Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #011

Apresentamos abaixo as principais e mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo nesta segunda semana de janeiro, além de artigos com temas relacionados.

O futuro da logística é omnichannel: lojas físicas unidas ao e-commerce

28/01 – Ecommerce Brasil

Se havia alguma dúvida sobre o futuro da logística ser omnichannel, Alessandro Gil, CRO da Linx Digital, apresentou uma infinidade de dados para confirmar a previsão. De cara, ele trouxe uma pesquisa do Google que aponta o crescimento em 430% nas buscas sobre “entrega rápida”.

Outro ponto interessante, e que correlaciona sobre a logística omnichannel, é que 32% dos brasileiros que buscam a disponibilidade do produto em loja se deslocam até 3 quilômetros para fazer a retirada no local.

Portanto, a agilidade na entrega já se tornou praticamente uma exigência do consumidor online. Isso acontece porque, segundo Gil, as pessoas prezam cada vez mais pelo tempo, seu maior ativo.

“Não dá mais para oferecer processos logísticos morosos. Pra ter uma ideia, 83% dos consumidores milleniuns preferem comprar pelo app e retirar na loja, pois já sabem o que querem”.

Ao conectar uma loja física ao e-commerce, o CRO da Linx garante que se abre uma oportunidade enorme de melhorar a experiência de compra e, consequentemente, o faturamento da loja.

A conexão da loja física ao e-commerce abre um novo caminho para o aumento das vendas. Isso porque há o incremento do estoque, que está unificado, o inventário mais que dobra de proporção e, consequentemente, traz uma experiência de compra mais fluida ao cliente e o aumento das vendas.

Além disso, há o ponto da economia de frete (mais barato ou de graça), com a chance de levar mais tráfego à loja com outras opções ao cliente. Segundo uma pesquisa da Linx, a conversão na loja física sobre em 40%.

Heineken adota home office definitivo para áreas administrativas

01/02 – Folha Dirigida

O Grupo Heineken no Brasil anunciou que a partir deste ano todos os colaboradores das áreas corporativas passam a trabalhar na modalidade de teletrabalho. São cerca de 1.300 profissionais que atuam nos escritórios localizados nas cidades de São Paulo e Itu, no interior do estado.

A decisão, que está alinhada à estratégia de Digital & Tecnologia da empresa, foi tomada após pesquisas terem confirmado a boa aceitação do home office pelos times, que estão em trabalho remoto desde março de 2020.

Para se ajustar à nova modalidade, a empresa adequou sua política de benefícios e o contrato de trabalho de acordo com a regulamentação vigente para o teletrabalho, que prevê a realização do expediente fora das dependências da empresa por, no mínimo, 3 vezes por semana.

Apesar do home office não permitir a mesma convivência com os colegas de trabalho, a empresa garante que a sua essência de gerar conexões entre as pessoas será mantida.

Além disso, a companhia está transformando a estrutura dos escritórios da capital e de Itu em hubs de acomodação, encontros e conexão, que poderão ser utilizados quando for mais seguro para todos.

O mesmo conceito está sendo adotado nos Centros de Distribuição localizados no bairro do Sacomã e na cidade de Sumaré (SP), unidades estrategicamente instaladas para facilitar o acesso dos colaboradores corporativos.

“Depois de nove meses trabalhando de forma remota, entendemos que este modelo oferece aos nossos colaboradores uma série de benefícios, como a autonomia e flexibilidade para serem protagonistas de suas carreiras, qualidade de vida, bem-estar e proximidade com a família”, comenta Raquel Zagui, vice-presidente de Recursos Humanos do Grupo Heineken.

Quarta maior operadora de logística do mundo desembarca no Brasil

02/02 – Estadão

Mais uma gigante de galpões logísticos acaba de aterrissar no mercado brasileiro, seguindo o rastro da explosão do comércio eletrônico e da demanda crescente por centros de armazenagem e distribuição de mercadorias.

Trata-se da americana Exeter Property Group, empresa com sede na Filadélfia e apontada como a quarta maior gestora de empreendimentos logísticos do mundo, atrás apenas de GLP, Blackstone e Prologis, esta última a líder da categoria.

Todas as três primeiras já têm negócios no Brasil.

A vinda da Exeter se deu pelas mãos do fundo de investimento sob gestão da XP Vista Asset Management, que a contratou como consultora imobiliária.

A operadora americana vai assessorar o fundo na escolha de terrenos, avaliação de preços, formato dos galpões e perfil de locadores e fornecedores.

À frente do trabalho da empresa está o executivo Jonathan O’Day, que liderou a GLP quando esta empresa chegou ao País na última década e arrematou todo o portfólio de galpões das brasileiras HSI e BR Properties, assumindo a dianteira do mercado nacional.

Do lado da XP, estão os gestores de fundos Pedro Carraz (ex-BRMalls) e Gabriel Paz (ex-HSI e ex-Cyrela).

Em paralelo a toda essa movimentação, a Exeter assinou nos últimos dias um acordo para ser adquirida pela sueca EQT, numa transação de US$ 1,9 bilhão. A compradora é uma empresa de private equity e fundos imobiliários peso-pesado, com mais de 60 bilhões de euros sob gestão.

