O setor de fundos imobiliários se mostra resiliente. Apesar de ter sofrido nos últimos meses, deu uma guinada em 2023 ao realizar a captação de novos recursos. Prova disso é que não perderam tempo para investir o capital obtido em novas ofertas.
Para se ter ideia do bom momento, de acordo com notícia do InfoMoney, ao longo do ano, as carteiras já desembolsaram quase R$ 8 bilhões na compra de imóveis.
Nos últimos anos, como é sabido, os fundos imobiliários perderam atratividade e valor na Bolsa de Valores diante das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Além disso, o ciclo de alta da taxa Selic, que subiu de 2% para 13,75% em 18 meses, também arrefeceu o setor.
Desta forma, o cenário de cotas desvalorizadas inviabilizou a realização de novas emissões dos fundos imobiliários. Isso porque o valor dos novos papéis normalmente é fixado acima do valor patrimonial do fundo.
Com a recuperação do mercado nos últimos meses – alta de mais de 15% de abril para cá – as emissões voltaram e os investimentos dos FIIs também. A maior novidade foram aquelas realizadas pelos fundos de “tijolo” que investem diretamente em imóveis comerciais.
E não apenas eles: o setor logístico e de shoppings também seguem despontando.
O saldo é impressionante: as transações já somam mais de R$ 7,8 bilhões em 2023.
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Setores que se destacaram
Entre os destaques está a realizada pelo CSHG Logística (HGLG11), que comprou o portfólio do também fundo imobiliário GTIS Brazil Logistics (GTLG11) por R$ 1,373 bilhão.
De acordo com fato relevante, entre os FIIs que protagonizaram os maiores negócios do ano estão: HGLG11 (logística), KORE11 e Valora Investimentos (Lajes corporativas), BTG Pactual LOGCP (Logística), CPSH11, HGBS11, VISC11 e HGBS11 (Shopping).
Todos os resultados dos dez maiores negócios do ano estão disponíveis no InfoMoney.
Notícia do InfoMoney
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