Logística começa 2026 em ritmo acelerado, aponta Buildings

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Novo estoque, absorção positiva e valorização dos aluguéis confirmam a força do setor logístico no Brasil e em São Paulo no 4T/2025.

São Paulo, 12 de janeiro de 2026 – O setor logístico brasileiro começa 2026 com expectativas positivas em razão dos dados do 4T/2025 apurados pela Buildings e disponíveis no Buildings CRE Tool. 

Nesse sentido, o mercado encerrou o quarto trimestre de 2025 com indicadores positivos e crescimento consistente nos dados. 

No período, o Brasil recebeu 13 novos condomínios logísticos (todas as classes), reforçando a expansão contínua do mercado e a confiança dos investidores e empresas do segmento.

Além disso, o novo estoque entregue somou 904 mil m², enquanto a atividade construtiva permanece aquecida, com 4,4 milhões de m² em desenvolvimento.

Mesmo com a forte entrega de áreas, a taxa de vacância manteve estabilidade, em 7,33%, evidenciando equilíbrio entre oferta e demanda.

Ao mesmo tempo, o preço médio pedido de locação avançou de R$ 27,60 para R$ 28,20, refletindo maior valorização dos ativos logísticos.

Outro destaque foi a absorção líquida positiva de 847,7 mil m², ainda que inferior aos resultados registrados no segundo e terceiro trimestres de 2025.

Com isso, o estoque total nacional alcançou 43,6 milhões de m², consolidando a logística como um dos segmentos mais dinâmicos do mercado imobiliário. Olhando para o passado recente, o estoque total do 1T de 2024 era de 40,6 milhões de m². Para um panorama completo dos indicadores do setor, acesse o Buildings CRE Tool

Segmento Classe A reforça protagonismo no mercado logístico brasileiro

No recorte do setor logístico dos ativos de alto padrão (Classe A), o desempenho também foi expressivo, com a entrega de 13 novos condomínios em todo o país.

Esse segmento recebeu 888,5 mil m² de novo estoque no trimestre e mantém uma atividade construtiva robusta, de 4,3 milhões de m².

A taxa de vacância permaneceu estável, enquanto o preço médio pedido subiu de R$ 28,30 para R$ 29,30, reforçando a atratividade dos empreendimentos de alto padrão.

Além disso, a absorção líquida do segmento Classe A somou 817 mil m², resultado positivo, embora inferior ao trimestre anterior, que registrou 882 mil m². Leia também sobre os resultados do setor de escritórios aqui: Setor de Escritórios em SP: taxa de vacância cai e preço pedido de aluguel sobe no 4T/2025

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São Paulo lidera a expansão da logística Classe A no Brasil

No estado de São Paulo, a logística Classe A teve papel central nesse desempenho, concentrando seis dos dez empreendimentos entregues no Brasil.

O novo estoque paulista totalizou 544,7 mil m², enquanto o volume em construção chegou a 1,6 milhão de m², abaixo do trimestre anterior.

Ainda assim, a taxa de vacância seguiu estável em 8%, sinalizando resiliência mesmo diante da ampliação da oferta.

Em paralelo, o preço médio pedido de locação avançou de R$ 30,20 para R$ 32,30, reforçando a valorização do mercado paulista.

Já a absorção líquida positiva alcançou 490,5 mil m², superando o resultado do trimestre anterior, que havia sido de 419 mil m².

Com isso, o estoque total de logística Classe A em São Paulo chegou a 16,9 milhões de m², mantendo a liderança do estado como principal polo do país. Para um panorama completo dos indicadores do setor, acesse o Buildings CRE Tool

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