Recorde Histórico de Absorção Líquida

No primeiro tri de 2018, São Paulo tem recorde histórico de crescimento no mercado imobiliário corporativo de alto padrão. Rio também aponta recuperação no segmento, informa Buildings.

De acordo com pesquisa realizada pela Buildings Pesquisa imobiliária, as duas principais capitais brasileiras tiveram crescimentos significativos nas ocupações do mercado imobiliário classe A (que reúne empreendimentos classificados com padrão A, AA e AAA), no primeiro trimestre de 2018. Em seu monitoramento do período, a Buildings identificou que a cidade de São Paulo atingiu um recorde histórico, com a mais alta absorção líquida observada desde o início do monitoramento do mercado. O índice de absorção líquida corresponde ao volume de metros quadrados que são ocupados a mais em relação ao trimestre anterior, ou seja, é um claro medidor do crescimento ou retração do mercado em metragem quadrada ocupada.

Em São Paulo, foram exatos 127.315 m² de absorção líquida no mercado de alto padrão, um recorde histórico que superou a marca anterior, registrada no primeiro trimestre de 2017, período que teve 111.903 m² de absorção líquida nesse segmento. O índice do primeiro trimestre de 2018 no segmento classe A em São Paulo é muito superior ao do quarto tri de 2017, período que fechou com 44.162 m² de absorção líquida apenas. Algumas movimentações em especial ajudaram a puxar para cima o índice de crescimento de absorção no segmento, dentre elas destacam-se: a ocupação da Porto Seguro, com 20 mil m² ocupados, na Barra Funda; a ocupação de 18 mil m² pela Cubo Coworking, em edifício localizado na Vila Olímpia; a expansão da XP Investimentos, que ocupou 12.145 m² na região do Itaim; seguida da movimentação da WeWork, com 9.336 m² ocupados na região da Paulista.

Apesar do grande volume de metros quadrados ocupados, esse primeiro trimestre de 2018 teve também um recorde histórico de novo estoque, ou seja, entrega de edifícios: foram somados mais de 205 mil m² ao mercado da capital paulista. Essa combinação fez com que a vacância aumentasse, depois de 05 trimestres seguidos de queda, de 19,2% para 20,7%.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o primeiro tri de 2018 também indicou crescimento de ocupação no mercado imobiliário de alto padrão. A cidade contabilizou 48.692 m² de crescimento nas ocupações. A justificativa para a elevação na ocupação se deve a iniciativas pontuais, sobretudo, à compra do empreendimento Port Corporate, localizado na zona portuária, pela Bradesco, que deverá ocupar os 35 mil m² da torre ao longo de 2018.  Outra ocupação relevante no período também na área portuária foi feita por empresas de advocacia e tecnologia no edifício AQWA Corporate, com ocupação de 5.489 mil m². A expectativa é que essas movimentações atraiam outras empresas para a região do porto.

De acordo com a Buildings, as movimentações foram impulsionadas não só por condições comerciais atrativas, como também pela melhora dos índices econômicos, o que têm injetado ânimo no mercado imobiliário corporativo.

“Os números do primeiro trimestre reforçam a percepção otimista que acompanha o mercado desde o final de 2017. O mercado imobiliário é e sempre foi muito resiliente nessas capitais e com o cenário econômico correto é capaz de reagir de forma rápida. Estamos otimistas com o restante do ano”, diz Fernando Didziakas, sócio da Buildings Pesquisa Imobiliária.

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