Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #78

Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 27/05 a 02/06, além de artigos e conteúdos com temas relacionados.

Usado como parâmetro para reajuste de aluguel de imóveis, IGP-M desacelera a 0,52% em maio

30/05 – Estadão

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado como parâmetro para corrigir contratos de aluguel de imóveis, arrefeceu a 0,52% em maio, após alta de 1,41% em abril. Essa informação é da Fundação Getulio Vargas (FGV) e foi divulgada na última segunda-feira, dia 30.

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

O resultado ficou em linha com a mediana da pesquisa Estadão/Broadcast, que tinha piso de 0,05% e teto de 0,67%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou de 14,66% para 10,72%, também em linha com a estimativa intermediária do levantamento. Neste ano, o indicador acumula alta de 7,54%.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil, e é bastante afetado pelo desempenho do câmbio e dos produtos de atacado.

Segundo André Bráz, coordenador de Índices de Preços da FGV, o recuo nos índices de preços ao produtor e ao consumidor refletem a desaceleração dos preços dos combustíveis fósseis.

“No índice ao produtor, o óleo diesel, combustível de maior peso, variou 3,29% em maio, ante 14,70% em abril. Já no IPC, a gasolina, combustível com maior destaque no orçamento familiar, subiu 1,01% em maio, depois de ter avançado 5,86% em abril”.

Cyrela tem projeto de R$ 400 milhões para galpões logísticos de alto padrão em Guarulhos

30/05/2022 – Valor Econômico

 A Cyrela voltou a investir no segmento de galpões logísticos por meio da Cy Capital, gestora criada em 2021. A empresa vai construir, em parceria com a incorporadora Marka Prime, 135 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) de padrão AAA (“triple A”) em quatro terrenos vizinhos em Guarulhos (SP), um investimento de cerca de R$ 400 milhões.

Imagem: Unsplash

O terreno, que pertence à Marka desde 2010 e tem 400 mil metros quadrados ao todo, está localizado antes do trevo do Bonsucesso, com acesso para as rodovias Presidente Dutra e Ayrton Senna, e próximo da Fernão Dias e do Rodoanel.

Segundo Bruno Ackermann, sócio da Cy Capital, o empreendimento será entregue em duas fases.

A primeira, de 35 mil metros quadrados, fica pronta em junho do ano que vem e está em vias de ter o contrato de locação fechado, para “built to suit” (BTS, a construção feita de acordo com a necessidade do cliente, para locações de longo prazo).

A segunda fase será entregue até o fim do mesmo ano, e a demanda não será um problema. De acordo com Adriano Theodoro, sócio-fundador da consultoria imobiliária Marmara:

“Temos procura para duas ou três vezes a área, o que estamos tentando negociar é como conseguir oferecer uma solução para as empresas que têm demanda e não podem esperar até dezembro de 2023”.

Americanas cria marca de logística integrada, com expansão de CDs e dark stores

01/06/2022 – Exame

A Americanas anunciou na última quarta-feira, 01, o lançamento da Americanas Entrega, marca que passa a reunir toda a malha logística da companhia integrada (Lojas Americanas e B2W).

Para completar a oferta dessa vertical, que já nasce com 25 centros de distribuição e mais de 200 hubs, a companhia vai abrir dois novos CDs nos estados do Pará e da Bahia, além de aumentar a quantidade de dark stores e estabelecer 50 microbases em favelas fora do eixo Rio-São Paulo até 2023.

Americanas Entrega: nova marca para logística 100% integrada do grupo (Reuters/Gustavo Lacerda)

“Trata-se de uma unidade de negócio que prioriza o uso intensivo de tecnologia e inteligência artificial na operação e permite o controle de 100% do processo de entrega, do pedido de compra do consumidor até a última milha”, afirma Welington Souza, diretor da plataforma logística da Americanas S.A.

A união de 100% da malha logística é resultado de um esforço que acontece desde 2018 dentro da companhia para combinar ativos das companhias — quando ainda atuavam de forma separada.

De 2021 para cá, já como uma única empresa, a Americanas passou a trabalhar no desenvolvimento de uma plataforma logística única, de olho em unificar estoques, otimizar sortimento, entre outras metas. Agora, com a conclusão desse processo na Americanas Entrega, o foco é competir pela entrega mais rápida.

De acordo com os dados do primeiro trimestre, já havia certa evolução, mesmo antes do anúncio da nova marca: as entregas em até 3 horas representam 34,9% do total, ante 14,3% no mesmo período do ano anterior.

Hoje, a Americanas tem 132 mil parceiros conectados na plataforma de marketplace, uma base ativa de 52 milhões de clientes e presença física em todo o Brasil, com mais de 3,5 mil lojas. 

