Fundos Imobiliários de tijolo lideram valorização em agosto

Resiliência dos Fundos Imobiliários de tijolo é impulsionada por gestão proativa e melhora operacional; destaque para o TRBL11, de logística, com ganhos expressivos.

São Paulo, 15 de setembro de 2025 – Os fundos imobiliários (FIIs) “de tijolo” lideraram a recuperação do setor em agosto, com seis deles figurando entre os dez com melhor desempenho do mês.

Esse levantamento é da Quantum Finance em notícia publicada no Valor Investe.

Nesse sentido, destaque para o Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11), focado em galpões logísticos, que registrou valorização de 17%. Ela vem impulsionada pelo acordo extrajudicial que assegura o recebimento de R$ 6 milhões relacionados a obras emergenciais em um ativo em Contagem (MG). Leia mais aqui.

Os envolvidos veem essa negociação como uma vitória inicial em um processo maior contra os Correios, cujo montante contestado chega a R$ 330 milhões.

Do ponto de vista do mercado, Otmar Manfred Schneider, analista da Nord Investimentos, observa que a valorização do TRBL11 reflete tanto a gestão proativa quanto a correção de um pessimismo excessivo causado pela saída inesperada dos Correios como inquilino.

Além do TRBL11, outros fundos “de tijolo” se destacaram em agosto:

  • BRC Renda Corporativa (FATN11), com alta de 5,4%;
  • HSI Malls (HSML11), com 5,1%;
  • Pátria Malls (PMLL11), com 4,2%;
  • Hedge Brasil Shopping (HGBS11), com 3,6%;
  • E Capitânia Shoppings (CPSH11), com 3,4%.

Estes fundos estiveram negociados com descontos relevantes frente ao valor patrimonial, favorecendo rápidas recuperações, conforme explica Schneider.

Mesmo em um cenário de taxa Selic elevada, que geralmente encarece o custo de oportunidade e favorece investimentos em renda fixa, os fundos de tijolo mostraram resiliência.

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Lajes corporativas: maior taxa de ocupação e menor inadimplência

O IFIX, índice de referência dos FIIs, acumula alta superior a 13% no ano até agosto, com valorização de 1,16% somente em agosto. Tal desempenho reflete não apenas a valorização das cotas, mas também o reinvestimento dos dividendos pagos.

No âmbito operacional, há melhora nos principais fundamentos, especialmente nos fundos de lajes corporativas. Estes apresentam maior taxa de ocupação e menor inadimplência, indicando retomada após a pandemia.

Do mesmo modo, os fundos de shoppings se beneficiam do aumento do consumo e estabilidade nos contratos de locação, enquanto os fundos de galpões logísticos aproveitam a forte demanda gerada pela expansão do e-commerce. Com isso, contribuindo para resultados mais consistentes mesmo em ambiente adverso.

No acumulado do ano até agosto, o Hectare (HCTR11) lidera a valorização, com alta de mais de 42%. O fundo passou por dificuldades durante a pandemia, mas sua recuperação recente reflete o ajuste na carteira, principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Por fim, outros fundos em destaque, como SARE11 (incorporado pelo BTLG11) e Valora Renda Imobiliária (VGRI11), também exibem recuperação após períodos de negociação com desconto.

Notícia no Valor Investe



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