Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 21/08 a 27/08/2026. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Novas centralidades equilibram a dinâmica da cidade
A Região Leste vive um movimento de transformação urbana que não apenas modifica a região, mas impacta positivamente a dinâmica de toda a cidade de São Paulo.
Liderada pela Porte, essa iniciativa privada deixa uma mensagem relevante para metrópoles como São Paulo: a importância de descentralizar os núcleos corporativos e criar um ecossistema urbano eficiente, que respeita e valoriza o bairro, sua cultura de comércio e vizinhança.
Assim, às margens dos principais modais de transporte, nasceu na Rua Platina os primeiros equipamentos urbanos do Eixo Platina.
Alinhado às diretrizes de desenvolvimento do Plano Diretor, o Eixo Platina é um projeto que nasce com profunda preocupação urbanística e com o propósito de criar uma nova centralidade por meio de uma arquitetura brasileira que prioriza a convivência.
Para saber mais sobre o projeto, acesse conteúdo excluisivo na Revista Buildings.
IA e dados podem ajudar a resolver o maior gargalo da construção: produtividade
A transformação digital está mudando a forma como empresas de construção e do mercado imobiliário corporativo projetam, desenvolvem, constroem e administram seus ativos.
Em um setor marcado por projetos complexos, alto volume de informações e pressão constante sobre custos e prazos, a capacidade de integrar dados e automatizar processos deixou de ser apenas uma vantagem operacional.
Passou a influenciar diretamente a eficiência dos negócios.
Nesse sentido, a construção civil e o real estate corporativo produzem uma quantidade crescente de dados ao longo de todo o ciclo de um empreendimento. Vai do estudo de viabilidade e desenvolvimento do projeto à obra, comercialização, ocupação e gestão do ativo.
Quando essas informações permanecem dispersas entre diferentes sistemas, equipes e etapas, parte relevante do seu potencial se perde.
Já a integração desses dados permite transformar informações operacionais em indicadores para apoiar decisões, antecipar riscos, reduzir retrabalho e melhorar a previsibilidade de custos e cronogramas.
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Na Chucri, revisionais já têm aumentos de 30% a 40%, diz BGRE
Depois de superar a barreira da ocupação, o mercado de escritórios de São Paulo agora está correndo para recuperar os preços.
Na Avenida Chucri Zaidan, por exemplo, uma das regiões que mais sofreram com vacância elevada nos últimos anos, a demanda por espaço subiu a tal ponto que a BGRE (ex-Brookfield Properties) já tem feito revisionais de contratos de locação com aumentos de 30% a 40%.
“Algumas empresas nos pedem escritórios de 4 mil a 5 mil metros quadrados de área contígua, mas não tem mais”, disse Hilton Rejman, presidente-executivo da BGRE no Brasil.
Mas apesar de os indicadores sugerirem que há uma demanda reprimida, o momento ainda não é propício para o desenvolvimento de novos prédios, porque os aluguéis ainda precisam subir mais para tornar um novo empreendimento viável economicamente e porque os juros altos ainda restringem o financiamento.
“O mercado está pedindo novos projetos, mas há uma dificuldade muito grande de correr atrás do capital, porque o investidor está mais seletivo”, disse Rodrigo Abbud, sócio e head de Real Estate do Patria.
Já em Brasília, um dos maiores mercados de escritórios fora de São Paulo, a dinâmica é outra.
Escassez de galpões fica evidente: 80% das maiores locações do tri ocorreram antes da entrega
O mercado brasileiro de galpões logísticos encerrou o segundo trimestre com um sinal contundente de força da demanda. Assim, das 15 maiores locações registradas no período, 12 foram fechadas antes da conclusão dos empreendimentos.
Apenas três ocorreram em imóveis já prontos.
O dado, destacado por Fernando de Didziakas, sócio-diretor da Buildings, evidencia uma mudança importante no comportamento dos ocupantes.
As empresas estão antecipando decisões para garantir áreas que ainda não estão disponíveis, movimento associado à escassez de grandes espaços em regiões estratégicas.
“Esse é o maior sinal de escassez que se pode ter”, afirmou Didziakas. Segundo ele, o cenário mostra que os desenvolvedores conseguem colocar novos projetos no mercado e encontrar demanda antes mesmo da conclusão das obras.
A força das pré-locações ocorre em um mercado que já apresenta níveis historicamente baixos de vacância. No segundo trimestre, os galpões logísticos de alto padrão receberam aproximadamente 570 mil metros quadrados de novo estoque.
No mesmo período, porém, a absorção líquida superou 910 mil metros quadrados.
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Chucri Zaidan encara o teste da nova oferta após forte queda da vacância
A Chucri Zaidan entrou em uma nova fase do ciclo imobiliário. A região, que já recuperou boa parte da ocupação perdida nos últimos anos, agora precisa provar que consegue absorver uma nova onda de oferta sem interromper a trajetória de recuperação.
Os dados mais recentes do Buildings CRE Tool mostram que o mercado de escritórios de alto padrão (Classe A e A+) avançou no segundo trimestre de 2026. A região recebeu 14 mil m² de novo estoque, após a entrega de 7,5 mil m², lá no quarto trimestre de 2023.
Mesmo com essa entrada, a demanda permaneceu firme. A absorção líquida chegou a 24 mil m² no período, acima dos 16 mil m² registrados no trimestre anterior.
Como resultado, a taxa de vacância caiu de 14,4% para 13,1%. A queda mantém uma trajetória iniciada no segundo trimestre de 2023.
Além disso, o movimento ganha ainda mais relevância diante do tamanho da região.
Para um panorama completo do setor de escritórios na Chucri Zaidan, acesse a Revista Buildings.
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