanto, a demanda elevada afasta receios de investidores com a eleição de 2026 e sua incerteza econômica. Leia também: A tese de crescimento dos valores de locação e o papel da Reforma Tributária neste movimento

Proprietários tentam subir aluguéis para fechar as contas

A Fulwood, por exemplo, planejava pausar entregas, mas mudou de ideia ante a procura intensa.

Outro ponto importante: a oferta não cresce o suficiente porque a Selic alta inviabiliza novos projetos.

Assim, proprietários precisam subir aluguéis para fechar as contas, mas encontram pouca margem fora do raio de 30 km de São Paulo. Para amenizar isso, a Erea destrava novos desenvolvimentos logísticos no país.

Recentemente, a fundadora Clarisse Etcheverry saiu do cargo de CEO para coordenar projetos especiais e captar recursos no grupo. Como o déficit persiste, a vacância fica baixa.

Com informações do jornal Metro Quadrado

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Galpões logísticos em 2026

Em vídeo exclusivo no canal da Buildings no Youtube, você confere uma análise detalhada dos principais indicadores do setor logístico e as expectativas nacionais para 2026 (condomínios de todas as classes). Assista aqui.

A absorção líquida nacional foi de 894 mil m² (Classe A), além de manter a taxa de vacância estabilizada em 7%, apesar no novo estoque entregue de 907 mil m². O setor ainda detém uma atividade construtiva superior a 4,2 milhões de m².

Será que este quadro descrito pela Erea traz preocupação para o setor? Ou o setor de condomínios logísticos segue aquecido e com potencial para absorver a demanda de e-commerce?

Para te ajudar a entender o cenário atual e o que vem pela frente, Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, fez uma análise completa e detalhada, com dados extraídos do Buildings CRE Tool.

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