Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Dados de escritórios e logística mostram mudanças na ocupação, nos preços e na atividade construtiva, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro concentram movimentos relevantes.
São Paulo, 17 de setembro de 2026 – O mercado imobiliário corporativo brasileiro está passando por uma transformação. Os espaços estão mudando, as empresas têm novas demandas e algumas regiões ganham cada vez mais importância na disputa por ocupantes e investimentos.
Foi esse cenário que esteve no centro da 19ª Buildings Exclusive, realizada ontem, 19/06, no IPO Corporate Boutique, empreendimento da RBR Asset Management, em São Paulo.
O encontro reuniu profissionais do mercado para uma manhã dedicada a dados, conteúdo e, principalmente, à troca de experiências sobre os caminhos que o setor vem tomando.
No mercado logístico, os números apresentados por Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, ajudam a dar dimensão a esse movimento.
Além disso, o evento também destacou a contagem regressiva para o Buildings Summit 2026, o maior encontro do mercado imobiliário corporativo no Brasil, que acontece no dia 7 de outubro. Para saber mais, acesse Buildings Summit.
Panorama do setor
Segundo dados do Buildings CRE Tool, o Brasil já reúne 1.397 condomínios logísticos mapeados, que somam 46,5 milhões de metros quadrados entregues.
E o mercado ainda tem bastante espaço para crescer. São 6,2 milhões de metros quadrados em construção e outros 24 milhões de metros quadrados em projeto.
Nos escritórios, o cenário também revela diferenças importantes entre os principais mercados corporativos do País.
São Paulo concentra 13,5 milhões de metros quadrados em edifícios prontos, enquanto o Rio de Janeiro soma 3,6 milhões de metros quadrados. Os dois mercados ainda contam com projetos e obras em diferentes estágios.
Logística segue movimentando o mercado
Entre os segmentos do imobiliário corporativo, os galpões logísticos continuam em ritmo acelerado.
No segundo trimestre de 2026, a taxa de vacância nacional chegou a 5,5%, enquanto o preço pedido médio de aluguel alcançou R$ 28,50.
A movimentação também aparece no volume de espaços ocupados. Foram 597,1 mil metros quadrados de absorção líquida no segundo trimestre.
No mesmo período, o mercado ganhou 983,3 mil metros quadrados de novo estoque. A atividade construtiva, por sua vez, chegou a 5,8 milhões de metros quadrados.
São Paulo tem papel importante nessa dinâmica. O estado reúne 571 condomínios logísticos e 22,5 milhões de metros quadrados entregues.
Há ainda 2,2 milhões de metros quadrados em construção e outros 8 milhões de metros quadrados em projetos.
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São Paulo concentra quase metade das novas locações
Quando o assunto são as novas locações, o peso de São Paulo fica ainda mais evidente.
Em 2026, o Brasil contabilizou 472 transações, responsáveis por movimentar 6,05 milhões de metros quadrados. Desse total, 59 operações foram de pré-locações e 413, de locações.
São Paulo respondeu por 2,81 milhões de metros quadrados locados, o equivalente a 46% do total apresentado no levantamento.
Minas Gerais registrou 588,8 mil metros quadrados. O Espírito Santo alcançou 490,8 mil metros quadrados, enquanto Santa Catarina chegou a 315,2 mil metros quadrados.
Dentro do estado de São Paulo, o interior ficou à frente nas movimentações, com 95 operações e 1,05 milhão de metros quadrados.
Na sequência aparecem a saída Leste, com 816,2 mil metros quadrados, e a saída ABC, com 257 mil metros quadrados.
Do mesmo modo, os números mostram que a atividade logística já não se resume aos grandes centros.
Assim, a busca por localização, escala e infraestrutura vem ampliando a importância das regiões metropolitanas e das cidades do interior. Com isso, novos pontos do mapa passam a fazer parte da estratégia das empresas e também dos movimentos do mercado imobiliário corporativo.
A nova geografia do imobiliário corporativo
Os números apresentados durante o 19º Buildings Exclusive mostram que o mercado corporativo não se movimenta de maneira homogênea. Enquanto determinadas regiões concentram demanda e registram redução da vacância, outras ainda trabalham com estoques disponíveis e diferentes níveis de atividade.
Assim, o Buildings Exclusive coloca em perspectiva diferentes segmentos do setor imobiliário corporativo.
Os dados de logística e escritórios mostram um mercado que combina expansão, reposicionamento de ativos, novos contratos e mudanças na distribuição espacial da demanda.
Essas e outras discussões e dados estarão presentes no Buildings Summit 2026. Já fez sua inscrição?
Por fim, deixamos nosso agradecemos especial aos patrocinadores desta edição do Buildings Exclusive: Eletromidia, John Richard, RealtyCorp Consultoria Imobiliária e IQC, que contribuíram para tornar esse momento possível.
Confira alguns cliques do evento:



























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