Escritórios de alto padrão em SP mantém queda na vacância e alta nos aluguéis no 1T/2026

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Dados preliminares da Buildings para imóveis de alto padrãoda registram aumento médio de locação e absorção líquida de quase 80 mil m².

São Paulo, 2 de abril de 2026 – O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo (Corporate, Classes A e A+) mantém trajetória de crescimento no primeiro trimestre de 2026.

Segundo dados preliminares da Buildings (em apuração final), a capital paulista encerrou o período com destaques. Assim, houve redução da taxa de vacância e valorização dos preços de aluguéis.

Um dos indicadores mais expressivos do 1T de 2026 é a taxa de vacância, que novamente registrou queda. Desta vez, de aproximadamente 1 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2025.

Nesse sentido, o índice saiu de 14,44% (4T/2025) para 13,32% no trimestre atual. Em termos absolutos, a área vaga na cidade recuou de 758,1 mil m² para aproximadamente 701,3 mil m².

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Novas absorções, apesar do aumento do aluguel

A absorção líquida (saldo entre novas ocupações e devoluções de um trimestre a outro) permanece positiva no 1T de 2026. Para os escritórios de alto padrão, o indicador somou saldo próximo a 80 mil m².

Embora o volume seja inferior aos 110.885 m² registrados no trimestre anterior, o resultado confirma que a cidade continua ocupando mais espaços do que devolvendo, mantendo a sequência histórica de trimestres positivos.

No que diz respeito aos valores praticados, o preço médio pedido de locação deu um salto. O valor subiu de R$ 121,01 (4T/2025) para cerca de R$ 123,00 no 1T de 2026, aumento de 1,64% em três meses.

Já em relação ao novo estoque entregue em São Paulo, destaca-se que o edifício Paulista 1650 já veio com pré-locação de 1,6 mil m². Uma negociação conduzida pela RealtyCorp, que terá um banco como inquilino.

Também se destacam as locações da Uber no imóvel JK Square, que ocupará 15,9 mil m², e a expansão de 2,1 mil m² do Banco ABC, que já haviam alugado mais de 10 mil m² no trimestre anterior.

Por fim, também no primeiro trimestre, ocorreu a venda de parte de uma das torres do EZ Towers para a XP Investimentos, uma área de 24,7 mil m². Para ter um panorama completo do setor, acesse o CRE Tool

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