Para além de São Paulo: qual a nova rota da logística nacional?

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Dados apresentados no Buildings Summit mostram a liderança de São Paulo nas locações logísticas, enquanto Minas, Santa Catarina e Espírito Santo ganham espaço na expansão do e-commerce.

São Paulo, 20 de outubro de 2026 – O mercado de condomínios logísticos no Brasil vive um momento de aquecimento sem precedentes. Com o avanço rápido das vendas online, a necessidade de otimizar prazos de entrega transformou a infraestrutura imobiliária no grande motor da eficiência competitiva.

Nesse sentido, as grandes empresas do setor disputam cada metro quadrado disponível para locar espaços logísticos. A ideia é posicionar seus centros de distribuição com inteligência estratégica e localização privilegiada para diminuir o tempo de entrega.

Naturalmente, o Sudeste do país concentra a maior fatia de todo o volume transacionado no território nacional. Assim, os dados do terceiro trimestre de 2026 apresentados durante o Buildings Summit 2026 (07/10), em São Paulo, apontam que a região absorveu impressionantes 84% de todas as novas locações realizadas.

Além disso, o estado paulista lidera o mercado nacional de forma absoluta, respondendo por 46% dessa fatia. Isso equivale a 2,9 milhões de metros quadrados locados em 2026.

Entretanto, uma análise mais detalhada do setor revela movimentos que ultrapassam o eixo tradicional paulista.

Minas, Santa Catarina e demais estados

O mercado mineiro, por exemplo, conquistou o segundo lugar no ranking de absorção estadual, registrando 9,8% das locações no período, equivalente a 620 mil metros quadrados.

Logo em seguida, Santa Catarina garantiu a terceira posição ao somar 6,1% da demanda nacional, com 385,5 mil metros quadrados contratados.

Portanto, o ecossistema logístico observa o fortalecimento gradual de praças complementares. A demanda do Espírito Santo capturou 5,3% do total nacional com 340 mil metros quadrados.

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Veja no print abaixo as novas locações logísticas em 2026 de outros estados:

A força das regiões Sul e Nordeste na composição dos novos contratos

Por conseguinte, a descentralização geográfica ganha relevância quando observamos o desempenho consolidado de cada região brasileira.

A Região Sul, por exemplo, absorveu 15% de todo o volume de condomínios logísticos transacionado no país, totalizando 1,2 milhão de metros quadrados locados. Da mesma forma, o Nordeste brasileiro atraiu 16% da demanda, movimentando expressivos 950 mil metros quadrados, ao passo que o Centro-Oeste garantiu 3,0% e o Norte registrou 2,0%.

Além das locações tradicionais, os contratos de pré-locação confirmam a interiorização das grandes operações.

Seguindo a liderança, o Mercado Livre viabilizou a pré-locação de 163 mil metros quadrados no empreendimento HGLG Simões Filho, na Bahia. Da mesma forma, a gigante do e-commerce fechou outro contrato de pré-locação para ocupar 122 mil metros quadrados no CD MELI CLBV, localizado em Minas Gerais.

“O e-commerce ainda tem um longo caminho no Brasil. Hoje, possui penetração de apenas 15% do mercado, enquanto países desenvolvidos contam com 25% a 30%”, afirmou Leandro Bassoi, o vice-presidente de fulfillment do Mercado Livre para a América Latina, durante o painel de logística do Buildings Summit.

Na sequência, a varejista Shopee também expandiu a sua malha logística de maneira agressiva fora do epicentro paulista. Nesse sentido, a companhia assegurou a pré-locação de 110 mil metros quadrados no BRZ 040 Logistics Park, em Minas Gerais. Além disso, pré-alugou 70 mil metros quadrados no BRZ 386 Logistics Park, no Rio Grande do Sul.

Por fim, o Grupo Carone assinou a pré-locação de 105 mil metros quadrados no Urban Park Log, no Espírito Santo.

Em síntese, os gigantes do e-commerce e varejo constroem pontes valiosas para atender o consumidor final com mais agilidade fora do eixo Rio-São Paulo. Contudo, essa expansão regional acelerada traz uma reflexão inevitável para os investidores do setor: os custos de desenvolvimento e o preço das locações no interior do país conseguirão manter essa rota atrativa por muito tempo?

Confira alguns cliques do Buildings Summit 2026:

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