Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #81

Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 17/06 a 23/06, além de artigos e conteúdos com temas relacionados. Para se inscrever no canal da Buildings no Youtube, clique aqui.

Setor de shoppings começa a se recuperar com reajustes de aluguéis, diz Fitch

22/06 – Valor Econômico

O setor brasileiro de shopping centers tem apresentado uma rápida recuperação, que deve ser consolidada ao longo de 2022. Essa recuperação está apoiada na elevada cobrança de aluguel, apesar do cenário econômico desafiador no Brasil, informa a agência de classificação de risco Fitch Ratings, em relatório.

Vista de shopping da Iguatemi — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

Segundo a agência, os operadores de shopping centers conseguiram reduzir os descontos dos aluguéis, concedidos durante a pandemia. Além disso, conseguiram ajustar os valores, com a inflação de dois dígitos no Brasil contribuindo para maiores reajustes, ao mesmo tempo em que tem efeito limitado nos custos.

Após dois anos de performance mais fraca devido à pandemia, as vendas dos locatários ultrapassaram os patamares de 2019, em 5% a 15%, no grupo de empresas avaliadas pela Fitch desde o quarto trimestre de 2021 — Aliansce Sonae, BR Malls, Iguatemi e Multiplan.

Os custos de ocupação dos locatários permaneceram relativamente estáveis, apoiados pela qualidade e boa localização de seus ativos. A média do custo de ocupação reportado pela carteira da Fitch foi de 14% no primeiro trimestre de 2022, ligeiramente acima da média histórica de 12%, mesmo em meio a condições macroeconômicas fracas.

A agência projeta geração de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) maior em 2022 ante 2019, ou ao menos no mesmo patamar, incorporando elevadas taxas de ocupação de 95% e inadimplência líquida abaixo de 5%.

Para 2022, a Fitch projeta Ebitda sobre despesa financeira líquida acima de 2,5 vezes para a carteira de shoppings. 

Startup americana Sezzle chega ao Brasil para acelerar as vendas de PMEs

21/06 – Ecommerce Brasil

O setor varejista acaba de ganhar um player de peso no Brasil, a Sezzle.

A startup americana, que foi adquirida recentemente pela Zip, desembarca no país com o objetivo de acelerar as vendas de pequenos e médios lojistas.

Ela também promete facilitar a compra para o cliente final, oferecendo o verdadeiro “ ” (BNPL) — em português, “compre agora, pague depois”.

Da esquerda para direita: Tiago Cajahyba (CTO), João Pedro Teles (CEO), Carlos Leão (CFO) e Leo Villanova (CMO). Crédito: Marcelo Paulista

Fundada por investidores americanos, a startup se tornou uma das maiores plataformas de BNPL do mundo.

“O conceito de BNPL é muito difundido em países como Austrália e Estados Unidos, e vem ganhando força também na Europa. No Brasil, ainda há muitas discussões sobre o tema e um grande espaço para crescer, por isso, nosso primeiro passo de expansão foi aqui”, destaca Charlie Youakim, CEO da Sezzle americana.

A proposta da Sezzle para o Brasil é focar nas PMEs, pois sua solução permite que elas ofereçam mais uma opção de pagamento parcelado na hora do fechamento da compra.

Segundo João Pedro Teles, CEO da Sezzle Brasil:

“Os lojistas que aderirem a Sezzle terão acesso a uma proposta D+1 em que o cliente final paga em 4 parcelas, mas recebe o valor da compra já no dia seguinte, impactando diretamente no aumento do seu fluxo de caixa. Além disso, faz com que eles tenham uma operação à vista, com possibilidade de oferecer descontos especiais para os clientes, enquanto todo o risco de fraude e inadimplência, além da gestão do recebimento de parcelas fica por conta da Sezzle”.

Nos Estados Unidos, a empresa possui mais de 45 mil varejistas ativos e mais de 9 milhões de consumidores na base.

Novo centro de distribuição da Petz é aposta de expansão no Nordeste, Centro-Oeste e Norte

17/06 – Portal Terra

Em março deste ano, pela primeira vez na história da Petz, varejista líder de mercado de produtos para animais de estimação, as vendas das lojas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste responderam por mais da metade do faturamento total da rede.

Elas superaram a participação dos pontos de venda no Estado de São Paulo que, até então, era o principal mercado da companhia.

