Vacância de escritórios premium da capital paulista atinge taxa mínima em 13 anos; mas, na bolsa, FIIs de lajes operam com o maior desconto.
A métrica tem nome: P/VP, ou preço sobre valor patrimonial. Quanto mais abaixo de 1, maior o desconto em relação ao valor dos ativos em carteira.
O desconto chama atenção não só em relação ao próprio patrimônio dos fundos mas também frente à média histórica do segmento, que roda perto de 0,82 vez.
E fica ainda mais evidente quando comparado a outros setores do IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários negociados na B3: galpões logísticos negociavam a 0,91 vez o valor patrimonial; shoppings, a 0,88 vez; fundos de papel, a 0,95 vez. A média geral do IFIX era de 0,90 vez.
A questão é: se o mercado físico de escritórios voltou a melhorar, por que as cotas dos FIIs seguem para trás?
O que o mercado físico mostra e a tela ignora
Dados preliminares da Buildings apontam que a vacância dos edifícios comerciais classe A de São Paulo caiu para 12,5% no segundo trimestre de 2026, ante 13,3% no primeiro. É o menor patamar desde 2013. No pior momento, em 2023, a taxa chegou a 23,5%.
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