Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 09/02/2024 a 15/02/2024, além de artigos e conteúdos com temas relacionados. Para se inscrever no canal da Buildings no Youtube, clique aqui.
Fundo imobiliário levanta R$75 milhões com venda de ativos em São Paulo
O fundo imobiliário RBR Properties (RBRP11) entrou fevereiro renovando o seu portfólio e anunciou desinvestimentos em imóveis, em São Paulo.
Com isso, o FII informou ao mercado que vendeu o conjunto 1801 do edifício Pravda, em Barueri, na grande São Paulo, por R$ 6,4 milhões.
A venda teve taxa interna de retorno (TIR) de 11,35% ao ano e a operação vai gerar ganho de capital líquido de comissão de R$ 0,03 por cota.
Além disso, o RBRP11 vendeu os conjuntos 11 e 12 do edifício Mykonos, na Vila Olímpia, bairro da capital paulista, por R$ 6,6 milhões. Segundo o FII, a venda teve TIR de 10,3% e ganho de capital de R$ 0,10 por cota.
Desta forma, somando as duas operações, o RBR Properties terá ganho de R$ 1,5 milhão (ou R$ 0,13 por cota).
Na semana passada, o fundo imobiliário assinou um compromisso de desinvestimento no edifício Amauri, no Itaim Bibi, por R$ 62 milhões.
O FII explica que já recebeu R$ 1,3 milhão pela venda do imóvel, também localizado em São Paulo, em forma de sinal. Agora, deverá receber R$ 60,6 milhões em seis parcelas mensais.
A TIR da operação foi de 19,8% e o fundo deverá ter ganho de capital de R$ 2,32 por cota, considerando lucro contábil de R$ 28,2 milhões.
Fundo Imobiliário de Shoppings divulga nova emissão de cotas
O Fundo de Investimento Imobiliário Capitânia Shoppings FII (CPSH11) anunciou ao mercado sua terceira emissão de cotas, gerenciada pela Capitânia, com o objetivo de captar R$ 320 milhões, podendo haver um lote adicional de R$ 80 milhões.
O preço de subscrição é fixado em R$ 108,21 por cota, levando em consideração a taxa de distribuição. O valor mínimo de investimento é de R$ 1.082,10, equivalente à aquisição de 10 novas cotas.
Os investidores têm até o dia 19 de fevereiro para participar da oferta do fundo imobiliário CPSH11, destinada exclusivamente a investidores qualificados.
Os recursos arrecadados serão destinados ao pagamento de obrigações relacionadas a imóveis já presentes na carteira do Fundo. Entre esses imóveis, destaca-se o complexo de dois shoppings localizados nas proximidades da estação de metrô do Tatuapé, cuja aquisição está estimada em R$ 82,5 milhões.
Além disso, o fundo tem em seu pipeline o compromisso de quitar as obrigações relacionadas à aquisição de 10% do Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, por um montante de R$ 75 milhões.
Adicionalmente, foi formalizado um acordo para a aquisição de 10.625% do I Fashion Outlet de Novo Hamburgo, com um investimento total de R$ 27,5 milhões.
Por último, o CPSH11 pretende adquirir 3% de participação no Shopping Parque Dom Pedro (por meio do HPDP11), desembolsando R$ 70 milhões.
Multiplan foca em expansão e novos pontos para construção em 2025 e 2026
Após um ano à frente da Multiplan, Eduardo Peres, filho do fundador José Isaac Peres, vê caminhos para o crescimento ainda por meio de expansões de shoppings no curto prazo, e provável retomada de anúncios de operações “greenfields” (projetos construídos a partir do zero) possivelmente a partir de 2025 ou 2026.
Com 20 shoppings no portfólio, a Multiplan começou a colocar de pé o seu último grande investimento, o shopping Park Jacarepaguá, em 2021, no Rio de Janeiro, após um dos piores anos na história recente do setor, quando os investimentos desapareceram por causa da pandemia.
Há um entendimento de que, com as expansões, se acelera a diluição dos custos condominiais e o retorno do shopping cresce, com a geração de um novo fluxo de clientes.