Índice de fundos imobiliários se aproxima do patamar pré-pandemia

03/02 – Valor Investe

Em 2020, a maior parte dos ativos sofreu com a pandemia. Os investimentos de renda fixa levaram uma rasteira nos rendimentos, com a taxa Selic no menor patamar da história, em 2% ao ano.

O mercado de ações sentiu as perdas dos seis “circuits breakers”, que é quando a bolsa para as operações depois de cair 10%. Isso se deu em apenas oito pregões e ocorreu logo no início da pandemia. O mercado demorou bastante para se recuperar desse baque.

O segmento imobiliário, por sua vez, viu o estrago causado pela crise quando diversos fundos suspenderam ou reduziram o pagamento de dividendos.

Para os Fundos de Investimentos Imobiliários, os FIIs, as projeções dos especialistas são otimistas para 2021, mas cada setor terá um caminho diferente em direção à retomada.

O IFIX, índice que acompanha o desempenho dos Fundos de Investimentos Imobiliários, sofreu, em março do ano passado uma desvalorização mensal de 16%, puxado principalmente pelas incertezas sobre o que ainda estaria por vir com o avanço da crise da saúde.

Ainda de acordo com o relatório “Fundos Imobiliários: Dividendos em quarentena”, produzido pelo analista de FIIs da XP, Renan Manda, os setores mais afetados pelas medidas de isolamento social e fechamento do comércio não-essencial foram os de hotéis e shopping.

Com relação aos dividendos, o documento mostra que o IFIX registrou queda de 13% no pagamento dos rendimentos.

Para efeito de conhecimento, em março de 2020, a remuneração dos fundos de hotéis caiu 100%, enquanto a dos shoppings recuou 61,4% na comparação com fevereiro.

Olhando apenas para os fundos de tijolo, aqueles que investem em imóveis já construídos e geram uma renda recorrente a partir do aluguel ou da venda – fundos de shopping, lajes corporativas, galpões logísticos, residências e outros -, o volume de ofertas ficou em R$ 11,2 bilhões.

Como mostra o estudo, deste montante, 56% da captação foi puxada pelo setor de galpões logísticos. Os fundos de shopping, por sua vez, não registraram nenhuma oferta.

Empregador pode ou não exigir que o funcionário tome a vacina contra a Covid-19?

03/02 – G1

Advogados especializados em direito do trabalho divergem sobre a questão da exigência do empregador quanto aos funcionários tomarem a vacina, já que não há uma regulamentação específica sobre o assunto.

Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a vacinação contra a Covid-19 é obrigatória e que sanções podem ser estabelecidas contra quem não se imunizar. E que essas medidas devem ser implementadas pela União, estados e municípios.

Rebeca Cardenas Bacchini, especialista em Direito e Processo do Trabalho, explica que existe a possibilidade de o empregador determinar a vacinação dos empregados sob o argumento da sua responsabilidade em manter o ambiente de trabalho saudável e seguro, com base na Constituição.

“Desse direito subjetivo do trabalhador nasce o consequente dever do empregador de garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro”.

Além disso, segundo ela, a vacinação pode ser considerada como de interesse coletivo, o que justificaria, em tese, até a dispensa por justa causa do empregado que se recusa a vacinar.

Por outro lado, parte dos advogados entendem que os empregadores não poderão exigir a vacinação dos trabalhadores.

Ainda segundo Rebeca, a Constituição também determina que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão em virtude de lei, ou seja, o empregador não pode estabelecer essa regra sem que haja uma norma legal.

“Apesar do argumento da preservação da saúde da coletividade, enquanto não houver lei prevendo como requisito para manutenção ou admissão no emprego a vacinação contra o coronavírus, é inviável a iniciativa do empregador de romper o vínculo, com ou sem justa causa. Com justa causa não seria possível, pois não haveria falta grave do empregado; sem justa causa não seria praticável, pois a dispensa poderia ser considerada discriminatória e, portanto, abusiva”.

Para a advogada, qualquer regra jurídica com restrição ao emprego deve ser criada unicamente pela União, que tem a competência exclusiva para legislar sobre o direito do trabalho.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, também convidamos você para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta última semana, publicamos um artigo muito interessante, uma contribuição de um de nossos clientes, sobre escritório no formato Plug&Play, um modelo que tem ganhado força em meio à pandemia.

Escritório no formato Plug&Play ganha força em meio à pandemia

A pandemia de 2020 mudou a dinâmica dos negócios e criou uma nova demanda no mercado imobiliário: empresas procurando espaços privativos, mobiliados, sem capEX e com menor custo.

Exemplo do padrão de acabamento de cada projeto.

Um modelo parecido ao coworking, mas com o conceito de espaço sob medida e privativo, fundamental para garantir a segurança dos colaboradores durante a pandemia da COVID 19, assim como a preservação de caixa. No entanto, a busca por este tipo de produto não é fácil.

A maioria dos anúncios da internet são de imóveis que já não estão mais disponíveis e muitos são divulgados com informações erradas. Outro ponto importante é o alto custo para adaptar o imóvel encontrado, onde o investimento (tempo e dinheiro) é perdido ao longo do contrato. O escritório feito sob medida no formato Plug&Play, modelo comum fora do Brasil, ganha força neste cenário.

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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