Contratos de aluguel podem aumentar com a desaceleração do IGP-M 

Imagem: Unsplash

 

Da Redação

Vimos na semana passada que houve desaceleração do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). Esse fato abre margem e possibilidade entre proprietários e inquilinos de imóveis no que tange ao reajuste de aluguel mensal. E também para os novos contratos.

Alberto Ajzental é economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele explica que o motivo dessa redução é o fato do indicador está abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“As possibilidades de maiores negociações de contrato de aluguel acontecem porque dada a queda do IGP-M de fevereiro até julho, ficando inclusive abaixo do IPCA desde maio deste ano, os locadores estarão mais dispostos a negociar se comparado à época do enorme aumento deste mesmo índice que os favorecia como em 2021, período de explosão dos preços”.

O IGP-M apresentou queda de 0,21% em julho, valor inferior ao de junho, 0,59%. Ele é o índice costumeiramente usado para reajustar grande parte dos contratos do setor imobiliário.

A queda é registrada desde maio, quando o acumulado dos doze meses chegou a 10,71%. Este número está abaixo dos 11,73% do IPCA.

Dessa forma, o resultado apontado é positivo se considerarmos que em 2021 o IGP-M chegou a 37,06%. Isso claro, causou um desconforto nas negociações imobiliárias, tanto corporativas quanto residenciais.

À exceção dos acordos realizados com outro índice, a elevação do IGP-M provocou um aumento nos preços dos aluguéis. Locatários e inquilinos enfrentaram dificuldades e tiveram de ser flexíveis.

Apesar dos lucros menores, locar imóveis ainda vale a pena

Fabio Tadeu Araújo, especialista em mercado imobiliário, acredita que mesmo com lucros menores, alugar um imóvel ainda é interessante.

“Os últimos reajustes foram completamente fora do normal, com base nas commodities, que dispararam. Agora, o investidor pode observar uma queda na rentabilidade, mas não acredito que ela seja suficiente para afetar a decisão de compra em imóveis para a locação”, explica Fábio Tadeu Araújo, economista da FAU Business e especialistas em mercado imobiliário.

Por outro lado, Leonardo Di Mauro, sócio-diretor do GRI Real Estate Brasil, empresa que reúne investidores do setor imobiliário em 98 países, faz um contraponto.

“Nós estamos percebendo uma variação do IGPM na casa de 1 ⁄3 do que foi 2021. Precisamos sentir se essas reduções em termos de ICMS vão se perdurar. Temos que esperar as medições das próximas variações para desenhar um cenário mais estável, mas até o momento o cenário é positivo”.

Com informações do Portal CNN Brasil

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