Busca por alternativas fora da Faria Lima e JK ganha força; custos elevados impulsionam ocupações em Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio e Marginal Pinheiros.
Matéria da jornalista Élida Oliveira, do InfoMoney, com dados da Buildings e análise de Fernando Didziakas, aponta que a busca por alternativas fora da Faria Lima e JK tem ganhado força.
Nesse sentido, custos elevados impulsionam ocupações de espaços na Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio e Marginal Pinheiros. Consultorias importantes do setor também apontam alternativas.
A lei da oferta e demanda é vivida na prática no centro financeiro de São Paulo. A baixa disponibilidade de escritórios corporativos em regiões de grande demanda, como na Avenida Faria Lima, inflaciona o preço do metro quadrado corporativo na região, que chega a atingir o teto de R$ 400 m²/mês, de acordo com as empresas Colliers e Buildings, especializadas no mercado imobiliário corporativo.
Já a média de preços fica em R$ 316 m²/mês, a mais cara da cidade.
O valor é pressionado pela baixa taxa de vacância, que está em 2% nesta área específica, de acordo com um levantamento exclusivo divulgado pela Colliers.
Na Avenida Juscelino Kubitschek, a segunda mais cara, o valor médio é de R$ 293 m²/mês, e a taxa de vacância é de 4%.
Nos escritórios classe A+, a média de preços praticada na cidade até o terceiro trimestre deste ano é de R$ 101 m²/mês, aponta a Colliers. A taxa de vacância geral ficou em 17% no período, se mantendo praticamente estável na cidade.
Empreendimentos ‘boutique’
Os altos preços de aluguéis não ficam restritos às avenidas. Nas adjacências, uma parte da cidade ganhou o apelido de “Nova Faria Lima” no mercado imobiliário e é formada por um pedaço dos bairros Itaim Bibi e Cidade Jardim, se estendendo desde a Marginal no Shopping Eldorado até a Avenida Santo Amaro.
Nesta região, segundo o levantamento da Buildings, também obtido com exclusividade, a taxa de vacância nos imóveis Classe A é de 9,6% no terceiro trimestre deste ano. Lá, há 107 mil m² em construção, uma metragem menor do que a do trimestre anterior.
Essa falta de grandes áreas para novos escritórios na Faria Lima impulsiona as construções de empreendimentos boutique, afirma Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings.
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