Segundo notícia do Money Times, analistas do BTG Pactual continuam otimistas com o setor de shoppings. Isso porque o primeiro semestre do ano foi mais forte que o esperado. Com isso, o banco avalia que o segundo semestre está se desenvolvendo bem, apesar das expectativas de desaceleração.
Os analistas também destacam a combinação de três fatores que contribuem com a visão construtiva para as operadoras de shopping centers:
- portfólios de shoppings premium (muito resilientes em meio a um cenário macro difícil);
- forte crescimento dos lucros (maiores receitas de aluguel mais do que compensando maiores despesas com juros); e
- valuations atrativos (em todas as métricas, incluindo múltiplos, TIR [taxa interna de retorno], valor de liquidação etc.).
De acordo com o BTG, apesar de as taxas de juros elevadas impedirem uma recuperação mais forte das ações do setor, o forte crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) compensou. Isso, claro, também foi impulsionado pelas vendas dos lojistas.
“Os números recentes de SSS (vendas em mesmas lojas) foram uma agradável surpresa para a maioria dos investidores (inclusive para nós)”, comentam Gustavo Cambauva, Elvis Credendio, Bruno Tomazetto e Luis Mollo, em relatório divulgado na última sexta-feira, dia 21.
Na avaliação dos analistas, o forte desempenho reforçou que:
- o negócio de shoppings é altamente resiliente, principalmente após sair de um “teste de estresse” induzido pela Covid-19;
- o e-commerce não é uma grande ameaça aos shoppings brasileiros;
- portfólios de shoppings premium tendem a ter desempenho superior em cenários difíceis;
- empresas listadas estão muito bem posicionadas no setor; e
- ainda há opções de crescimento (principalmente via M&A [fusões e aquisições]).
Leia também:
– Para ler mais notícias sobre o setor de shoppings, acesse o menu Mercado=>Shoppings
– Ações de shoppings ou fundos imobiliários: qual ativo é o ideal para a sua carteira?
– BR Malls vai vender sua participação no Campinas Shopping por R$ 411,4 milhões
Atualização de estimativas
O BTG atualizou as teses de investimento de três empresas do setor: Iguatemi (IGTI11), Multiplan (MULT3) e SYN (SYNE3), sendo a primeira a principal escolha do banco.
A preferência por Iguatemi pode ser explicada pelo valuation.
“Nossa preferência relativa é a Iguatemi devido ao seu desconto para a Multiplan (a TIR real é ~150 pontos-base maior)”, afirma o time de análise.
O BTG está com recomendação de compra para Iguatemi e Multiplan, enquanto SYN foi rebaixada para “neutro”.
“Embora não achemos que a ação pareça cara, acreditamos que seja menos atraente do que seus pares, devido ao seu menor volume de negociação e maior alavancagem”, explicam os analista sobre a SYN.
Módulo Shoppings da Buildings
Recentemente a Buildings lançou o Módulo Shoppings para mapear o setor e ajudar investidores e clientes. Para se ter ideia da robustez da pesquisa, São Paulo e Rio de Janeiro, os dois maiores polos comerciais do Brasil, já tem a quantidade total de shoppings disponíveis na plataforma CRE Tool.
Com isso, já é possível conhecer as movimentações do setor e fazer análises. Isso sem falar do setor de Fundos Imobiliários (os FIIs). Saiba mais aqui.
O que os clientes já podem consultar:
- São Paulo e Rio de Janeiro: quantidade de shoppings existentes nos dois maiores polos comerciais do Brasil;
- Endereço completo: com ficha técnica, ABL total, % de ocupação, data de inauguração do shopping, entre outras informações;
- Dados dos proprietários: já com uma amostra das transações de compra e venda realizadas nos últimos anos;
- Dados dos lojistas: com o ramo de atuação e acesso ao mix de lojas, informações também importantes já abastecidas na plataforma CRE Tool, é possível cruzá-las entre as bases de dados. Ou seja, será possível ver – inclusive no mapa – ocupações de uma mesma empresa para escritórios, setor logístico e suas lojas de shoppings (via Módulo Empresas, item opcional da plataforma).
Para saber mais, agende uma apresentação aqui.
Notícia completa no Money Times
Deixe uma resposta