Esse foi o sinal verde para que a varejista investisse no primeiro centro de distribuição (CD) fora do território paulista, a fim de apoiar o plano de expansão para outras regiões do País.

Imagem: Unsplash

Neste ano serão abertas 50 lojas, uma marca recorde. Deste total, dois terços dos pontos de venda serão inaugurados em mercados onde a varejista não está e o restante em praças do Sudeste, nas quais tem forte presença.

Hoje a varejista tem 185 lojas físicas, das quais 54% no Estado de São Paulo. Dois anos atrás, 65% dos pontos eram paulistas.

O novo CD, que vai sustentar a etapa de expansão nacional da Petz e tem como alvo cidades com mais de 100 mil habitantes, começa a funcionar na segunda quinzena deste mês, no município de Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). 

Com de 8,5 mil metros quadrados de área, é bem menor que os outros da companhia: um em Embu (SP), com 35 mil metros quadrados, e outro em Mauá (SP), de 13 mil metros quadrados.

No galpão alugado dentro de um condomínio logístico e que comporta expansões, a varejista investiu R$ 6 milhões de reais para colocar o novo CD em operação.

Fundo imobiliário oferece chance de ganho para 2023

21/06 – Valor Econômico

Com a sinalização pelo Banco Central de que o ciclo de alta da taxa básica pode terminar no terceiro trimestre, o segmento de FIIs mostra uma tendência de estabilização após a forte queda vista entre 2020, no início da pandemia, e o fim de 2021, período em que o Ifix acumulou baixa de 14,6%.

Neste ano até 20 de junho, o Ifix, que acompanha a variação de um portfólio dos principais FIIs listados, apresenta leve alta de 0,23%.

A análise mensal mostra que o referencial passou a ficar mais estável a partir de março, quando subiu 1,42%, com a sinalização do BC de que os aumentos na Selic estavam se aproximando do fim.

Entre abril e maio, o indicador manteve o passo e ganhou 1,19% e 0,26%, respectivamente. Com as altas conseguiu reverter o sinal negativo para um ganho acumulado em cinco meses de 0,56%.

Em junho, no entanto, as pressões inflacionárias acima do esperado voltaram a pesar no Ifix. Com isso, em 20 dias do mês, o referencial tem queda de 0,33%, mas se mantém no território positivo no acumulado do ano.

Na visão de Leonardo Abrahão Nascimento, gestor da Urca Capital “o pior já passou” e, daqui para a frente, o segmento vai passar por um período de rearranjo.

A perspectiva de uma reacomodação gradual do mercado abre oportunidade de entrada em algumas categorias de fundos imobiliários, segundo gestores. São os casos de shopings centers e lajes comerciais para o investidor que busca ganho de capital em um horizonte de longo prazo.

Ainda que os preços das cotas possam cair um pouco mais devido a uma eventual extensão do ciclo de aperto monetário, a maior parte da queda, provavelmente, ficou para trás.

A maioria dos “FIIs de tijolo”, ativos físicos como edifícios, galpões e shoppings, é negociada com desconto. O conjunto de fundos listados na B3 exibia em maio um valor de mercado 25,17% menor que o patrimonial.

Quando a situação se normalizar, existe potencial para um ganho médio da mesma magnitude da defasagem entre as duas avaliações.

Há, no entanto, potencial de valorização ainda maior. Isso porque nos momentos de maior demanda a situação era a inversa, ou seja, o valor de mercado dos fundos listados ultrapassava em mais de 10% o valor patrimonial.

Em janeiro de 2013, por exemplo, o valor das cotas negociadas na bolsa superava em 10,35% o patrimônio líquido dos fundos.

Fundos imobiliários fecham com alta de 0,07% na última terça-feira, 21

21/06 – Money Times

O Ifix, índice de referência do mercado de fundos imobiliários (FIIs), encerrou a sessão da última terça-feira com alta de 0,07%, aos 2.813 pontos. Com o resultado, o indicador diminui o prejuízo acumulado em junho, mas ainda apura desvalorização de 0,26%.

Imagem: Reprodução/Banco Ourinvest.

O destaque da sessão foi o fundo de recebíveis Ourinvest JPP (OUJP11), com alta de 2,69%, acompanhado do Bluemacaw Logística, que valorizou 2,61%.

Já o Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11), fundo com exposição ao setor funerário, registrou a pior performance do dia, com queda de 2,97%.

Para conferir as maiores altas e as maiores quedas, acesse a matéria.

 

 

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