Dados da Buildings na Exame: já pensou em morar em uma residência que era um prédio comercial?

Imagem: Getty Images

 

Em matéria publicada na Exame em 06/04, os dados da Buildings sobre a taxa de vacância na região da Faria Lima foram citados.

Já pensou em morar em uma residência que antes era ocupada por um prédio comercial? Como seria trocar as salas de reunião por salas de estar? Ou adaptar quartos onde antes eram mesas de trabalho? Aparentemente, os nova-iorquinos estão aprovando a ideia. A nova tendência vem chamando a atenção de investidores e desenvolvedores imobiliários para o mundo pós-pandemia.

Na parte sul de Manhattan, em Nova York, conhecida por ser um grande centro financeiro global e representada por sua rua mais famosa, Wall Street, esse movimento vem tomando cada vez mais força.

O Edifício One Wall Street, que já foi a sede do Irving Trust e do BNY Mellon, passou pelo maior retrofit da história de Nova York para se transformar em um prédio residencial. O arranha-céu, que foi construído na década de 1930, possui mais de 200 metros de altura e mais de 100 mil m² de área construída. É um grande marco de Wall Street, assim como a renovação do seu uso.

Ainda que o projeto seja anterior à pandemia, parece que a digitalização do trabalho pode acelerar esse tipo de processo, com outros edifícios sinalizando o mesmo caminho em Nova York. A taxa de vacância geral de escritórios em Manhattan passou de uma média histórica de aproximadamente 9,6% para 20,4% em dois anos³, com esse estoque vago muito concentrado nos prédios mais antigos, que perderam força de negociação em meio à entrega de edifícios novos e à redução de demanda.

O caminho da renovação do uso pode trazer benefícios tanto para a sociedade, aumentando a oferta de residências onde o preço de moradia é um dos mais caros do mundo, quanto para os proprietários, que deixam de brigar por preços em um ambiente tão competitivo para edifícios corporativos defasados.

E se a moda pega na Faria Lima?

Os proprietários continuam tendo poder de barganha nas negociações com inquilinos por aqui. Segundo dados da Buildings, a vacância física da região da Nova Faria Lima passou de 8,82% no segundo trimestre de 2021 para 4,72% no quarto trimestre de 2021 e já começa a se aproximar dos níveis pré-pandemia, quando a vacância da região atingiu 3,4%.

Para conferir a matéria na íntegra na Exame, clique aqui.

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