Avenida Paulista, polo cultural e corporativo em São Paulo, mantém baixa vacância em prédios de alto padrão (10,5%), com forte presença do setor financeiro, coworkings, educação e saúde.
Matéria da jornalista Ana Luiza Tieghi, do Valor Econômico, com dados da Buildings e análise de Fernando Didziakas, aponta o cenário atual de umas regiões mais famosas de São Paulo: a Paulista.
Um resumo de São Paulo em 2,8 quilômetros, a Avenida Paulista se consolidou como um polo de cultura e lazer sem perder sua vocação de centro corporativo. Sua outra vocação, de espaço para manifestações e aglomerações, faz algumas empresas pensarem duas vezes antes de ir para a região.
A área no entorno da avenida tem hoje taxa de vacância de apenas 10,5% nos prédios de alto padrão. Também detém 12,5% se consideradas todas as categorias de edifícios corporativos, de acordo com dados da Buildings. É uma das menores da cidade.
A avenida se tornou o centro financeiro da capital quando os bancos saíram da região central. Apesar de ter perdido esse status para a Faria Lima e sua vizinhança, continua atraindo empresas desse ramo, que ainda ocupa a maior área ali.
Avenida Paulista: segmentos da região
Levantamento da consultoria JLL aponta que 35% dos prédios corporativos de alto padrão na Paulista são ocupados pelo segmento financeiro. Em seguida, vem o de coworkings, com 11%. Educação e saúde também são grandes ocupantes.
“Financeiras adoram a Paulista, empresas de comércio em geral e seguradoras também”, afirma Nessim Sarfati, sócio-fundador da Barzel Properties.
A posição de veterana entre as zonas de escritório traz perdas e ganhos. Um entrave é ter um estoque antigo de prédios, muitos dos anos 1970 ou anteriores. Mesmo se estiverem em bom estado, a concorrência pelos ocupantes corporativos é pesada e está tomando uma das vias de acesso à Paulista, a Avenida Rebouças.
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