Eixo Platina: a Região Leste de dormitório a polo corporativo

Artigo escrito por Paulo Henrique Alves Pinheiro, Gestor Comercial da Porte

O desenvolvimento urbano da Região Leste encara diretamente um dos maiores gargalos de São Paulo: a mobilidade e o desequilíbrio entre moradia e emprego. Nesse sentido, o projeto da Porte vem demonstrando um crescimento acelerado de infraestrutura na região. Com isso provando a necessidade de transformação e a força de uma iniciativa que provoca uma reflexão sobre a forma de viver e conviver com a cidade.

Paulo Henrique Alves Pinheiro, Gestor Comercial da Porte

O desejo de desenvolvimento da Região Leste pela Porte conta com mais de 40 anos de história e mais de 50 empreendimentos entregues. Todos eles com o propósito nítido de reter famílias e empresas que cresceram e contribuíram para o enriquecimento da região.

Esse movimento atua em diversos nichos, gerando emprego, renda e a qualificação dos espaços urbanos.

Além disso, o Eixo Platina cria contexto e endereço para a chegada de novos investimentos e de corporações que compreendem o valor estratégico e geográfico do projeto. Leia também: Novas centralidades equilibram a dinâmica da cidade

Gentileza urbana: as lojas, o diálogo com o comércio local e a vida pelas calçadas

Sob o princípio da gentileza urbana, na prática, apenas o Crona 665 já introduziu 1,5 mil m² de fachada ativa real. Urbanisticamente, isso significa que o edifício integra totalmente o térreo ao comércio local, sem muros.

Esse conceito traz segurança e vitalidade, oferecendo calçadas mais largas e um paisagismo convidativo.

Benedito Abbud, que assina a paisagem verde e tropical do Crona 665, criou um ambiente que estimula o caminhar e convida à permanência. Por conseguinte, é comprovado que ruas com comércio ativo geram os chamados “olhos para a rua”. Trata-se do conceito clássico de Jane Jacobs, aumentando organicamente a segurança pública e o dinamismo econômico noturno e diurno.

Essa é uma realidade fácil de experimentar. Além de ser um convite para fazer parte de um cenário que evidencia nitidamente um “antes e depois” na região. E vem motivado pelo ecossistema de uso misto.

Nesse sentido, além dos escritórios, o planejamento de longo prazo prevê complexos que unem residências, hotelaria, varejo, cinemas, teatros, centros de convenções e gastronomia. É um jeito de fazer urbanismo que não pensa os projetos de forma isolada. Eles se conectam e se multiplicam, atendendo a uma coerência de usos e às demandas da cidade.

Eixo Platina aposta na cidade de 15 minutos para impulsionar a vida urbana

Como exemplo, o megaprojeto Urman São Paulo sozinho somará mais de 200 mil m² de área incorporada.

Esse modelo garante que o bairro permaneça vivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, evitando o esvaziamento típico de bairros estritamente corporativos após o horário comercial.

Nesse sentido, toda essa infraestrutura é plenamente servida por transporte público de terminais urbanos de ônibus, metrô e trem que são vizinhos e se conectam com a cidade inteira.

Estratégico, o posicionamento do Eixo Platina e a forma como está sendo estruturado o inserem no conceito da “Cidade de 15 Minutos”, modelo idealizado pelo urbanista Carlos Moreno e adotado internacionalmente.

Quando comparamos São Paulo às grandes transformações globais, os dados revelam o tamanho do impacto de um projeto tirado do zero, que vem criando conveniência, convivência e facilidade na rotina do trabalhador e do empresário.

Atento à repercussão positiva de suas ações, o projeto sempre vislumbra a gentileza em seus desenhos, indo desde cuidados estéticos e paisagísticos até aspectos operacionais e físicos que permitam a caminhabilidade e a permanência confortável em suas áreas compartilhadas.

Mais do que as gentilezas com pedestres e usuários, a sustentabilidade e as certificações internacionais têm sido uma preocupação constante e premissa obrigatória, de forma que os edifícios nasçam sob as diretrizes de selos globais como AQUA-HQE e LEED.

Isso garante benefícios estruturais que se traduzem em eficiência energética, gestão inteligente de resíduos, captação de água da chuva e conforto térmico.

Além disso, também mitigam as ilhas de calor na metrópole. Assim, essas práticas reduzem o custo condominial e atraem multinacionais focadas em agendas ESG (Ambiental, Social e Governança). Leia também: Trabalhar, morar e viver em São Paulo: a força de projetos que focam em mobilidade e ganho de tempo

O impacto econômico e social de equipamentos que dialogam com as necessidades da região e da cidade

A consolidação de projetos como o Eixo Platina prova que o Plano Diretor de São Paulo encontra na iniciativa privada um motor eficiente e edificante para redistribuir as riquezas e as oportunidades da maior cidade da América Latina.

Isso só é possível com a união de conceitos, estudos e um modelo de urbanismo que respeita tanto as características regionais quanto as tendências globais.

Construir do zero e experimentar o percurso do não óbvio tem suas limitações, mas, antagonicamente, abre infinitas possibilidades.

