Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Setor registra maior absorção de espaços, empresas consolidam operações e reforçam a preferência por edifícios mais modernos e eficientes.
São Paulo, 30 de julho de 2026 – O mercado de escritórios corporativos de Santiago manteve a trajetória de recuperação no segundo trimestre de 2026. Os indicadores recentes, levantados pela Buildings, mostram avanço consistente da ocupação, redução da vacância e fortalecimento da demanda por imóveis de maior qualidade.
Ao mesmo tempo, o comportamento das empresas revela uma mudança estratégica. Em vez de ampliar áreas, muitas delas concentram operações. Outras migram para edifícios mais modernos e priorizam a eficiência operacional.
Segundo levantamento da Buildings, com dados extraídos da plataforma Buildings CRE Tool, o mercado corporativo chileno reúne 717 edifícios mapeados (de todas as classes), que somam um estoque de 5,05 milhões de m².
Deste total, 4,48 milhões de m² permanecem ocupados, enquanto o estoque disponível está em somente 533,4 mil m². Além disso, a vacância representa 10,64% de todo este mercado Corporate (todas as classes). Para ter um panorama completo do setor, acesse a plataforma Buildings CRE Tool
Empresas consolidam operações em vez de reduzir presença
Um dos dados mais relevantes do segundo trimestre mostra que as devoluções não representam uma saída das empresas do mercado corporativo. Na prática, elas refletem um processo de reorganização dos escritórios.
Segundo o levantamento, 99% das devoluções — equivalentes a 119 casos — envolveram áreas inferiores a 500 m². Além disso, diversas empresas mantiveram presença significativa ou migraram para edifícios mais modernos.
Entre os principais movimentos, destacam-se:
A Codelco reduziu 4.591 m² de sua ocupação total no Edifício Santiago Down Town Torre 2. Isso ocorreu porque a empresa está se preparando para voltar ao seu próprio edifício, recém-retrofitado, no Paseo Huerfanos 1270/1285. Um espaço de quase 12 mil m² m².
Na sequência, a IBM devolveu 3.723 m² e manteve 7.446 m² ativos.
Já a Corp Group Inversiones deixou um imóvel no Patio Nueva Las Condes para ocupar a Torre de la Costanera, migrando para um edifício Classe A.
A Orica também realizou uma otimização ao transferir suas operações para o Titanium La Portada.
Por sua vez, a Grenergy Renovables mudou para o MUT 4 em um movimento associado ao crescimento da empresa.
Por fim, o escritório Figueroa Pupkin Abogados ampliou sua ocupação para 931 m².
Escritórios de Santiago: empresas ocupam vários edifícios simultaneamente
A Buildings identificou 234 empresas fragmentadas, que operam simultaneamente em mais de um edifício corporativo. Esse dado indica uma oportunidade relevante para novas movimentações imobiliárias nos próximos anos, principalmente em operações de consolidação de sedes.
Nesse sentido, a concentração das ocupações permanece fortemente direcionada ao submercado de El Golf, considerado o principal hub financeiro de Santiago, com 238,9 mil m² ocupados.
Na sequência aparecem empresas de serviços, em Apoquindo, responsáveis por 71.782 m², e companhias dos segmentos de indústria e tecnologia, em Huerchuraba, que somam 50.007 m².
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Possibilidades do mercado chileno
O desempenho do mercado de escritórios de Santiago no segundo trimestre de 2026 aponta redução da vacância, aumento da absorção e a migração para edifícios de padrão superior.
Com isso, demonstra que o movimento não está associado à retração da demanda, mas à busca por ativos mais competitivos.
Com um número expressivo de empresas ainda distribuídas em múltiplos edifícios, o que se percebe é que o mercado continua favorecendo empreendimentos de alto padrão nos principais polos corporativos da capital chilena. Para ter um panorama completo do setor, acesse a plataforma Buildings CRE Tool
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