Mercado logístico mantém ritmo acelerado e absorção supera 950 mil m² no Brasil

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Expansão do e-commerce, baixa vacância e novos projetos impulsionam o mercado logístico Classe A no 1º trimestre, com destaque para São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.

São Paulo, 19 de maio de 2026 – Segundo dados da Buildings, o mercado de condomínios logísticos no Brasil, de perfil Classe A, iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando uma absorção líquida positiva de 970 mil m² no primeiro trimestre.

Esse resultado reforça a forte demanda por espaços modernos e bem localizados em diferentes regiões do país.

Além disso, o estoque nacional alcançou 35,9 milhões de m² no período, acima dos 32,4 milhões registrados há um ano (1T/2025), aumento de aproximadamente 10% em um ano.

O avanço acompanha o crescimento das operações de e-commerce, distribuição e varejo, que seguem ampliando a procura por ativos próximos aos grandes centros consumidores.

Com demanda acima da oferta, a taxa de vacância nacional encerrou o trimestre em 6,5%, redução de 1,28 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Na outra ponta, o setor recebeu 664,9 mil m² de novo estoque, distrubuído entre entregas e expansões de condomínios.

Ainda conforme dados da Buildings, atualmente o Brasil soma 677 condomínios logísticos Classe A, número superior aos 619 empreendimentos registrados no início de 2025.

Paralelamente, a atividade construtiva segue elevada, com 5 milhões de m² em desenvolvimento para os próximos períodos, e preço médio de aluguel subindo desde 2023.

São Paulo lidera absorção e expansão logística

São Paulo manteve a liderança do mercado logístico brasileiro no primeiro trimestre de 2026. O estado registrou absorção líquida positiva de 450,5 mil m², concentrando quase metade de toda a demanda nacional no período.

Além disso, o mercado paulista recebeu 234,2 mil m² de novo estoque, entre expansões e novos condomínios logísticos Classe A. Apesar disso, a taxa de vacância permaneceu em 6,5%, reafirmando o equilíbrio mesmo diante da entrada de novos empreendimentos.

A atividade construtiva também segue intensa em São Paulo.

Atualmente, o estado reúne 1,7 milhão de m² em desenvolvimento, impulsionado principalmente pela demanda de operadores logísticos e empresas ligadas ao comércio eletrônico.

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Santa Catarina acelera expansão do setor

Santa Catarina também apresentou desempenho relevante no início de 2026. O estado registrou absorção líquida positiva de 114,5 mil m² no primeiro trimestre, consolidando sua importância no mercado logístico nacional.

Nesse sentido, o mercado catarinense recebeu 82,2 mil m² de novo estoque em dois novos condomínios logísticos Classe A. A taxa de vacância encerrou o período em 7,2%, uma redução de cerca de 2p.p. se comparado ao trimestre anterior.

Outro destaque ficou para a atividade construtiva, que alcançou 828,5 mil m² no período.

O volume evidencia o interesse crescente de investidores e desenvolvedores pela região, especialmente em cidades conectadas aos principais corredores logísticos do Sul do país.

Minas Gerais mantém vacância abaixo da média nacional

Minas Gerais encerrou o primeiro trimestre com um dos menores índices de vacância entre os principais mercados logísticos analisados. O estado registrou resultado de 4,8%, abaixo da média nacional de 6,5%, e também bem abaixo do último trimestre: 6% (4T/2025).

Embora menor que  São Paulo e Santa Catarina, a absorção líquida positiva mineira alcançou 59,5 mil m² no período. Minas Gerais também adicionou 15,9 mil m² ao estoque logístico Classe A da região Sudeste.

Enquanto isso, a atividade construtiva somou 150,9 mil m², menor que no trimestre anterior, o que reflete uma queda de novos projetos conforme histórico dos últimos quatro trimestres. Para ter um panorama completo do setor logístico, acesse a plataforma Buildings CRE Tool

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