Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
São Paulo responde por mais da metade da absorção líquida nacional no segundo trimestre de 2026 e mantém demanda aquecida.
São Paulo, 23 de julho de 2026 – O mercado de condomínios logísticos de alto padrão (Classes A e A+) de São Paulo manteve sua posição como principal motor da logística brasileira no segundo trimestre de 2026.
Os dados da Buildings mostram que o estado respondeu por mais da metade da absorção líquida registrada no país. Isso confirma que a demanda segue consistente mesmo diante da expansão acelerada da oferta.
Ao longo do trimestre, São Paulo recebeu 193 mil m² de novos empreendimentos. Ainda assim, o mercado absorveu 481 mil m², volume superior aos 459 mil m² registrados no trimestre anterior.
Como consequência, a taxa de vacância caiu de 6,5% para 5,15%. Assim reforçando o cenário de ocupação elevada e equilíbrio entre oferta e demanda.
O desempenho paulista acompanha a tendência nacional, marcada por sucessivas entregas de novos empreendimentos desde 2025. Leia mais aqui: O avanço da logística no Brasil se apoia em grandes ocupantes, aponta Buildings
Entretanto, o estado continua se destacando por absorver rapidamente os espaços disponíveis, impulsionado pelas operações de grandes empresas do comércio eletrônico.
São Paulo concentra os maiores investimentos logísticos do país
A liderança paulista também aparece na expansão do estoque. Entre abril e junho, cinco empreendimentos ampliaram a oferta de galpões de alto padrão no estado, entre entregas e expansões.
São eles: CL Castelo Branco (58,9 mil m²), KSM Log Guarulhos I (58,9 mil m²), Marq SP Taboão (43,2 mil m²), Parque Logístico Guarulhos II (21,2 mil m²) e CLIN 2 Centro Logístico Indaiatuba (10,9 mil m²).
Além disso, a atividade construtiva permanece intensa. Atualmente, São Paulo reúne cerca de 2 milhões de m² em desenvolvimento de alto padrão, indicando que incorporadores continuam apostando na expansão do setor diante da perspectiva de demanda sustentada.
O estoque total alcançou 17,6 milhões de m², distribuídos em 282 condomínios logísticos de alto padrão (Classe A e A+). Resultado que consolida o estado como o maior mercado do segmento no Brasil.
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Capital apresenta comportamento distinto do restante do estado
Embora o desempenho estadual permaneça bastante positivo, o eixo São Paulo Capital apresentou uma dinâmica diferente durante o trimestre.
A taxa de vacância aumentou de 5,04% para 7,98%, enquanto o setor retraiu na absorção líquida, ficando negativa em 31,3 mil m². No trimestre anterior, o indicador havia registrado saldo positivo de 12,5 mil m².
Apesar desse movimento, o preço médio pedido de aluguel subiu de R$ 39,18 para R$ 46,27 por metro quadrado, indicando que os ativos localizados na capital continuam sustentando valores mais elevados.
Mercado mantém fundamentos sólidos para novos investimentos
No consolidado estadual, os indicadores permanecem favoráveis. O preço médio pedido para os condomínios Classe A ficou estável em R$ 33 por m², enquanto a vacância recuou para um dos menores níveis dos últimos anos.
A combinação entre crescimento do estoque, absorção consistente e presença de grandes ocupantes reforça São Paulo como o principal mercado logístico brasileiro e um dos mais resilientes da América Latina.
Esse cenário indica que, mesmo com uma oferta crescente, a demanda permanece suficientemente robusta para sustentar novas entregas.
Assim, o estado segue liderando a evolução da logística nacional e consolidando sua posição como principal destino para investimentos em galpões de alto padrão. Para conhecer todos os indicadores do setor logístico em São Paulo, acesse o Buildings CRE Tool
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