Operação Urbana Faria Lima movimenta R$ 1,7 bi e sinaliza redução da oferta imobiliária em SP

A Operação Urbana Faria Lima registra R$ 1,7 bilhão em CEPACs e indica redução gradual da oferta imobiliária corporativa em São Paulo.

São Paulo, 07 de outubro de 2025 – A nova emissão de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL) movimentou R$ 1,7 bilhão, o maior valor já registrado em leilões de operações urbanas da cidade, segundo notícia da Veja.

Assim, segue confirmando o forte interesse das incorporadoras por projetos estratégicos e regularização de empreendimentos.

Apesar da atividade construtiva permanecer aquecida, fatores como a escassez de terrenos, o aumento do custo de construção e o crescimento do preço das CEPACs — que saltou de R$ 1,1 mil em 2007 para R$ 17,6 mil por unidade nesta rodada — deverão reduzir o apetite por novos projetos.

Por conseguinte, a oferta de escritórios deve diminuir gradativamente, mesmo com o estoque atingindo cerca de 3 milhões de m² até 2027.

Hoje, segundo dados da Buildings, a Faria Lima detém um estoque de escritórios Corporativos de 241 mil m² com 8,9% de taxa de vacância. Já na região da Nova Faria Lima, formada por um pedaço dos bairros Itaim Bibi e Cidade Jardim, se estendendo desde a Marginal no Shopping Eldorado até a Avenida Santo Amaro, possui 132 escritórios Corporativos (de todas as classes), com um estoque de 1,4 milhão de m². A taxa de vacância atual é de 7,9%.

Com essa Operação Urbana Faria Lima, a taxa de vacância pode alcançar 10,5%, caso a demanda siga níveis históricos entre 2004 e 2025.

Leia também:
– 
Novo Centro de Distribuição da Amazon é inaugurado no Distrito Federal
– Fundos Tellus investem R$ 21 milhões em conjuntos comerciais na Faria Lima

O preço médio pedido por locação na região sofreu forte valorização. Segundo matéria, passou de R$ 50,50/m²/mês em 2004 para R$ 191,82/m²/mês no segundo trimestre de 2025. Além disso, pode alcançar até R$ 415/m²/mês, sendo o mais alto na cidade.

A média deve continuar subindo para cerca de R$ 255/m²/mês em 2026/2027, sustentada pela alta qualidade dos edifícios e a forte demanda local.

Por fim, segundo consultoria, a Faria Lima segue moldando o mercado corporativo, promovendo verticalização e valorização.

Notícia da Veja

Deixe um comentário

Translate

Descubra mais sobre Revista Buildings

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo