Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #70

Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 01/04 a 07/04, além de artigos e conteúdos com temas relacionados.

Já pensou morar em uma residência que era um prédio comercial?

06/04/2022 – Exame

Como seria trocar as salas de reunião por salas de estar, e adaptar quartos onde antes eram mesas de trabalho? Aparentemente, os nova-iorquinos estão aprovando a ideia.

Getty Images/stockelements

A nova tendência vem chamando a atenção de investidores e desenvolvedores imobiliários para o mundo pós-pandemia.

Na parte sul de Manhattan, em Nova York, conhecida por ser um grande centro financeiro global e representada por sua rua mais famosa, Wall Street, esse movimento vem tomando cada vez mais força.

O Edifício One Wall Street passou pelo maior retrofit da história de Nova York para se transformar em um prédio residencial.

O arranha-céu, que foi construído na década de 1930, possui mais de 200 metros de altura e mais de 100 mil m² de área construída.

E se essa moda pegasse na Faria Lima? Será que vamos ver esse movimento no distrito financeiro mais famoso de São Paulo?

Acreditamos que não veremos. Algumas diferenças e semelhanças entre a Faria Lima e Wall Street devem ser consideradas. Primeiro, os dois mercados se assemelham em um quesito: escassez de terrenos.

Apesar de a Faria Lima também ser um mercado de escassez de terrenos, São Paulo é uma cidade em desenvolvimento, de grande extensão territorial e pouco verticalizada em algumas regiões.

Existem oportunidade para desenvolvimento de outras regiões em lançamentos tradicionais, sem precisar recorrer aos retrofits de mudanças de uso, que sempre trazem mais riscos associados à construção.

Como base de comparação, a cidade de Nova York possui 4,3 m² per capita de escritórios corporativos, enquanto que São Paulo possui apenas 0,63m² per capita.

Com isso, os proprietários continuam tendo poder de barganha nas negociações com inquilinos por aqui.

Segundo dados da Buildings, empresa especializada em mercado imobiliário corporativo, a vacância física da região da Nova Faria Lima passou de 8,82% no segundo trimestre de 2021 para 4,72% no quarto trimestre de 2021 e já começa a se aproximar dos níveis pré-pandemia, quando a vacância da região atingiu 3,4%.

O FII The One gerido pela Rio Bravo, por exemplo, que possui participação no edifício 100% ocupado de mesmo nome na região da Faria Lima, realizou neste mês uma revisional de valores de locação com um de seus locatários, com aumento de 36%, demonstrando que os proprietários já estão com poder de barganha na região para recuperar os preços dos aluguéis.

Descubra o poder dos Fundos Imobiliários com os melhores experts do mercado

01/04/2022- Revista Buildings

Idealizado e organizado pelo Grupo Suno Research, o FII Experience propõe uma série de conteúdos para quem tem interesse em Fundos Imobiliários. O encontro acontecerá amanhã (sábado), dia 9 de abril, de forma presencial em São Paulo, e reunirá os principais especialistas e gestores da área.

Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, é um dos convidados para palestrar no evento. Os temas abordados vão do panorama do mercado logístico e corporativo ao mercado de FIIs. Principais investimentos, gestoras do setor, vantagens e riscos do negócio.

Trata-se do primeiro evento presencial da Suno Research após as restrições impostas pela pandemia.

“Estou muito contente pelo convite e espero poder contribuir de forma significativa com as discussões levantadas no evento sobre o mercado imobiliário e fundos imobiliários neste momento de retomada do setor”, disse Fernando Didziakas.

O evento conta com o patrocínio da XP Asset, Grupo XP, Valora, Safra, Mauá Capital e Contadora da Bolsa.

Governo federal derruba exigência da máscara em locais de trabalho

05/04 – Estadão

O governo federal publicou uma portaria interministerial, desobrigando o uso e fornecimento de máscaras em empresas estabelecidas em cidades ou estados que já liberaram a população do uso do item de proteção em locais fechados, como é o caso de São Paulo. 

FOTO: ALEX SILVA/ESTADAO

A empresa, no entanto, ainda pode exigir do colaborador que ele continue utilizando o equipamento. “É obrigação do empregador garantir a segurança no ambiente de trabalho”, explicou o professor da FGV Direito Rio, Paulo Renato Fernandes. 

