Concessionária identifica potencial para hotéis, galpões logísticos, shopping center e atacarejo em área próxima ao aeroporto de Manaus.
São Paulo, 27 de julho de 2026 – A VINCI Airports deu o primeiro passo para transformar o entorno do Aeroporto Internacional de Manaus em uma cidade aeroportuária. Desde que assumiu a operação do terminal, em 2022, a concessionária estruturou um plano de desenvolvimento imobiliário que pode atrair até R$ 1 bilhão em investimentos privados.
Notícia do Metro Quadrado aponta que o projeto contempla galpões logísticos, hotéis, shopping center, atacarejo e centro de convenções, aproveitando uma área com elevado potencial de expansão.
Segundo a empresa, a combinação entre disponibilidade de terrenos, interesse de investidores e incentivos fiscais da Zona Franca fortalece a atratividade de Manaus. Além disso, a reforma tributária tende a ampliar essa vantagem competitiva nos próximos anos.
Galpões logísticos lideram expansão imobiliária
Um estudo elaborado pela Colliers apontou que aproximadamente 235 mil m² do sítio aeroportuário, que soma quase 14 milhões de m², podem receber novos empreendimentos.
A maior parte dessa área deve abrigar condomínios logísticos.
A consultoria identificou demanda imediata entre 100 mil m² e 150 mil m² de galpões, com ocupação estimada em 90%.
No futuro, o estoque poderá alcançar 250 mil m², volume próximo aos pouco mais de 300 mil m² de galpões de alto padrão existentes em Manaus.
Atualmente, esse mercado opera praticamente no limite, com taxa de ocupação de 98,3%. Enquanto isso, contratos recentes já atingem valores de R$ 50 por m², patamar semelhante ao observado em Guarulhos.
Segundo dados da Buildings, o estado amazonense conta com 8 condomínios logísticos mapeados (de todas as classes), representando um estoque total de 458,3 mil m². Além disso, o estado conta com uma atividade construtiva de 5,5 mil m².
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Hotéis e varejo ampliam o potencial da região
O plano também prevê a construção faseada de até 300 quartos de hotel em cinco anos. As projeções indicam ocupação média de 80%, sustentada pelo turismo de negócios ligado à Zona Franca e pelo turismo regional.
Nos últimos três anos, as diárias cresceram 25% e alcançaram média de R$ 520.
Além da hotelaria, a VINCI pretende desenvolver empreendimentos comerciais voltados aos cerca de 160 mil moradores do entorno do aeroporto.
O estudo aponta espaço para pelo menos uma operação de atacarejo, com possibilidade de uma segunda unidade em até dez anos, além de um shopping center com até 10 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) na primeira fase, podendo chegar a 15 mil m² em uma etapa futura.
Segundo a concessionária, a distância dos principais centros de compras reforça a oportunidade para novos investimentos na região.
Notícia do Metro Quadrado
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