Os novos movimentos do mercado exigem novas formas de pensar os escritórios

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Da redução do investimento inicial à gestão do ciclo de vida do mobiliário, a locação ganha espaço como alternativa para empresas que precisam adaptar seus escritórios à dinâmica dos negócios.

São Paulo, 27 de outubro de 2026 – A transformação dos escritórios corporativos não se limita à escolha do imóvel ou ao modelo de ocupação. A forma como as empresas estruturam seus ambientes também passa por mudanças, com a locação de mobiliário surgindo como alternativa à aquisição de ativos.

O modelo permite adaptar os espaços às necessidades das operações, além de transferir parte da gestão do mobiliário para empresas especializadas.

A John Richard é um exemplo dessa transformação. Parceira de longa data da Buildings, a empresa também é responsável pelo fornecimento de mobiliário para diversas edições do Buildings Exclusive, contribuindo para a estruturação dos ambientes que recebem os encontros do setor.

Assim, a discussão sobre as novas formas de pensar os escritórios envolve flexibilidade, custos, logística, ergonomia e sustentabilidade. Afinal, em um cenário de mudanças constantes na ocupação dos espaços corporativos, manter mesas, cadeiras e estações de trabalho como ativos permanentes pode representar um desafio operacional e financeiro.

Mais do que uma alternativa à compra, o mobiliário como serviço propõe uma nova relação entre empresas, espaços de trabalho e infraestrutura.

O ambiente de trabalho moderno precisa acompanhar a agilidade dos negócios. Nesse contexto, processos excessivos de compras, estoques ociosos e manutenções descentralizadas tornam-se entraves à eficiência operacional. E com isso, podem comprometer a capacidade das empresas de responder com rapidez às próprias demandas.

A fluidez dos espaços no centro da estratégia corporativa

Atualmente, o mercado imobiliário comercial de alto padrão opera sob forte pressão de disponibilidade. Esse tema tem sido destaque em eventos e discussões de executivos do setor.

Para se ter ideia, a taxa de vacância na região mais cara da cidade, a Nova Faria Lima, atingiu apenas 6,7% no terceiro trimestre.

Consequentemente, a escassez de lajes corporativas disponíveis obriga os gestores a planejar cada metro quadrado com máxima inteligência técnica.

Nesse contexto desafiador, a estrutura precisa acompanhar o ritmo de expansão ou retração das equipes sem impor gargalos. Quando uma empresa precisa abrir um novo setor, a burocracia de aquisição de bens costuma atrasar a implantação.

Dessa forma, o mobiliário deixa de ser apenas um item decorativo e assume o papel de infraestrutura ativa de apoio à continuidade das operações.

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Comparativo de modelos: gestão pesada versus infraestrutura ágil

Historicamente, a compra definitiva imobiliza capital relevante em ativos fixos com rápida desvalorização. Além disso, a companhia assume a responsabilidade direta pelo armazenamento, remanejamento e descarte futuro desses itens.

Por outro lado, o modelo de locação e assinatura transfere essas etapas operacionais para parceiros especializados, garantindo montagem, suporte contínuo e logística reversa.

A decisão sobre a composição do escritório ultrapassa o escopo operacional e afeta diretamente a diretoria financeira. Afinal, a questão central não reside apenas no custo imediato de montagem, mas em qual modelo financeiro preserva melhor o fluxo de caixa.

Ao substituir gastos de capital (Capex) por despesas operacionais (Opex), a empresa elimina a imobilização financeira.

Adicionalmente, dependendo do enquadramento tributário no regime de Lucro Real, esse formato viabiliza uma economia de até 34% no IRPJ. Trata-se, portanto, de uma alternativa que mitiga riscos patrimoniais e oferece previsibilidade orçamentária ao planejamento de longo prazo.

Sustentabilidade prática e economia circular

Paralelamente às vantagens fiscais, a eficiência no uso de recursos materiais conecta-se diretamente aos critérios ESG. Em vez de descartar produtos após reformas ou mudanças de endereço, o mercado adota cada vez mais os preceitos da economia circular.

Com mais de 27 anos de atuação nacional, frota própria e portfólio superior a 200 mil itens disponíveis, a John Richard exemplifica essa transição ao integrar iniciativas como o Projeto Sofá, que estende o ciclo de vida dos mobiliários e minimiza o desperdício industrial.

Em suma, estruturar o local de trabalho com flexibilidade sustenta o crescimento corporativo e assegura a produtividade das equipes.

19ª edição do Buildings Exclusive, com cadeiras cedidas pela John Richards.

Benefícios e oportunidades

Entre os benefícios do mobiliário alugado, aparecem:

  • Flexibilidade de ocupação: a empresa pode ampliar, reduzir ou reorganizar o escritório conforme as mudanças no número de colaboradores e nas necessidades operacionais. Isso reduz o risco de manter posições de trabalho ociosas ou enfrentar falta de mobiliário durante uma expansão;
  • Agilidade na implantação: a locação permite estruturar ambientes sem precisar comprar todos os móveis. Dependendo do contrato e da disponibilidade, a empresa especializada pode assumir transporte, montagem e instalação;
  • Gestão operacional simplificada: manutenção, substituição, desmontagem, armazenamento e remanejamento podem fazer parte do serviço contratado. Assim, o departamento de Facilities pode concentrar esforços em outras demandas da operação;
  • Adaptação às novas formas de trabalho: o mobiliário pode acompanhar a transformação de ambientes individuais em espaços colaborativos, salas de reunião, áreas de convivência e estações compartilhadas;
  • Reutilização e economia circular: a recuperação e a reutilização dos móveis podem prolongar sua vida útil e reduzir descartes. O impacto ambiental, entretanto, depende da gestão efetiva do ciclo de vida dos produtos.

Nesse cenário em movimento e transformação, a John Richard se posiciona como uma parceira estratégica para empresas que buscam mais flexibilidade na gestão de seus ambientes corporativos, oferecendo soluções de locação de mobiliário que vão além da disponibilização de mesas, cadeiras e estações de trabalho. Contemplando também serviços de montagem, manutenção e logística.

Em um mercado no qual cada metro quadrado e cada decisão de investimento ganham relevância, a locação surge como uma alternativa para empresas que desejam concentrar esforços em suas atividades essenciais, enquanto especialistas assumem a gestão da infraestrutura que sustenta o trabalho.

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