Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
O segmento de galpões logísticos de alto padrão em São Paulo lidera nacionalmente, com ativos valorizados e queda na taxa de vacância.
São Paulo, 07 de julho de 2025 – O mercado de galpões logísticos de alto padrão segue em franca expansão no Brasil, com São Paulo consolidando sua posição de liderança ao concentrar o maior estoque e os mais expressivos indicadores do segmento.
Dados recentes do Buildings CRE Tool, o maior e mais completo banco de dados do mercado imobiliário corporativo do Brasil, apontam não apenas o aumento na oferta de espaços de excelência, mas também a valorização dos ativos e a positiva absorção líquida, como reflexo direto do dinamismo da economia e do avanço do e-commerce.
Neste cenário, investidores e operadores encontram um ambiente cada vez mais competitivo e promissor, impulsionado pela modernização e diversificação dos empreendimentos logísticos.
Dados da Buildings apontam que, no segmento de alto padrão (Classe A), São Paulo detém 16 milhões de m² de condomínios logísticos, distribuídos em 252 condomínios prontos para ocupação (dados 2º trimestre de 2025). Isso evidencia a liderança do estado também em ativos de excelência. Nesse sentido, o estoque do segmento no trimestre passado era de 15,4 milhões de m². Leia também: Setor logístico brasileiro atinge recorde com dados do 2º tri de 2025
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Galpões logísticos: preço e vacância por eixo
Por eixo logístico, observa-se que São Paulo (Capital) teve queda na taxa de vacância no 2º trimestre, saindo de 4,89% para 3,8%, com manutenção do preço médio pedido de locação.
Do mesmo modo, o eixo Anchieta/Imigrantes apresentou redução acentuada na taxa de vacância, com queda no indicador de 20,57% para 12,43%. Isso, claro, sinalizou maior liquidez e competitividade no período.
Por outro lado, o eixo Bandeirantes/Anhanguera teve aumento do preço médio pedido de locação, de R$ 24,87 para R$ 28,84/m². Além disso, apresentou elevação na taxa de vacância, de 8,33% para 9,70%.
Quando avaliamos o eixo Régis Bittencourt, observa-se uma expressiva redução da taxa de vacância. Ela saiu de 23,74% para 18,32%, ainda que o preço médio tenha caído para R$ 25,63/m².
Por conseguinte, a Castello Branco teve aumento no preço médio pedido, de R$ 25,26 para R$ 26,00/m². Do mesmo modo, apresentou crescimento expressivo da taxa de vacância, saindo de 3,76% para 7,23%.
Por fim, a Dutra (SP) ganhou destaque duplo: elevação do preço médio pedido de locação, de R$ 33,09 para R$ 34,80/m² e aumento da taxa de vacância de 6,76% para 7,86%.
Indicadores apontam tendência de crescimento e novos avanços
O setor logístico brasileiro demonstra pujança e dinamismo, com crescimento sustentável de estoque, absorção líquida positiva e valorização dos ativos. Isso ocorre especialmente nos principais polos industriais e logísticos.
A capacidade do mercado em acompanhar as transformações das demandas logísticas modernas é evidenciada pelo ritmo construtivo. Além disso, pela diversificação dos empreendimentos, com destaque para São Paulo. O estado lidera a expansão em todos os indicadores relevantes.
Diante do cenário analisado, o segmento de galpões logísticos de alto padrão reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento econômico do país, especialmente no eixo paulista.
A redução das taxas de vacância, aliada ao fortalecimento dos preços de locação e à contínua expansão do estoque, compõem um quadro otimista para os próximos trimestres. Por fim, o acompanhamento próximo destes indicadores torna-se fundamental para quem busca oportunidades e crescimento no mercado logístico nacional. Para uma análise completa dos eixos logísticos, acesse a plataforma CRE Tool.
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