Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
A retomada das operações de Petrobras, Dataprev e Banco do Brasil no Centro do Rio impulsiona a absorção de escritórios Classe A e A+ e reduz a vacância.
São Paulo, 22 de julho de 2026 – O mercado de escritórios corporativos de alto padrão (Classes A e A+) do Rio de Janeiro consolidou, no segundo trimestre de 2026, a trajetória de recuperação iniciada no fim de 2023. Leia também: Escritórios do Rio mantêm recuperação gradual no segundo tri, aponta Buildings
Assim, entre as regiões que mais impulsionaram esse movimento, o Centro do Rio apresentou o melhor desempenho em absorção líquida. Esse resultado vem sustentado pelo retorno ao trabalho presencial e pela expansão das operações de grandes empresas públicas.
Segundo dados da Buildings, o Centro registrou absorção líquida positiva de 18,5 mil m² entre abril e junho, acumulando mais de 40 mil m² nos últimos quatro trimestres no segmento Corporate Classe A e A+.
Ao mesmo tempo, a taxa de vacância caiu de 29% para 26,7%, uma redução de 2,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. No comparativo anual, a queda chegou a 6,40 pontos percentuais.
O desempenho reforça a retomada da demanda por escritórios de alto padrão. Do mesmo modo, reflete, principalmente, a movimentação de grandes ocupantes que voltaram a investir em espaços corporativos na região central da cidade.
Estatais impulsionam a demanda por escritórios no Centro do Rio
Petrobras, Dataprev e Banco do Brasil lideram esse novo ciclo de ocupação imobiliária.
Juntas, as três empresas devem acrescentar mais de 10 mil pessoas por dia ao entorno da Avenida República do Chile e da Rua Senador Dantas até 2027.
Além disso, esse movimento fortalece o mercado de lajes corporativas, já que essa movimentação tende a beneficiar o comércio, os serviços e toda a dinâmica econômica do Centro do Rio.
Segundo o portal Temp Real, a região concentra mais de 75 mil empresas e cerca de 600 mil empregos formais. O Centro também reúne aproximadamente R$ 2 trilhões em faturamento anual, mantendo sua posição como principal polo empresarial e financeiro do estado.
Petrobras amplia operação no Edise
A Petrobras conclui a modernização do Edifício-Sede (Edise), na Avenida República do Chile, dentro da estratégia de ampliar a presença dos funcionários nos escritórios.
Após as obras, o prédio terá capacidade para aproximadamente 6 mil postos de trabalho e deverá receber cerca de 8 mil pessoas por dia, entre empregados, terceirizados e visitantes.
Em parceria com a Prefeitura do Rio, a companhia também implantou uma nova entrada para o edifício, com o objetivo de melhorar o fluxo de acesso ao empreendimento.
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Dataprev ocupa mais de 10 mil m² no Edifício Ventura
Em maio de 2026, a Dataprev assinou um contrato de R$ 156 milhões somente de aluguel, para ocupar mais de 10 mil m² no Edifício Ventura, um dos principais empreendimentos corporativos da região central.
A operação marca a transferência da antiga sede da empresa, em Botafogo, para o Centro do Rio. Com isso, a companhia passará a ocupar cinco pavimentos do edifício e transferirá mais de mil colaboradores para o novo endereço.
Banco do Brasil retoma ocupação do Edifício Sedan
O Banco do Brasil também voltou a expandir sua presença no Centro da cidade. Após desistir da venda do Edifício Sedan, avaliado em cerca de R$ 311 milhões, a instituição iniciou um processo gradual de reocupação do imóvel.
Atualmente, aproximadamente 30 áreas administrativas funcionam nos 18 primeiros pavimentos da torre. A meta, entretanto, é voltar a utilizar os 40 andares do edifício, ampliando novamente sua estrutura administrativa na região.
Indicadores reforçam a recuperação do mercado corporativo
Os reflexos dessas movimentações já aparecem nos indicadores imobiliários. No primeiro semestre de 2026, o Centro do Rio liderou a absorção líquida de escritórios da cidade. O resultado é de aproximadamente 19 mil m² ocupados, considerando todas as classes de edifícios.
Além disso, o acumulado dos últimos três trimestres supera 60 mil m² de absorção líquida. Há um ano, no 2T de 2025, o resultado foi negativo em 2,5 mil m². O quadro atual evidencia a mudança no comportamento do mercado.
Nesse contexto, a retomada do trabalho presencial, somada às decisões estratégicas de grandes ocupantes, fortalece a demanda por escritórios de alto padrão. Da mesma forma, reforça o protagonismo do Centro do Rio na recuperação do mercado imobiliário corporativo. Para conhecer todos os indicadores do setor de escritórios do Rio, de São Paulo e em mais 15 cidades do Brasil, acesse o Buildings CRE Tool
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