Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 04/09 a 10/09/2026. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Avenida Paulista tem demanda por escritórios, mas falta espaço para novos prédios
A Avenida Paulista enfrenta um paradoxo no mercado imobiliário corporativo: concentra demanda por escritórios, mas praticamente não possui espaço para novos empreendimentos.
Para Nessim Sarfati, fundador e CEO da Barzel Properties, essa escassez representa uma oportunidade para investidores.
“Se eu tivesse terrenos na Paulista, eu faria 10 prédios”, afirma o executivo. Segundo ele, a demanda corporativa da região supera a capacidade atual de oferta.
Além disso, a avenida reúne características que podem torná-la mais atrativa do que outros polos empresariais de São Paulo, como a Faria Lima.
Ao contrário da Faria Lima, que passou por forte expansão imobiliária nas últimas décadas, a Avenida Paulista já possui ocupação consolidada. Por isso, a disponibilidade de terrenos para novos projetos é praticamente inexistente.
Nesse cenário, a Barzel Properties aposta na aquisição de edifícios antigos para modernizá-los por meio de retrofits.
Depois das intervenções, a gestora reposiciona os ativos no mercado corporativo e busca capturar o potencial de valorização de localizações consolidadas.
Recorde de investimentos em infraestrutura acelera transformação digital da construção
O ciclo recorde de investimentos em infraestrutura no Brasil acelera a transformação digital da construção civil. Em 2025, o setor recebeu R$ 280 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
O valor representa o maior volume da série histórica da entidade. Como resultado, empresas e órgãos públicos ampliam a adoção de tecnologias que aumentam a produtividade, a previsibilidade e a eficiência na gestão de grandes empreendimentos.
Nesse cenário, o Building Information Modeling (BIM) ganha protagonismo. A metodologia reúne, em um ambiente digital integrado, informações de diferentes etapas de um empreendimento.
Assim, o BIM conecta arquitetura, engenharia, orçamento, cronograma, operação e gestão de ativos. Essa integração permite identificar incompatibilidades ainda no projeto, reduzir retrabalhos e melhorar a tomada de decisão.
Além disso, o uso estruturado dos dados contribui para aumentar a eficiência dos investimentos públicos e privados. Dessa forma, o BIM deixa de atuar apenas como ferramenta de projeto. Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
Como a gestão de resíduos virou estratégia nas construções brasileiras
O setor da construção civil é um dos maiores geradores de resíduos do Brasil. Estimativas do Conselho Nacional do Meio Ambiente indicam que os descartes de construção e demolição representam entre 50% e 70% do volume total de resíduos sólidos urbanos produzidos no país.
Durante muito tempo, o setor encarou esse dado como uma característica inevitável.
Hoje, as empresas já reconhecem o problema e buscam soluções para enfrentá-lo — e aquelas que se anteciparam começam a colher benefícios que vão além da conformidade legal.
Muito além de uma obrigação regulatória, a gestão de resíduos na construção civil, seja de imóveis residenciais ou corporativos, atualmente é também uma alavanca de eficiência operacional e competitividade.
Construtoras que adotam práticas estruturadas de redução e reaproveitamento de resíduos relatam ganhos concretos em custo, prazo e qualidade. Além disso, assumem um posicionamento mais sólido junto a clientes e investidores que priorizam critérios ambientais na escolha de parceiros.
Esse movimento tem raízes em uma mudança de perspectiva dentro dos canteiros de obras. Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
BTLG11 mira quase R$ 1 bi em galpões logísticos do Mercado Livre e Amazon
O mercado de galpões logísticos ganhou mais um sinal de força com uma transação próxima de R$ 1 bilhão. O BTG Logística (BTLG11) negociou três ativos do Capitânia Logística (CPLG11) por R$ 959 milhões.
Os imóveis estão locados para Mercado Livre e Amazon e somam 182,5 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL).
A operação também gera R$ 121,8 milhões de lucro para o fundo. Segundo Gabriel Martins, gestor do CPLG11, o momento favorece a realização de caixa.
Dois ativos ficam em São Bernardo do Campo (SP) e Jacareí, no eixo da Rodovia Presidente Dutra (SP). O terceiro ativo fica em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e também tem como locatária a Amazon. O galpão de Jacareí está em obras.
Dessa forma, o fundo amplia sua exposição a regiões estratégicas para operações de distribuição e fortalece sua presença no mercado logístico.
Mercado Livre x Shopee: mais de 1,1 milhão de m² de novas locações na corrida por galpões no 2º trimestre
O mercado de condomínios logísticos manteve o ritmo de expansão no segundo trimestre de 2026. Mercado Livre e Shopee novamente se destacaram entre os principais ocupantes do segmento.
Segundo dados do Buildings CRE Tool, as duas empresas, juntas, alugaram ou expandiram operações em mais de 1,1 milhão de m² no 2T de 2026. O volume supera os 800 mil m² registrados por elas no primeiro trimestre.
Embora disputem o mesmo mercado, as estratégias das duas empresas apresentam diferenças importantes.
Enquanto o Mercado Livre combina grandes centros de distribuição com uma rede mais ampla de operações, a Shopee também avança rapidamente, mas concentra parte relevante de sua expansão em grandes empreendimentos.
O Mercado Livre encerrou o segundo trimestre com 5,59 milhões de m² de condomínios logísticos mapeados pela Buildings, distribuídos em 126 ocupações.
No segundo trimestre, a empresa alugou ou expandiu operações em mais de 800 mil m², mantendo uma estratégia de expansão territorial combinada à ocupação de grandes centros. Para um panorama completo, acesse conteúdo exclusivo na Revista Buildings.
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