A medida que flexibiliza o uso em empresas pode ser reavaliada em caso de novos surtos de contaminações por Covid-19.

O fornecimento das máscaras deve ser mantido caso o município esteja com níveis de alerta de saúde alto (151 a 499 casos por 100 mil pessoas) e muito alto (mais de 500 casos por 100 mil pessoas).

A norma mantém a necessidade de as empresas realizarem a identificação precoce e afastar trabalhadores que tiveram o diagnóstico positivo para a Covid-19.

Retorno dos fundos imobiliários está entre os maiores da história

04/04 – Valor Investe

Embora as projeções dos especialistas para a classe como um todo estejam pautadas na cautela, os números mostram que, no que diz respeito ao retorno em dividendos, os fundos imobiliários estão conseguindo cumprir o seu papel.

Uma forma de se chegar a essa conclusão é comparar o prêmio de risco (ganho acima da rentabilidade oferecida por outras classes de ativos) do fundo imobiliário com os juros reais (descontando a inflação) de longo prazo, como o Tesouro IPCA+ 2045, título público indexado à inflação, uma vez que os contratos de aluguel também são atrelados a esse indicador inflacionário.

Fábio Carvalho, sócio da Alianza, lembra ainda que a comparação com os juros longos acontece porque a Selic é um juro imediato e, para os investimentos em renda variável, cuja premissa é de horizontes mais distantes, os especialistas e investidores costumam acompanhar os juros longos, que é o Tesouro IPCA+ com prazos de vencimento extensos, como o de 2045.

Assim, em relação ao título público e aos fundos imobiliários, acrescenta Rodrigo Possenti, gestor da Fator, hoje um Tesouro IPCA+ de longa duração está pagando em torno de 5,5%, enquanto que, dentro do Ifix, índice que acompanha o desempenho médio de uma carteira de fundos imobiliários, têm fundos distribuindo esse nível de rendimento e, às vezes, até mais.

“Os fundos imobiliários que pagam tal patamar de rentabilidade ainda carregam a vantagem de remunerar mensalmente e com isenção do imposto de renda, ao passo que, em um título público, não tem remuneração mensal e também não tem isenção de imposto”, lembra o profissional.

Sobre o retorno médio em dividendos do Ifix, Carvalho destaca que hoje está em um nível superior a 9%. Para ser mais exato, o título Tesouro IPCA+ 2045 oferece 5,5% mais inflação e o índice de referência dos fundos imobiliários está distribuindo 10,43% mais inflação.

Votorantim busca crescer em novos negócios e em países de moeda forte

06/04/2022 – Valor Econômico

O grupo Votorantim vem há alguns anos balanceando seu portfólio de negócios, reduzindo exposição em commodities e elevando a presença em negócios de maturação de longo prazo, como energia, construção imobiliária e infraestrutura. Novas frentes estão previstas – saneamento e saúde. Nesse período, saiu de aço, no Brasil e na Colômbia, e celulose.

João Schmidt

Essa estratégia não estará limitada ao Brasil, explica o presidente da Votorantim S.A., holding dos negócios da família de Ermírio de Moraes.

Segundo João Schmidt, o grupo vai trilhar a mesma avenida no exterior, com destaque para a América do Norte, onde já tem uma forte posição na produção de cimento e planeja entrar no mercado imobiliário, em infraestrutura, energia e também na área de saúde.

“Isso faz parte de um projeto de diversificação geográfica, bem como de posicionamento em países e regiões de moeda forte para perpetuar o grupo”, diz o executivo, que assumiu o comando da VSA dois anos atrás. Schmidt, que veio do setor financeiro, está no grupo desde 2014.

Nos últimos 18 meses, ele informa que foi estruturada a Altre, uma plataforma de atuação no mercado imobiliário corporativo, e também planejada a reunião dos ativos de energia renovável (hídrica, eólica e solar) em uma única empresa, a Auren, que se listou no Novo Mercado da B3, com valor de mercado de R$ 16 bilhões. Nessa área, atuou com o fundo CPP. 

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, convidamos você para conferir os artigos e outras notícias disponíveis na Revista Buildings e, também, no nosso canal no Youtube.

Lembrando que a equipe de pesquisa da Buildings está finalizando a apuração dos dados do 1 trimestre de 2022 do mercado de escritórios e que algumas análises já podem ser feitas. Em breve, traremos esses números em primeira mão para você.

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