O ineditismo também traz uma força importante, pois é justamente nesse espaço de desenvolvimento pioneiro que reside um amplo potencial de valorização, algo já demonstrado historicamente.

Sobre o comércio e os serviços integrados ao térreo dos edifícios, é interessante perceber como eles vão muito além da lógica dos incentivos econômicos do Plano Diretor de São Paulo. Este isenta essas áreas do cálculo de potencial construtivo das incorporadoras.

Esse modelo ganha força real quando respeita a dinâmica financeira do comércio de bairro. Em conexão com o comportamento de consumo já existente, o impacto positivo se multiplica ao unir-se ao novo potencial trazido pelos novos edifícios e por uma nova lógica de conveniência.

O grande diferencial está em como o desenvolvedor investe e concentra energia para que cada projeto seja único e, ao mesmo tempo, parte de um todo conectado e coerente com o propósito de desenvolver a região.

O paradoxo da vacância e o diferencial do planejamento

Estudos recentes de associações comerciais e institutos urbanos apontam que São Paulo enfrenta uma média de 60% a 80% de vacância em fachadas ativas genéricas. Isso ocorre em bairros como Vila Mariana e Pinheiros.

Esse esvaziamento ocorre quando os espaços são construídos de forma automática, sem a infraestrutura adequada. Com isso, pecando, por exemplo, em aspectos como o pé-direito correto, recuos amigáveis e docas de serviço. Ou quando estão fora de eixos funcionais já consolidados, de alto fluxo e com demanda previsível.

Por outro lado, quando há ciência urbana e gestão integrada de ecossistemas — como a Porte vem exercitando ao longo do desenvolvimento do Eixo Platina —, torna-se possível melhorar significativamente a atração e a retenção de consumo.

Dados do Grupo OLX (ZAP/Viva Real) mostram que 62% dos paulistanos afirmam que lojas integradas aos condomínios impulsionam o comércio local, justamente por criarem esse universo de conveniência e convivência, propondo uma atmosfera mais gentil, humana e segura.

Segundo a pesquisa, os estabelecimentos mais desejados pelo público são padarias (63%), farmácias (57%) e lojas de conveniência (51%).

Porte aposta em comércio de base para valorizar imóveis e transformar a dinâmica urbana

A Porte tem crescido e apostado nesse modelo.

Para isso, designou uma equipe própria que participa ativamente do processo de locação. Trata-se de uma área estruturada com a finalidade de qualificar os operadores. E mais do que isso, ajudar a definir a atividade ideal para atender às necessidades daquele endereço, garantindo a perpetuidade dos negócios.

Em parte desses projetos, o desenvolvedor atua como sócio, retendo uma parcela da participação. E centralizando a estratégia de ocupação, o planejamento e o mix do comércio de base.

A construção desse contexto gera valorização imobiliária no entorno. Isso porque propicia ruas caminháveis e com maior fluxo de pedestres. Com isso, elevando o valor dos pontos comerciais locais e contribuindo para a redução do custo logístico e de deslocamento do morador.

Para complementar, fica evidente o “efeito âncora corporativo”: lajes comerciais totalmente ocupadas logo acima. A exemplo dos 13 mil m² do Crona 665 — que garantem uma demanda flutuante constante no térreo em horário comercial. Com isso blindando o varejo de crises financeiras locais.

Leia outros artigos:
— Branding na arquitetura corporativa: como o espaço se transforma em experiência e decisão de negócio
— Selic, custo de ocupação e o desafio de decidir em um mercado imobiliário mais restritivo
— Trabalhar, morar e viver em São Paulo: a força de projetos que focam em mobilidade e ganho de tempo

Nova centralidade, consolidação e impacto positivo na dinâmica da cidade

Diante do exposto, percebe-se o vanguardismo do Eixo Platina. O projeto partiu de zero m² de infraestrutura corporativa para atingir mais de 95 mil m² de lajes integradas. Com destaque para pouco mais de 60 mil m² já entregues.

Só no Urman São Paulo são mais de 200 mil m² de área mista com uma imensa diversidade de usos, incluindo hotel, teatro, cinema e centro de convenções. Na prática, o complexo representa o maior esforço privado do país para consolidar uma centralidade autossuficiente.

A empresa deve lançar novidades no portfólio para incrementar ainda mais essa área.

Por fim, fica evidente a magnitude do impacto do projeto. São mais de 4,4 milhões de pessoas no núcleo Leste e até 8,8 milhões considerando a Zona Leste expandida, dentre as quais 2,6 milhões são trabalhadores que se movimentam diariamente para outras regiões do município.

Essas ações de descentralização têm o potencial de mitigar até 20 horas semanais perdidas no trânsito para um trabalhador que consiga se fixar na própria região.

Empresas e trabalhadores ganham quando um desenvolvimento pensa o todo, estuda a região e traz referências globais para seus projetos. Essa iniciativa focada na qualidade de vida das pessoas garante novos investimentos. Além do crescimento de negócios diversos em curto, médio e longo prazo. Tudo isso impulsionando o desenvolvimento econômico da região e melhorando a dinâmica de mobilidade da cidade.

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