Notícias do mercado imobiliário corporativo #237

Escritórios de São Paulo: quais regiões lideraram absorção no 2º tri e surpreenderam?

16/07 – Revista Buildings

O mercado de escritórios de São Paulo permanece dinâmico e aquecido no segundo trimestre de 2025, impulsionado por uma expansão contínua da absorção líquida — um indicador-chave de saúde do setor.

Analisando o setor por regiões, a Leopoldina/Barra Funda se mostrou como um novo polo de expansão corporativa na cidade.

Considerando os indicativos mais recentes levantados pela Buildings e disponíveis para consultas e análises no Buildings CRE Tool, o maior e mais completo banco de dados do mercado imobiliário corporativo do Brasil, a região da Leopoldina/Barra Funda consolidou sua atratividade ao registrar nove trimestres consecutivos de absorção líquida positiva.

Após impacto expressivo de 43 mil m² absorvidos no quarto trimestre de 2024 em escritórios Classe A, a região somou quase 10 mil m² no segundo trimestre de 2025.

Além disso, a taxa de vacância caiu de 30,95% para 28,70%. Do mesmo modo, o preço médio pedido de aluguel saltou de R$ 68,99 para R$ 76,67/m² — resultado maior que 10% de aumento. 

Do mesmo modo, o bairro se destaca com nova oferta de imóveis modernos, abrindo oportunidade para empresas de diversos segmentos. Acesse conteúdo exclusivo na Revista Buildings.

Escritórios corporativos no Rio mantêm indicadores estabilizados, mas registra alta no preço de locação

15/07 – Revista Buildings

Na contramão dos resultados positivos do mercado de escritórios de São Paulo, que viu sua taxa de vacância recuar para 16,65% no segundo trimestre de 2025 nos edifícios Classe A+ e A, o Rio de Janeiro destacou-se por apresentar estabilidade nos principais indicadores do setor no mesmo período.

Nesse sentido, a taxa de vacância dos escritórios corporativos Classe A+ e A no Rio de Janeiro permanece em 29%. Trata-se do menor patamar desde 2015, evidenciando um cenário de manutenção frente a períodos anteriores. 

Além disso, o valor de aluguel subiu de R$ 76,91 para R$ 79,13 por metro quadrado, uma valorização superior a dois pontos percentuais.

Ressalta-se que esse indicador registra elevação por três trimestres consecutivos nos imóveis de alto padrão carioca.

Por outro lado, a absorção líquida no período foi negativa. Ela marcou -590 m², revertendo o desempenho de quase 20 mil m² positivos registrados no trimestre anterior. Acesse conteúdo exclusivo na Revista Buildings.

Correios alugam galpão do BRCO11 em Contagem após impasse com outro FII

10/07 – MetroQuadrado

A Bresco Logística (BRCO11) anunciou a locação de um galpão em Contagem (MG) para os Correios, ocupando 15,6 mil metros quadrados antes alugados pela Americanas, que rescindiu o contrato antecipadamente em novembro passado.

A nova locação, válida por cinco anos com aviso prévio de seis meses e multa de 12 meses em caso de rescisão antecipada, representa um aumento de 30% na receita do fundo.

O acordo gerou discussão entre cotistas do BRCO11, que associam os Correios a um risco de crédito mais alto devido a um recente imbróglio com o FII Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11), também em Contagem.

No caso do TRBL11, os Correios ocupavam um centro logístico de 121 mil m² e interromperam os pagamentos após apontarem problemas na estrutura física do imóvel, levando à rescisão unilateral do contrato, que só venceria em 2034.

Em resposta, os gestores Rio Bravo e Tellus buscam cobrança administrativa e estruturam uma defesa judicial.

Nesse sentido, segundo especialistas, o peso do novo contrato para o BRCO11 é menor — apenas 3,4% da área bruta locável (ABL) — enquanto no TRBL11, a exposição era significativamente maior, alcançando 47% da receita do fundo.

Além disso, trata-se de um contrato típico, considerado mais flexível para substituição de locatários.

Apesar da cautela de alguns players, fontes garantem que o risco da estatal não é superior ao de outros inquilinos, ressaltando que imprevistos podem ocorrer com qualquer empresa.

E-commerce impulsiona disputa e eleva preços dos galpões logísticos em São Paulo

15/07 – E-commerce Brasil

A intensa concorrência entre gigantes do e-commerce como Mercado Livre e Shopee está promovendo forte ocupação e valorização dos galpões logísticos e industriais na Grande São Paulo. Esse dado é da consultoria Newmark.

Apenas no segundo trimestre de 2025, foram entregues 650 mil metros quadrados de novos galpões, com projeção de mais 908 mil m² até o fim do ano na região metropolitana.

A absorção líquida saltou de 88 mil m² no 1º trimestre para 501 mil m² no 2º. Destaque para Bridgestone, que ampliou sua área em Mauá de 43 mil para 116,5 mil m².

Nesse sentido, Mercado Livre e Shopee também figuram entre os maiores ocupantes, com 105 mil m² em Guarulhos e cerca de 80 mil m² em São Bernardo do Campo, respectivamente.

O segmento de e-commerce respondeu por 48% das locações, enquanto os setores industrial e de serviços representaram 28% e 24%.

Do mesmo modo, a forte procura resultou em aumento nos preços. Nesse sentido, o valor médio de locação subiu 5% no trimestre e 16% em um ano, chegando a R$ 30/m².

Por fim, as cidades com maior absorção foram Guarulhos, Cajamar e o ABC Paulista. Para os próximos anos, a maior parte dos novos estoques está prevista para Guarulhos (45%), Cajamar (28%), ABC (22%) e Sorocaba (16%).

TRXF11 capta R$ 1,25 bi e se torna um dos maiores fundos de tijolo da Bolsa

15/07 – O Petróleo

O fundo imobiliário TRXF11 concluiu em julho de 2025 sua 11ª emissão de cotas. Com isso, levantou um valor recorde de R$ 1,25 bilhão — 125% do volume inicialmente planejado.

Com a operação, o patrimônio líquido do fundo saltou para R$ 3,2 bilhões, consolidando-o entre os cinco maiores fundos de tijolo do IFIX, segundo o relatório gerencial de junho.

Nesse sentido, a captação contou com a participação de mais de 23 mil investidores, majoritariamente pessoas físicas. Parte significativa da captação foi feita via troca de cotas — estratégia que permitiu ao fundo adquirir ativos relevantes sem comprometer totalmente a liquidez em caixa.

Pós-emissão, o TRXF11 já começou a investir os recursos. Entre junho e julho, o fundo concluiu a compra de 28 imóveis:

  • 14 imóveis locados para Pão de Açúcar, Extra, Assaí e Delboni
  • 13 lojas em São Paulo com contratos de renda urbana
  • 1 loja Assaí em Caldas Novas (GO)

Por fim, estas aquisições totalizam R$ 543 milhões, sendo a maior parte paga em cotas. O portfólio do fundo agora soma 69 imóveis. Eles estão distribuídos em 38 cidades, com presença significativa no estado de São Paulo.

Trata-se de uma estratégia que visa concentração em regiões de maior liquidez e potencial de valorização.

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