Em descompasso: por que a retomada dos escritórios de SP não chegou aos FIIs de lajes?

Vacância de escritórios premium da capital paulista atinge taxa mínima em 13 anos; mas, na bolsa, FIIs de lajes operam com o maior desconto.

Os escritórios de alto padrão de São Paulo vivem o seu melhor ciclo desde a pandemia. Vacância em queda, escassez de grandes áreas e aluguéis nos preços máximos em regiões como Faria Lima, Juscelino Kubitschek (JK) e Itaim Bibi são destaques.

Mas, ao mesmo tempo, as cotas de fundos imobiliários (FIIs) de lajes corporativas ainda não acompanharam essa retomada.

Em junho, os fundos de escritórios negociavam na bolsa a 0,67 vez o valor patrimonial, segundo dados do Clube FII. Na prática, isso significa que, para cada R$ 1 em imóveis e ativos dentro do fundo, o mercado pagava cerca de R$ 0,67 pela cota. É um desconto de 33% sobre o patrimônio.

A métrica tem nome: P/VP, ou preço sobre valor patrimonial. Quanto mais abaixo de 1, maior o desconto em relação ao valor dos ativos em carteira.

O desconto chama atenção não só em relação ao próprio patrimônio dos fundos mas também frente à média histórica do segmento, que roda perto de 0,82 vez.

E fica ainda mais evidente quando comparado a outros setores do IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários negociados na B3: galpões logísticos negociavam a 0,91 vez o valor patrimonial; shoppings, a 0,88 vez; fundos de papel, a 0,95 vez. A média geral do IFIX era de 0,90 vez.

A questão é: se o mercado físico de escritórios voltou a melhorar, por que as cotas dos FIIs seguem para trás?

O que o mercado físico mostra e a tela ignora

Dados preliminares da Buildings apontam que a vacância dos edifícios comerciais classe A de São Paulo caiu para 12,5% no segundo trimestre de 2026, ante 13,3% no primeiro. É o menor patamar desde 2013. No pior momento, em 2023, a taxa chegou a 23,5%.

Leia matéria completa no InvestNews

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