Galpões Classe A avançam no Brasil, mas oferta segue abaixo da demanda

Com vacância mínima histórica e expansão acelerada do e-commerce, mercado de Galpões Classe A ainda possui baixo estoque de ativos.

São Paulo, 28 de maio de 2026 – O mercado brasileiro de galpões logísticos Classe A mantém forte ritmo de crescimento em 2026, impulsionado principalmente pelo avanço do e-commerce, pela baixa vacância e pela busca corporativa por ativos mais modernos.

Ainda assim, o estoque nacional de empreendimentos de alto padrão segue insuficiente para acompanhar a expansão do setor. Essa notícia é do InfoMoney.

Dados da Log Commercial Properties, apresentados durante o Log Day 2026, mostram que o Brasil possui cerca de 175 milhões de m² de área bruta locável (ABL) logística. Desse total, apenas 35,7 milhões de m² pertencem à categoria Classe A. Em outras palavras, somente 18% do estoque nacional reúne características consideradas premium.

Além disso, a comparação internacional reforça o potencial de crescimento do segmento. Atualmente, o país conta com apenas 16 m² de galpões Classe A para cada 100 habitantes. Enquanto isso, o México possui 27 m² e os Estados Unidos alcançam 537 m² na mesma métrica.

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Demanda cresce acima da oferta e mantém vacância pressionada

Mesmo com novas entregas nos últimos anos, a oferta continua abaixo da demanda. O setor encerrou o primeiro trimestre de 2026 com vacância média de apenas 6,6%, nível considerado próximo da mínima histórica do mercado logístico brasileiro.

Ao mesmo tempo, a absorção líquida segue em trajetória de alta. Em 2025, o mercado absorveu aproximadamente 3,62 milhões de m².

Já para 2026, a projeção aponta demanda próxima de 4 milhões de m², indicando continuidade da pressão sobre o estoque disponível.

Segundo a companhia, os aluguéis logísticos brasileiros permanecem mais de 500 pontos-base acima da média global em 2025. Dessa forma, o segmento mantém elevada atratividade para investidores e operadores.

E-commerce acelera ocupação de galpões no Brasil

O crescimento do comércio eletrônico continua entre os principais vetores da expansão logística nacional. O Mercado Livre ocupa atualmente cerca de 2,9 milhões de m² distribuídos em 19 estados brasileiros, além de operar 13 centros de distribuição.

A empresa ainda prevê investimentos próximos de R$ 57 bilhões em 2026.

Na mesma direção, a Shopee soma aproximadamente 1,81 milhão de m² no país e adicionou cerca de 1,7 milhão de m² desde 2021. Já a Amazon possui cerca de 700 mil m² ocupados no mercado brasileiro.

Além das plataformas já consolidadas, novos entrantes ampliam rapidamente suas operações logísticas no país. Entre eles aparecem Shein, TikTok Shop e Temu.

Outro destaque do setor envolve o chamado “flight to quality”. Segundo a apresentação da Log CP, cerca de 40% das novas locações já seguem essa tendência.

Em São Paulo, por exemplo, a participação dos galpões Classe A dentro do estoque total subiu de 56% para 76% entre 2013 e 2026, refletindo a preferência crescente por ativos de maior qualidade operacional.

Notícia completa do InfoMoney

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