Os novos centros de distribuição têm mais de 100 mil metros quadrados de área de armazenagem e terão capacidade de atender mais de 300 lojas físicas nas regiões Norte e Nordeste do país, além da operação do e-commerce.

“Hoje, 80% dos clientes que compram na plataforma digital estão a até 7 quilômetros de distância de uma de nossas lojas”, disse Wellington Souza. 

Com as novas estruturas, a Americanas S.A. somará mais de 1 milhão de m² de área de armazenagem próprias em todo o Brasil. Além disso, também reflete um esforço da companhia por sustentabilidade, com o primeiro CD ecoeficiente da empresa. 

Sobre as dark stores, a companhia afirma já ter mapeado mais de 300 mil m² de área disponíveis nas lojas físicas para acelerar a iniciativa. Nesse modelo, a Americanas usa lojas de todo o Brasil para a distribuição de itens que eram encontrados apenas no ambiente digital, o que acelera prazo de entrega e reduz custo de frete. 

Shoppings têm onda de aquisições, com 15 ativos e negócios de R$ 3,5 bi

02/06 – Valor Econômico

Grandes e médios shopping centers do país estão trocando de mãos nos últimos meses, num movimento muito mais relacionado à necessidade de grupos reduzirem alavancagem, e pelo surgimento de compras de oportunidade nos últimos meses, do que pela atual retomada do setor.

Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo

É um cenário comum em períodos pós-crise econômica e de juros altos, e sinaliza que, quando as condições de mercado melhorarem, novas negociações de maior porte podem ser “destravadas”, dizem empresas e associações ouvidas.

Levantamento mostra que, desde o terceiro trimestre de 2021, 15 empreendimentos foram vendidos ou estão em processo de negociação.

Com base nos valores anunciados pelas empresas nas transações pouco mais de R$ 3,5 bilhões de reais em ativos estão mudando de dono (incluindo a dívida). Ao se descontar débitos em aberto, os valores giram em torno de R$ 2,9 bilhões de reais, em transações a partir de outubro.

Entre compradores estão grupos regionais fortes, como a Partage, e entre vendedores, os destaques foram General Shopping e grupo Tenco, ambos afetados mais duramente pela crise após 2020.

“Devemos ver, no curto prazo, menos projetos greenfields [construídos a partir do zero] e mais um movimento de consolidação com a venda e compra de ativos, por razões que vão da busca por sinergias após a crise a revisões de portfólio e foco maior no ‘core’ das empresas”, diz Glauco Humai, presidente da Abrasce, a associação setorial, ao comentar a aceleração nas vendas neste ano.

A Abrasce reviu a expansão do segmento de 13,8% para 17,3% em 2022, após início de ano forte.

A maior negociação envolve a venda da participação da Aliansce Sonae em quatro negócios, em somas que podem variar de R$ 800 milhões de reais a R$ 1 bilhão de reais.

A soma considera a fatia da empresa nos ativos. A companhia deve se fundir com a BR Malls, e vem buscando, já previamente, compradores para negócios com maior risco concorrencial.

Os empreendimentos já identificados são Uberlândia Shopping (MG), Boulevard Londrina (PR), Boulevard Vila Velha (ES), e provavelmente o Caxias Shopping (RJ).

Safra vê impulso de Fundos Imobiliários com a volta aos escritórios

31/05/2022 – Suno

O Banco Safra divulgou, em relatório, o início da cobertura de Fundos Imobiliários (FIIs) do setor de lajes corporativas, deixando evidente o viés positivo no segmento.

“Esperamos uma recuperação da ocupação dos imóveis corporativos em São Paulo e no Rio de Janeiro”, afirmou em texto.

Fundos imobiliários. Foto: Pixabay

O principal m otivo do Safra para ver como promissor esse setor específico de fundos imobiliários é a volta aos escritórios após o avanço da vacinação contra a Covid-19.

Os analistas apontam que há mais demanda e procura com o crescimento das empresas, e possibilidade de aumento da oferta também nos próximos anos.

O banco também acredita que haverá desaceleração da inflação ao longo dos próximos meses, enquanto a economia brasileira ficará perto do fim do ciclo de alta na taxa básica de juros, a Selic.

Combinando todos esses fatores, pode ocorrer uma rotação de portfólio em direção aos fundos de tijolos.

Entre os fundos imobiliários recomendação pelo Safra estão: JS Real Estate (JSRE11), BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11), Prime Properties VBI (PVBI11), Vinci Offices (VINO11) e o Autonomy Edificios Corporativos (AIEC11).

Os top picks são os fundos imobiliários JSRE11 e PVBI11. “Gostamos de JSRE pelo portfólio de alta qualidade (99% de sua carteira de imóveis está exposta a prédios com classificação AAA ou AA)”, disse o banco.

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