10 acontecimentos marcantes do mercado imobiliário em 2020

Chegou o momento de dividirmos com vocês a retrospectiva de 10 acontecimentos que marcaram o atípico ano de 2020. Falaremos do mercado corporativo de São Paulo e Rio de Janeiro, não deixando de lado, claro, o setor logístico.

Esses 10 pontos abordados não estão em ordem cronológica de importância. São fatos ocorridos neste ano que impactaram ou abriram oportunidades para novos negócios.

Vamos a eles?

01 – Taxa de vacância baixa no 1° tri

Nós tivemos um recorde positivo em 2020. Todo o mercado no início deste ano estava marcado pela falta de ofertas e espaços vagos, em edifícios corporativos na cidade de São Paulo. Principalmente os de alto padrão localizados nas regiões primárias, como Faria Lima, Vila Olímpia, Berrini, Chucri Ziadan, Itaim Bibi, Pinheiros, até a região da Paulista. Esse item, inclusive, entrou nos acontecimentos de 2019.

Nós saímos no início do ano passado de uma taxa de vacância de 12% chegando em 8% no final de 2019. Já no início deste ano, essa taxa seguiu em um processo de queda, registrando um índice de apenas 6% de espaços disponíveis. Esse foi o menor índice registrado desde 2012.

De 2017 para cá, ela veio caindo, chegando a 6% no fechamento do 1º trimestre deste ano.

02 – Home office com força total

Embora já fosse uma tendência que vinha ocorrendo, principalmente em empresas multinacionais, nada se compara ao vivido em 2020 em razão da pandemia. No começo da crise da saúde, sem ainda ter um diagnóstico mais global da situação, nós nos posicionamentos de que os impactos do home office seriam menores do que realmente foram.

Conforme esse modelo foi sendo adotado e readequado pelas empresas, nós revemos essa situação e percebemos que  o impacto foi muito maior, do ponto de vista das devoluções já projetadas. E de outras empresas que já tinham desligados os seus escritórios como algo mais permanente.

De qualquer forma, vale destacar que muitas empresas ainda têm encarado essa prática como algo transitório até que se tenha uma real definição do contexto da pandemia. Outras empresas, por outro lado, têm encarado esse modelo como algo definitivo e já até divulgaram isso publicamente. A grande maioria das empresas vão adotar um modelo híbrido.

03 – Absorção líquida, recorde negativo

Neste ano nós tivemos uma absorção líquida negativa de -130 mil m² no fechamento do 3 trimestre. Desde que monitoramos o mercado de escritório, a partir de 2005, nunca tivemos um volume de absorção líquida tão grande quanto esse. Obviamente que isso está atrelado à crise da saúde que enfrentamos ao longo desse ano. É marcante porque houve um número alto de devoluções de escritórios em um curto período de tempo.

Quando olhamos para o 2º trimestre, tivemos uma devolução de -85 mil m² (ocupação x devoluções); já no 3º trimestre foi de -130 mil m², o que totaliza mais de -210 mil m² que estavam ocupados no início do ano e que agora não estão mais. Esse número é muito além do que havíamos projetado.

Estamos fechando nos próximos dias o 4º trimestre de 2020 e ainda haverá queda no volume de m² ocupados. Vale destacar, ainda, que esses números apresentados são do mercado corporativo classe A,B e C. E que, olhando apenas para o mercado classe A, ele também sofreu muito. Houve uma líquida negativa em torno de 70 mil m².

04 – Entrega do Birmann 32, 60% pré-locado

Empreendimento icônico, localizado na Faria Lima, chama a atenção por vários aspectos, entre eles, um dos últimos espaços disponíveis nessa região. Ele foi entregue em julho deste ano e já estava pré-locado para 3 empresas de tecnologia, sendo a principal delas o Facebook.

Se você ainda não conhece, confira esta entrevista que fizemos com Rafael Birmann. Ele nos recebeu com todo carinho e nos mostrou o edifício por dentro e por fora. Clique aqui.

05 – Rio de Janeiro sofre menos em 2020

O estado carioca sofreu muito com as crises recentes. De 2017 para cá algumas empresa saíram de seus edifícios e o que se percebeu em 2020 é que a cidade já estava bem enxuta em relação ao mercado de escritórios. As empresas já haviam reduzido o tamanho de seus espaços para um modelo mais ideal de operação. Com isso, o RJ não sofreu tanto nesse processo de turbulência que passamos.

No começo desse ano, o RJ também teve transações importantes, na casa de 6 mil m² de entrega.

06 – Mercado logístico de vento em popa

O setor que mais cresceu durante a pandemia foi o mercado logístico. Ele se tornou uma grande opção para os investidores da área. Como todos devem ter notado, o mercado logístico não sentiu os reflexos da crise da saúde.

Hoje o setor logístico tem uma taxa de vacância entre 15% e 16% (fechamento do 4º tri). No final do ano passado, rompemos uma barreira da casa de 20%, que ocorria desde os últimos cinco, seis anos. Caímos para 19% no final do 2019.

Outro destaque importante é o recorde de absorção liquida positiva, de mais de 500 mil m², mesmo em meio à pandemia. Desde nossa série histórica em 2012, tivemos apenas um trimestre em 2014, nesta mesma condição.
Em outras palavras, ainda há bastante espaço para crescermos e apostamos muito nesse setor para 2021.

07 – O avanço do e-commerce

Mesmo nos 2º e 3º trimestres, no auge das incertezas geradas pela pandemia, as grande operadoras aproveitaram para investir e aumentar seus espaços. Mercado Livre, Magazine Luiza e Amazon fizeram grandes locações. As três empresas absorveram 591 mil m² de novas locações. Isso é fantástico.

No total, o Mercado Livre fez 17 novas locações.

08 – O aumento dos FIIs

Em outubro passado, atingimos a marca de um milhão de investidores, pessoa física, na bolsa de valores. Atualmente já são mais de 1100 mil pessoas atraídas pelas possibilidades de investir em renda variável, por enxergar que a renda fixa já não é tão atrativa.

Manter os investimentos com algum tipo de retorno, investir em aluguéis com previsão de recebimento mês a mês, retorno dos dividendos mensalmente. Tudo isso fez o mercado de fundos imobiliários dar um grande salto.

09 – Recorde de aquisições de edifícios comerciais

Conforme aumenta o número de investidores, aumenta também a compra de imóveis corporativos, mais voltados para lajes corporativas e escritórios.

Muitas gestoras aproveitaram esse momento para comprar novos edifícios e imóveis logísticos. Houve recordes de IPOs, captação de novos fundos. Nós temos conhecimento de quase 5 bilhões de reais injetados nessas movimentações.

É importante destacar que as gestoras enxergam a longo prazo. Elas avaliam a região do ativo, a resiliência do imóvel, a concorrência etc.

10 – Lançamento do Funds Data Buildings

A Buildings e o Funds Explorer se uniram para desenvolver e oferecer ao mercado uma plataforma agregadora das informações já disponíveis no Funds Explorer somadas aos dados imobiliários da Buildings.

Com uma assinatura, os atuais e os novos investidores de fundos imobiliários pessoa física, terão acesso à plataforma FUNDS DATA, e por meio dela poderão navegar e pesquisar os fundos imobiliários e acessar dados dos imóveis que fazem parte dessa carteira.

O serviço vai possibilitar a consulta dos edifícios e galpões logísticos, seus proprietários e inquilinos, transações e locações realizadas, além da taxa de vacância atual e histórica, valor mensal do aluguel, entre outras informações.

Para saber mais, confira no vídeo abaixo tudo sobre a plataforma:

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