Mercado de escritórios reage na capital de SP e atinge marco; matéria do Valor

Após amargar vacância na pandemia, segmento chegou em “taxa de equilíbrio”, na qual ocupantes e proprietários têm peso semelhante.

O primeiro trimestre terminou com mais uma queda na proporção de escritórios vagos na capital de São Paulo, o que já se aproxima ou está na “taxa de equilíbrio” do setor, a depender da consultoria que reúne os dados.

Com a menor vacância, começa a faltar espaço para empresas grandes em empreendimentos de alto padrão.

Para a consultoria CBRE Brasil, a taxa de vacância nos prédios corporativos de alto padrão ficou em apenas 10,5% em março, queda de quase 3 pontos percentuais sobre o início de 2025. A empresa considera que a taxa de equilíbrio, na qual demanda e oferta possuem forças equivalentes nas negociações, vai de 10% a 12%.

Já para a empresa Buildings, a vacância está pouco acima, em 13,3%, após ter recuado 4,5 pontos em um ano.

Há consenso entre as duas empresas de que a oferta de novos prédios de escritório tem sido limitada e restrita a empreendimentos pequenos. São edifícios de alto padrão, mas incapazes de receber a operação de um grande negócio, por exemplo.

“Praticamente não tem prédios com áreas acima de 30 mil metros quadrados disponíveis na cidade”, afirma Felipe Giuliano, diretor de locação da CBRE Brasil.

Por isso, diz Giuliano, há contratos sendo feitos com prédios que ainda estão em obras, como a locação de 39 mil metros quadrados que a Amazon fechou em Pinheiros, em 2025, e a compra pelo Santander do Campus JK, complexo que terá 101 mil metros quadrados de área construída, anunciada em fevereiro desse ano.

A Buildings contabiliza a entrega de quatro empreendimentos na cidade no primeiro trimestre, o maior com 10 mil metros quadrados de área locável, por exemplo. Um deles, no Itaim, está pedindo R$ 315 por metro quadrado, conta Fernando Didziakas, sócio da consultoria, ante uma média de R$ 125 na cidade para os escritórios de alto padrão – e já está 40% locado.

Isso pode mudar no segundo período do ano, para quando é esperado o Habite-se (documento da prefeitura que autoriza a ocupação de um prédio) de uma das duas torres do empreendimento Esther Towers, que a incorporadora Eztec vem há meses se segurando para finalizar, no aguardo de um mercado de locação corporativa mais pujante. O empreendimento tem 45 mil metros quadrados de área locável em cada torre.

Para ler matéria completa, acesse o Valor Econômico

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