Fato Relevante
Ao garantir 91,4 mil m² fora do eixo tradicional por R$ 1,17 bilhão, o Itaú busca eficiência de custos para suportar o retorno ao trabalho presencial e escancara a atratividade da região.
São Paulo, 18 de setembro de 2026 – O Itaú Unibanco selou oficialmente o maior contrato de locação de escritórios da história de São Paulo. Conforme matéria que trouxemos recentemente e agora, por meio de Fato Relevante divulgado pela EZ Tec e pela EZ Inc em 17 de setembro de 2026, a subsidiária Mairiporã Incorporadora assinou a locação integral do empreendimento Esther Towers.
A instituição financeira garantiu aproximadamente 91,4 mil metros quadrados de área locável na Avenida Chucri Zaidan. O acordo prevê prazo de dez anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco.
Além disso, a operação gerará uma receita estimada em R$ 1,17 bilhão na primeira década. Portanto, o banco consolida sua expansão física e deixa para trás negociações paralelas.
O peso do presencial e a estratégia de custos
A transação milionária reflete uma mudança direta nas diretrizes operacionais do banco. A partir de 2028, a empresa exigirá a presença física dos colaboradores três dias por semana, abandonando a regra anterior de oito dias mensais.
Adicionalmente, o complexo abrigará uma vertical focada em agências virtuais para atendimento digital.
A escolha da Chucri Zaidan responde à busca por grandes metragens a custos competitivos. Consequentemente, o banco contorna a escassez e os preços exorbitantes do centro financeiro tradicional.
Enquanto o preço médio pedido de locação na Faria Lima saltou de R$ 195/m² no segundo trimestre de 2023 para expressivos R$ 350/m² no mesmo período de 2026, segundo dados da Buildings, a Chucri Zaidan apresenta um valor médio muito mais atraente, de R$ 110/m².
Leia também:
– 19º Buildings Exclusive: mercado imobiliário entra em nova fase de transformação
– Do global ao local: a resiliência do mercado imobiliário em tempos de volatilidade
– 5 pontos que todo gestor deve analisar antes de investir em CRIs
Raio-X dos preços médios por m² (Corporate Classe A)
Os espaços estão mudando, as empresas têm novas demandas e algumas regiões ganham cada vez mais importância na disputa por ocupantes e investimentos. Estes temas estiveram presentes na 19ª Buildings Exclusive.
Entre os destaques, Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, trouxe o comparativo de preços de aluguel das regiões primárias da cidade:
-
Faria Lima: R$ 350/m² (2T 2026) vs. R$ 195/m² (2T 2023)
-
Pinheiros: R$ 167/m² (2T 2026) vs. R$ 145/m² (2T 2023)
-
Vila Olímpia: R$ 255/m² (2T 2026) vs. R$ 163/m² (2T 2023)
-
Paulista: R$ 153/m² (2T 2026) vs. R$ 106/m² (2T 2023)
-
Berrini: R$ 98/m² (2T 2026) vs. R$ 91/m² (2T 2023)
-
Chucri Zaidan: R$ 110/m² (2T 2026) vs. R$ 95/m² (2T 2023)
-
Chácara Santo Antônio: R$ 83/m² (2T 2026) vs. R$ 59/m² (2T 2023)
A virada histórica da Chucri Zaidan no mercado corporativo
De acordo com levantamentos da Buildings, apresentando durante o 19º Buildings Exclusive, em São Paulo (16/09), a Chucri Zaidan vive uma recuperação estrutural acelerada. Leia também: 19º Buildings Exclusive: mercado imobiliário entra em nova fase de transformação
A taxa de vacância da região despencou de forma expressiva nos últimos anos.
O índice caiu de 32% no segundo trimestre de 2023 para 24% em 2024, atingindo 17% em 2025 e alcançando o patamar de 13% no segundo trimestre de 2026.
Além disso, a região registrou movimentações ativas em 11 edifícios durante o ano de 2026 (até agora), consolidando seu dinamismo.
Paralelamente, a atividade construtiva da região demonstra fôlego para absorver novas demandas.
A Chucri Zaidan soma 90.890 m² de novos projetos Corporate Classe A em construção no segundo trimestre de 2026.
Nesse sentido, a região aproxima-se dos volumes observados em polos consolidados, como Pinheiros (107.500 m²), Chácara Santo Antônio (111.200 m²) e Nova Faria Lima (111.900 m²). Desse modo, a megaocupação do Itaú confirma a força do vetor sul corporativo paulistano.
Deixe uma resposta