É uma visão do grupo e do mercado, o que acaba jogando mais para frente uma retomada em peso dos novos empreendimentos.
Nos últimos dez anos, a Multiplan abriu dois shoppings. Para 2024, a Abrasce, associação do setor, estima de 8 a 10 aberturas.
“Continuamos ousados, e atentos aos ‘greenfields’, olhando com carinho cidades no litoral paulista, no Nordeste e no cinturão do agro em Goiânia e Mato Grosso do Sul”, diz Peres, CEO do grupo.
Após a recente expansão do BH Shopping, por exemplo, a receita com aluguel subiu 100%.
Empresas novamente exigem retorno de funcionários aos escritórios
Home office versus trabalho presencial nas empresas segue em discussão, apesar da volta massiva dos colaboradores às empresas.
Para se ter ideia, a IBM, nos EUA, exigiu recentemente que os funcionários que trabalham remotamente e não moram perto de um escritório se mudem e cumpram o regime de trabalho híbrido acordado. Eles devem ir a um escritório próprio ou de cliente da companhia pelo menos três vezes por semana.
Assim como a IBM, outras grandes empresas decidiram adotar políticas de retorno ao modelo presencial em 2024, além de implementarem sistemas de monitoramento dos profissionais nos escritórios.
Para Daniela Klaiman, CEO da FutureFuture e um dos principais nomes do futurismo do Brasil e da América Latina, a decisão da retomada para o formato presencial, justificada pelas empresas principalmente por uma queda de produtividade, pode ser motivada por outros fatores.
“Essa decisão está sendo motivada muito mais por um conflito de gerações. Líderes acostumados a trabalhar no escritório, herança do modelo industrial, e homens que não conseguiram conciliar o dia a dia do lar com a rotina profissional. A verdade é que nunca medimos a produtividade dos funcionários e sim as horas trabalhadas”, diz ela.
Ela ainda comenta que “Se um funcionário terminasse todas as suas tarefas em 4 horas, ele não era liberado para voltar para casa”.
Ressalta que a medida deveria ser por ‘entregas’, mas os gestores de hoje não sabem liderar dessa forma.
“Para que isso aconteça, é necessário redesenhar toda uma cultura organizacional para medir efetivamente a produtividade dos funcionários, em todos os seus níveis, além de novas tecnologias que permitam uma conexão melhor e mais próxima”.
Analistas do Santander dizem que ação da Multiplan pode subir até 36%
As ações da Multiplan(MULT3) podem subir 36,2% até o final de 2024, mostra relatório do Santander. Os analistas calculam que a ação da companhia deve encerrar o ano cotada a R$ 36. Na última sexta-feira, o papel encerrou o pregão cotado a R$ 26,43.
O Santander também classifica o ativo como outperform, o que significa que a ação terá um desempenho acima da média do mercado, equivalente a uma recomendação de compra.
A Multiplan teve um lucro líquido de R$ 302,58 milhões no quarto trimestre de 2023, alta de 26,6% ante o mesmo período de 2022.
Segundo os analistas do Santander, os números foram sólidos e fortes, refletindo a combinação do crescimento de 4,6% dos aluguéis das lojas com um crescimento real de 3,2% ao descontar a inflação do aluguel do período.
“A taxa de ocupação também continua atrativa após encerrar o quarto trimestre do ano passado em 96,3%. A companhia também apresentou uma taxa de inadimplência de apenas 1,1%”, explicam Fanny Oreng, Antonio Castrucci e Matheus Meloni, que assinam o relatório do Santander.
Os analistas afirmam que a empresa apresentou uma sólida receita líquida de R$ 617,6 milhões e notam como positivo a tentativa da empresa em ter receita de outros lugares além do aluguel, como o avanço de 30,4% das receitas de serviços.
Mesmo com todo o otimismo, os analistas lembram que há riscos de investir na Multiplan. O primeiro risco seria se o desemprego aumentar acima do esperado ao longo de 2024.
O segundo ponto de risco está relacionado a aumentos acima do esperado na taxa Selic, o que pode gerar maiores despesas financeiras.
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