Galpões logísticos podem enfrentar superoferta ou saturação? Especialista responde

Segundo Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, não há sinais de desaceleração na absorção de galpões logísticos no curto prazo.

São Paulo, 5 de maio de 2026 – O mercado de galpões logísticos no Brasil segue em expansão e ainda distante de um cenário de saturação, mesmo diante do volume crescente de novos projetos. A avaliação é de Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, que cita a força da demanda, especialmente por parte de grandes empresas de e-commerce, como principal vetor de sustentação do setor.

Segundo ele, não há sinais de desaceleração na absorção de espaços logísticos no curto prazo.

“Quando a gente conversa com essas empresas, principalmente os grandes tomadores de e-commerce, não há nenhum sinal de freamento. Muito pelo contrário, eles estão planejando os próximos ciclos de crescimento”, afirmou no Liga de FIIs, programa semanal do InfoMoney. Assista aqui.

Para ele, a dinâmica do segmento ajuda a evitar desequilíbrios mais relevantes entre oferta e demanda. “O ciclo de construção de um condomínio logístico é de seis meses. O mercado sente a demanda e entrega rapidamente, então essa equação acaba sendo bem ajustada”, explica.

Essa característica diferencia o setor logístico de outros segmentos imobiliários, como o corporativo, no qual o prazo de desenvolvimento é mais longo e aumenta o risco de sobreoferta em momentos de mudança econômica.

Na avaliação de Didziakas, o Brasil ainda tem um longo caminho de crescimento quando comparado a outros mercados. “O estoque logístico brasileiro representa apenas uma fração do que existe nos Estados Unidos. Mesmo comparando ao México, o Brasil ainda teria espaço para crescer várias vezes”, disse.

Leia também:
– Com metrô, Berrini ressurge entre as regiões mais relevantes de escritórios de alto padrão
– LOG fecha venda bilionária, maior transação já realizada pela companhia
– Escritórios biofílicos podem trazer economia de até U$ 2 mil por funcionários, aponta estudo

Ele também destaca que o perfil dos ativos evoluiu ao longo dos últimos anos. “Mais da metade do estoque atual é de alto padrão, porque é um mercado muito novo, construído principalmente na última década”, afirmou.

Ainda assim, há espaço para diferentes tipos de imóveis. “Você tem inquilino para todo mundo. Os galpões de padrão mais simples, especialmente dentro das cidades, são muito demandados para operações de last mile”, explicou.

Para o especialista, a combinação entre demanda estrutural, avanço do e-commerce e adaptação rápida da oferta reduz o risco de saturação no curto prazo. “Eu não vejo super oferta de modo nenhum, porque o volume de construção acompanha muito bem a demanda”, conclui.

A entrevista completa, você assiste aqui:

Deixe uma resposta

Translate

Descubra mais sobre Revista Buildings

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading