Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 20/02 a 26/02 de 2026. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Iguatemi lucra R$ 610 milhões em 2025, alta de 22% na comparação anual
A Iguatemi (IGTI11) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 610 milhões, avanço de 22% na comparação anual. No quarto trimestre (4T25), a companhia registrou lucro de R$ 158,9 milhões, leve recuo de 3,2% ano a ano.
Além disso, a receita líquida do 4T25 alcançou R$ 422,6 milhões, alta de 12,6%, impulsionada por vendas totais de R$ 7,9 bilhões no portfólio, crescimento de 12,8%.
O aluguel médio por metro quadrado subiu 9,5% no trimestre e acumulou alta de 17,6% em 2025, refletindo a reprecificação orgânica e a incorporação da participação no Shopping Pátio Paulista.
Enquanto isso, a taxa de ocupação dos shoppings permaneceu elevada, em 98,2% ao final de 2025.
Nesse contexto, o Shopping Iguatemi São Paulo ampliou seu potencial construtivo na região da Faria Lima em cerca de 2,7 mil m², após a aquisição de R$ 35,8 milhões em CEPACs.
Santander adquire complexo da GTIS para estabelecer nova sede em São Paulo
O Banco Santander fechou a compra do Campus JK, complexo corporativo da GTIS Partners em construção no Itaim Bibi, em São Paulo. A instituição pretende transferir sua sede administrativa para o novo endereço no segundo semestre de 2028.
“Esse foi um processo longo e complexo, que exigiu avaliação de diversas opções, regiões e projetos. Encontrar um ativo com essa escala, nesse padrão e nessa localização é algo raro em São Paulo”, explica Ricardo Betancourt, CEO da Colliers.
Localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, o projeto contempla 58,1 mil metros quadrados de área locável em padrão Triple A.
Segundo a Colliers, que intermediou a compra, a decisão do Santander reflete uma estratégia de longo prazo e um racional específico, pouco comum em um cenário de juros elevados e custo de capital mais alto.
“Não é uma operação usual. O padrão do mercado continua sendo a locação, especialmente em regiões como Faria Lima e JK. Esse caso é exceção e exige uma análise muito cuidadosa”, afirma o executivo.
Esse espaço representa um aumento significativo em relação aos 41 mil m² da sede atual do Santander, situada a apenas 1,5 quilômetro de distância.
Por fim, ainda de acordo com o executivo, bancos e instituições financeiras possuem particularidades que podem tornar a aquisição de ativos imobiliários estratégicos mais viável do que para outros setores.
“Em alguns casos, o imóvel passa a fazer parte da estratégia patrimonial da companhia, com impactos inclusive na estrutura de balanço. Ainda assim, são decisões raras e muito específicas”, explica Ricardo Betancourt. Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
Para onde vai o aluguel de escritórios em São Paulo?
O ano de 2025 consolidou um movimento importante para o mercado de escritórios na cidade de São Paulo. Assim, preparou terreno para um segundo movimento muito aguardado por proprietários e investidores de ativos imobiliários.
O primeiro movimento se tratava daquilo que chamo de normalização de vacância ou reocupação do espaço corporativo.
Lá em 2020, o setor estava com a menor taxa de vacância para escritórios na cidade vista nos últimos anos.
De fato, o mercado esperava que 2020 fosse marcado por recuperação potente nos preços de locação, mas havia uma pandemia no meio do caminho.
De lá para cá, proprietários entenderam que essa demanda que surgia pós-pandemia queria um espaço diferente, mais aberto, flexível e adaptável, e o resultado foi a reocupação dos espaços corporativos com essa releitura.
A vacância que saiu de 12,9% para próximo de 24% foi recrudescendo, com maior velocidade de queda ao longo de 2025, ao ponto de encerrar o ano abaixo de 15%.
Mas o movimento não foi sincronizado em todas as regiões.
Para acompanhar de perto essa análise com dados e comparações, acesse a Revista Buildings e leia artigo exclusivo.
Galpões logísticos atingem vacância histórica mínima e impulsionam alta dos aluguéis em 2025
O mercado brasileiro de galpões logísticos encerrou 2025 com a menor vacância de sua série histórica, operando em patamar estruturalmente baixo. As principais consultorias do setor apresentaram índices próximos.
Segundo a JLL, o índice nacional fechou o ano em 7,7%, enquanto a Colliers Brasil apontou 7% e a Cushman & Wakefield registrou 6,56%.
Para a Buildings, empresa de pesquisa imobiliária corporativa, a taxa de vacância logística nacional fechou 2025 em 7,7% para condomínios de perfil Classe A.
Apesar das diferenças metodológicas, o consenso indica um novo ciclo de equilíbrio.
Historicamente, a vacância já superou 20% em ciclos anteriores. No cenário atual, entretanto, a escassez de espaços inverteu o poder de barganha, favorecendo os proprietários e pressionando os preços de locação.
Os dados de absorção reforçam esse quadro.
A JLL contabilizou quase 3 milhões de metros quadrados de novo estoque em 2025. Já a Cushman & Wakefield apurou absorção líquida de 1,63 milhão de metros quadrados no acumulado do ano.
Segundo Leandro Bassoi, sócio do Grupo EREA, o mercado absorveu 3,4 milhões de metros quadrados de galpões de boa qualidade, mesmo diante de juros elevados e cenário macroeconômico desafiador.
A disputa por ativos de qualidade elevou a pré-locação a níveis históricos. Segundo a EREA, o índice supera 40% e chega a 47% em projetos localizados até 30 quilômetros do principal centro consumidor, com entregas previstas para 2026.
Por fim, em Guarulhos, considerada a “Faria Lima” dos galpões, cerca de 70% do estoque em construção já está pré-locado.
Para Mauricio Nascimento, da Colliers Brasil, a escassez de terrenos e a localização estratégica sustentam a atratividade estrutural e a tendência de novos aumentos nos aluguéis.
Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
São Paulo ganha “novo” índice de preços para Lajes Corporativas; conheça estudo comparativo
A conexão entre o setor privado e a academia tem se provado um motor essencial para a inovação no Brasil. Um exemplo prático dessa simbiose é o recente estudo desenvolvido por Rodger Campos (2025), Pesquisador Líder do Insper Cidades, utilizando a base de dados da Buildings.
O estudo propõe a criação de um Índice de Preços de Aluguéis Corporativos (IPAC) para o município de São Paulo, fundamentado exclusivamente em dados de transações efetivas.
Diferente de indicadores que utilizam “preços pedidos” (anúncios), que podem ser até 40% superiores aos valores reais de fechamento, esta pesquisa conta com registros de aluguéis transacionados entre 2005 e 2022, extraídos da plataforma Buildings CRE Tool.
“Não há transparência nesse mercado. Quando você encontra empresas que estão fazendo essas coletas de dados a partir das transações [como a Buildings, por exemplo], isso ganha muita relevância, porque você tem acesso ao que de fato está sendo transacionado,” destaca o pesquisador Rodger Campos.
Assim, o pesquisador analisou dados para construir essa ferramenta que compara o método de regressão linear (hedônico) com a técnica de Random Forest de aprendizado de máquina.
Para conhecer de perto os resultados do estudo e como eles podem contribuir para as discussões do setor, confira entrevista exclusiva no canal da Buildings no Youtube. Para saber mais, acesse a Revista Buildings e confira conteúdo exclusivo.
https://youtu.be/QUS7gxuEt9A?si=QPCzYH1h_KRbv8k_
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