Setor logístico brasileiro atinge recorde com dados do 2º tri de 2025

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Dinamismo, valorização e expansão marcam o avanço do mercado de condomínios logísticos no Brasil em 2025, aponta Buildings.

São Paulo, 08 de julho de 2025 – O mercado logístico brasileiro atingiu um marco inédito no segundo trimestre de 2025, superando os 40 milhões de metros quadrados de estoque total. Esse resultado consolida o setor como um dos mais dinâmicos da economia nacional.

Segundo dados da Buildings, o estoque total do setor de condomínios logísticos brasileiro, de todas as classes, atingiu 41,2 milhões de m². Isso reflete o vigor e a transformação contínua do segmento. Para uma análise completa dos dados logísticos, acesse a plataforma CRE Tool agora mesmo!

Observe abaixo no Gráfico Histórico de Estoque Total – CRE Tool:

“Nunca vimos o estoque total do setor no patamar que se encontra hoje. Isso com certeza é um indicativo de que o mercado industrial está em ascensão e com oportunidades gigantes para investidores, ocupantes, proprietários e outros players. Isso ocorre a cada trimestre que passa” ressalta Fernando Didziakas. 

No comparativo com o primeiro trimestre de 2025, o setor registrou a entrada de 970 mil m² de novo estoque, elevando o número de empreendimentos de 980 para 995 condomínios logísticos em todo o país.

Esse robusto crescimento ressalta a resiliência e a atratividade do mercado, que se mantém como importante vetor para o desenvolvimento econômico nacional. Com isso, vem suportando cadeias de suprimentos, e-commerce e oferecendo atendimento a mercados consumidores cada vez mais exigentes.

Por conseguinte, a análise anual é ainda mais expressiva: em relação ao segundo trimestre de 2024, o estoque nacional aumentou 3,3 pontos percentuais. Ou seja: saltou de 37,9 milhões para 41,2 milhões de m².

Outros indicadores importantes do setor 

Outro destaque importante é a atividade construtiva do setor, que segue aquecida, com cerca de 4,8 milhões de m² em desenvolvimento, mesmo que em patamar inferior ao registrado no trimestre anterior.

Já a absorção líquida, indicador que revela o saldo entre áreas ocupadas e devolvidas de um trimestre a outro, também apresentou desempenho positivo. O resultado foi de quase um milhão de m² absorvidos no período – 967 mil m², frente aos 568 mil m² do primeiro trimestre.

Esse número reforça o apetite da demanda, o que contribui para a valorização dos preços trimestre após trimestre, além da rápida ocupação dos estoques recém-lançados.

Leia também:
Mercado Livre alcança marca de 2,8 milhões de m² de espaços logísticos alugados no Brasil
 Escritórios em São Paulo: taxa de vacância continua em queda no 2º trimestre, aponta Buildings
– Saint Paul, escola de negócios do BTG, é a nova inquilina do Passeio Paulista

Desempenho do setor logístico nos estados

São Paulo permanece como o principal polo logístico do país, concentrando 20,2 milhões de m² de estoque – com 440 empreendimentos prontos para ocupação (de todas as classes). No segmento Classe A são 16 milhões de m² de estoque, distribuídos em 252 condomínios.

O estado contabilizou um expressivo acréscimo de novo estoque no segundo trimestre: 653 mil m², bastante superior aos 42 mil m² adicionados no trimestre anterior (Classe A).

Da mesma forma, a absorção líquida saltou para 564 mil m², ante 78 mil m² no período anterior (alto padrão).

Por fim, o preço médio pedido de locação para galpões logísticos em São Paulo subiu de R$ 27,74 para R$ 29,52/m² (todas as classes) e de R$ 29,00 para R$ 30,24 (Classe A), refletindo a valorização dos tipos de ativos, sobretudo de alto padrão, impulsionada pela demanda crescente.

Ainda na região Sudeste, Minas Gerais apresentou incremento mais moderado, com 23 mil m² de novo estoque no período. Além disso, alcançou 130 mil m² de absorção líquida positiva. Ambos os resultados foram inferiores aos registrados no trimestre anterior.

Por outro lado, o Rio de Janeiro destacou-se pelo recebimento de 11 mil m² de novo estoque após um trimestre de resultado nulo, indicando retomada gradual das atividades.

Por fim, na região Sul, Santa Catarina roubou a cena ao adicionar 91 mil m² ao estoque de condomínios logísticos. Além disso, o estado experimentou uma absorção líquida positiva de 73 mil m², consolidando sua importância estratégica no contexto nacional. Para uma análise completa dos dados logísticos, acesse a plataforma CRE Tool agora mesmo!

Deixe uma resposta

Translate

Descubra mais sobre Revista Buildings

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo