2025 é o ano para a retomada da ocupação dos escritórios em São Paulo, diz gestora

Imagem: Unsplash

 

Em matéria do Estadão, os dados da Buildings sobre absorção líquida do mercado de escritórios no 2 trimestre de 2022 foram citados.

Com a redução da área de alguns escritórios como efeito da pandemia, os prédios corporativos ainda têm um longo caminho a trilhar até se recuperarem totalmente.

O home office foi a alternativa encontrada a pulso para muitas empresas se virarem nos momentos mais intensos de crise. Contudo, se a recuperação dos escritórios se mantiver firme, em três anos a ocupação desses imóveis tende a atingir os mesmos níveis vistos antes da Covid-19 chegar à cidade de São Paulo.

Essa estimativa foi feita pela gestora Mérito Investimentos, a partir de números de mercado levantados pela Buildings. Esses resultados do mercado de escritórios foram extraídos da plataforma CRE Tool, o BigData do Mercado de Real Estate.

A taxa de vacância desses edifícios hoje está em 20,9%, um dos patamares mais altos já registrados pelo setor. Até o começo de 2020, esse indicador era de 15,1%.

Segundo a Buildings, há crescimento no volume de locações dos imóveis. A absorção líquida (saldo entre áreas alugadas e devolvidas) foi positiva em 47 mil m² no segundo trimestre e 38,5 mil m² no primeiro trimestre do ano. Já ao longo de 2020 e 2021, os números ficaram no campo negativo.

Faria Lima, Vila Olímpia e Avenida Paulista se destacam com ocupação em alta

Para retomar o nível de vacância pré-pandemia, a absorção líquida média foi projetada em 72 mil m² por trimestre até 2025 (de acordo com a Mérito). A projeção leva em conta o mesmo ritmo de locações vista no mercado paulistano entre 2017 e 2019.

“Em síntese, os dados mostram que novamente houve mais ocupações de espaços comerciais que reduções. O 2T/2022 fechou com mais de 38.000 m². Os dois trimestres anteriores também foram positivos”, explica Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings.

Vale destacar, no entanto, que será o ritmo de crescimento da economia como um todo, que vai determinar esse crescimento. Além disso, também será o indicar para as empresas ampliarem ou não os seus escritórios.

Na avaliação do presidente da Mérito, Alexandre Despontin, uma vacância de 15% ainda não será suficiente para provocar a valorização dos aluguéis. A subida dos preços só acontece quando a desocupação gira entre 10% a 12% da área, o que configura demanda maior que a oferta (situação mais vantajosa para o proprietário do imóvel).

A exceção está nas regiões mais procuradas por empresas, como eixos da Faria Lima, Vila Olímpia e Av. Paulista, nos quais a vacância tem caído consideravelmente.

“A valorização da região da Faria Lima está diretamente ligada a diminuição da disponibilidade de lajes de alto padrão. Na região a taxa de vacância era 5,10% no 1T/2022 e agora é 4,34% (2T/2022). Trata-se da menor taxa de vacância das regiões de São Paulo para o universo de edifícios Classe A. Com a taxa de vacância caindo, naturalmente os preços de aluguel são pressionados para cima. E isso oferece maior poder na negociação para os proprietários”, ressalta Didziakas.

A atividade construtiva no 2T/2022 é a menor na série histórica

Por outro lado, no segundo trimestre de 2022 a atividade construtiva na cidade ganhou destaque por ser a menor da série histórica (desde 2005, segundo dados da Buildings). Ela fechou em mais de 495 mil m² (2T/2022).

No 1T/2022 foi de 498 mil m², no 4T/2021 foi de 504 mil m², no 3T/2021 de 546 mil m², no 2T/2021 de 556 mil m² e no 1T/2021 de 630 mil m².

Esse volume aponta que no curto e médio prazo não haverá uma grande quantidade de novo estoque. Isso significa que se o mercado seguir absorvendo, a tendência de queda na taxa de vacância permanecerá.

Confira também vídeo no Canal da Buildings no Youtube com os resultados do 2T/2022 de São Paulo e Rio de Janeiro e comentários de Fernando Didziakas:

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Notícia completa no Estadão

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