Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Dados apresentados no Buildings Summit 2026 mostram a valorização dos preços pedidos em importantes polos corporativos; disponibilidade de espaços segue trajetórias distintas entre as regiões paulistanas.
São Paulo, 14 de outubro de 2026 – O mercado de escritórios de São Paulo apresenta movimentos distintos entre seus principais polos corporativos. Enquanto algumas regiões registram queda na vacância e aumento dos aluguéis médios pedidos, outras combinam preços mais elevados com maior disponibilidade de espaços.
Os dados do Buildings CRE Tool, apresentados no Buildings Summit 2026 (07/10), revelam essa diferença entre os mercados imobiliários da capital paulista. No terceiro trimestre de 2026, Faria Lima, Pinheiros e Paulista apresentaram redução da vacância anual, enquanto Vila Olímpia e Chácara Santo Antônio registraram aumento do indicador.
Ao mesmo tempo, os preços pedidos avançaram em todas essas regiões. O comportamento dos indicadores reforça a importância de analisar cada micromercado individualmente, considerando suas particularidades e a dinâmica da oferta e da demanda.
Faria Lima lidera valorização entre os principais polos
Nesse sentido, a Faria Lima registrou uma das maiores variações de preços pedidos entre as regiões analisadas. No terceiro trimestre de 2025, dados da Buildings apontam que o valor médio anunciado para locação era de R$ 270/m². Um ano depois, chegou a R$ 355/m², uma alta equivalente a 31% em um ano.
No mesmo período, a vacância recuou de 8% para 6%. Portanto, a valorização dos aluguéis pedidos coincidiu com a redução da disponibilidade de espaços na região.
O estudo por raios geográficos apresentado no Buildings Summit também identificou essa tendência no recorte Faria Lima Prime, que considera um raio de 1 km. Conforme gráfico abaixo, nesse perímetro, a vacância passou de 7,4% em 2025 para 7,1% em 2026.
Já o preço pedido avançou de R$ 295/m² para R$ 345/m². Embora os valores desse recorte sejam diferentes dos indicadores regionais gerais, ambos apontam para a elevação dos preços anunciados.
Por fim, esse cenário coloca a região entre os principais pontos de atenção para empresas que buscam escritórios de alto padrão. Além disso, a redução da vacância reforça a importância de acompanhar a disponibilidade de áreas nas negociações imobiliárias. Leia também: Buildings lança Modo IA no CRE Tool durante Buildings Summit e libera versão beta para clientes
Pinheiros e Paulista também registram menor vacância
Pinheiros apresentou uma mudança expressiva na disponibilidade de espaços corporativos. A taxa de vacância caiu de 16% no terceiro trimestre de 2025 para 6% agora (mesmo período de 2026).
Já o preço pedido subiu, de R$ 160/m² para R$ 165/m². A variação foi mais moderada que a observada em Faria Lima, apesar da redução da vacância.
Na Paulista, o indicador também recuou, passando de 7% para 6%. No mesmo intervalo, o preço pedido avançou de R$ 145/m² para R$ 165/m².
Os números mostram que a redução da vacância não acompanha necessariamente a mesma intensidade de valorização dos aluguéis. Por isso, a análise regional precisa considerar tanto a disponibilidade quanto o comportamento dos preços.
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Vila Olímpia combina alta dos preços e aumento da vacância
A Vila Olímpia apresentou um movimento diferente dos polos que reduziram a disponibilidade de escritórios. A vacância subiu de 14% no terceiro trimestre de 2025 para 18% em 2026.
Apesar disso, o preço pedido avançou de R$ 140/m² para R$ 265/m². A diferença entre os indicadores evidencia um contraste importante no mercado corporativo paulistano.
O estudo por raios geográficos também destacou o recorte Rebouças/Vila Olímpia, com raio de 1 km a 1,5 km. Nesse perímetro, a vacância caiu de 12,5% para 8,5% entre 2025 e 2026.
Já o preço pedido subiu de R$ 206/m² para R$ 263/m². A diferença entre os resultados regionais e os dados por raio reforça a importância de observar os recortes geográficos utilizados em cada levantamento.
Afinal, indicadores de uma região ampla não representam necessariamente o comportamento de todos os seus submercados. Essa distinção ajuda a interpretar os dados sem generalizar tendências para áreas com características diferentes.
Chucri Zaidan reduz vacância, enquanto Chácara Santo Antônio amplia disponibilidade
Na região da Chucri Zaidan, a vacância recuou de 18% no terceiro trimestre de 2025 para 13% em 2026. No mesmo período, o preço pedido passou de R$ 105/m² para R$ 110/m².
O resultado indica uma redução da disponibilidade acompanhada por uma elevação mais moderada dos aluguéis anunciados. Ainda assim, o comportamento dos preços pode variar conforme o empreendimento e sua localização específica.
Na Chácara Santo Antônio, por outro lado, a vacância aumentou de 33% para 43%. O preço pedido subiu de R$ 58/m² para R$ 62/m².
A diferença entre as duas regiões reforça a heterogeneidade do mercado de escritórios em São Paulo. Enquanto a Chucri Zaidan registrou menor vacância, a Chácara Santo Antônio apresentou maior disponibilidade no período analisado.
Para os proprietários, os indicadores ajudam a contextualizar as condições de comercialização dos ativos. Para os ocupantes, oferecem referências para comparar alternativas de localização e valores de locação.
Estudos por raio mostram diferenças entre micromercados
Além dos indicadores regionais, o levantamento comparou quatro recortes: Faria Lima Prime, Rebouças/Vila Olímpia, Pinheiros/Berrini e Paulista/Chucri Zaidan.
No perímetro de Pinheiros/Berrini, com raio de 1,5 km a 3,5 km, a vacância caiu de 15% em 2025 para 12% em 2026. Ao mesmo tempo, o preço pedido passou de R$ 120/m² para R$ 128/m².
Já no recorte Paulista/Chucri Zaidan, com raio de 3,5 km a 5,5 km, a vacância recuou de 15% para 11%. O preço pedido avançou de R$ 110/m² para R$ 115/m².
Os resultados indicam que os quatro recortes analisados registraram redução da vacância e aumento dos preços pedidos. Entretanto, a intensidade dessas mudanças variou entre as áreas.
Na Faria Lima Prime, o aluguel pedido chegou a R$ 340/m² em 2026. No recorte Rebouças/Vila Olímpia, alcançou R$ 263/m², enquanto Pinheiros/Berrini registrou R$ 128/m² e Paulista/Chucri Zaidan, R$ 115/m².
Essa comparação ajuda a dimensionar as diferenças de preços entre os perímetros estudados.
Para empresas que planejam mudar de endereço ou renegociar contratos, essas diferenças ajudam a orientar a comparação entre alternativas. Já para proprietários e investidores, os dados oferecem referências para avaliar o posicionamento dos ativos e as condições de comercialização. Saiba mais, acessando o Buildings CRE Tool
Confira mais alguns cliques do evento:








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