São Paulo consolida liderança em escritórios premium da América do Sul, aponta estudo

São Paulo reúne os escritórios mais sofisticados da América do Sul, impulsiona projetos corporativos de alto padrão e reforça seu papel como principal porta de entrada para multinacionais.

São Paulo fortaleceu sua posição como principal destino de multinacionais que buscam expandir operações na América Latina. Além de concentrar sedes regionais e investimentos estrangeiros, a cidade abriga hoje o mercado de escritórios mais sofisticado da América do Sul, segundo o levantamento Global Office Fit-out Cost Guide 2026, da Turner & Townsend, publicado na Exame.

O estudo mostra que o custo para implantar escritórios corporativos de alto padrão na capital paulista avançou de US$ 2.478 para US$ 2.950 por metro quadrado em apenas um ano.

Ainda assim, o valor permanece abaixo dos registrados em Buenos Aires, Santiago e Montevidéu, o que amplia a competitividade do mercado local.

Por conseguinte, o avanço das multinacionais elevou a procura por ambientes corporativos mais modernos, tecnológicos e preparados para novas formas de trabalho.

Nesse contexto, os projetos do tipo CAT B ganharam protagonismo ao incorporar mobiliário, tecnologia, espaços colaborativos e soluções voltadas ao bem-estar dos colaboradores.

Além disso, as empresas passaram a enxergar os escritórios como ferramentas estratégicas para atração e retenção de talentos. Por isso, cresce a busca por edifícios com infraestrutura avançada, certificações ambientais e recursos preparados para aplicações de inteligência artificial.

Segundo a Turner & Townsend, São Paulo lidera na América do Sul a adoção de ambientes corporativos voltados para IA, fator que reforça sua posição entre os mercados mais desenvolvidos da região.

Buenos Aires lidera custos, mas São Paulo oferece maior competitividade

Embora ocupe a quarta posição no ranking latino-americano de custos de implantação, São Paulo apresenta vantagens estruturais importantes.

Buenos Aires lidera a lista com custo médio de US$ 5.861,80 por metro quadrado, seguida por Santiago, com US$ 3.321,60, e Montevidéu, com US$ 3.187.

A diferença entre Buenos Aires e São Paulo supera US$ 2.900 por metro quadrado. Em um projeto corporativo de 4.294 m², essa distância representa mais de US$ 12 milhões no investimento total.

Por outro lado, a capital paulista combina liquidez imobiliária, ampla rede de fornecedores especializados e forte presença de empresas globais.

Esse conjunto favorece a implantação de operações corporativas em larga escala e sustenta o interesse de investidores internacionais.

No tocante ao preço médio pedido de locação, segundo dados da Buildings, São Paulo teve um crescimento de aproximadamente 9,7% em relação ao valor de um ano atrás. No primeiro trimestre de 2025, o valor médio de aluguel era R$ 113,30 para imóveis de alto padrão. Agora, está custando R$ 124,45 (1T/2026).

Ao mesmo tempo, a taxa de vacância despencou de 17,8% no 1T de 2025 para 13,3% agora, um queda de 4,5 pontos percentuais.

Ainda segundo a Buildings destaca-se a absorção líquida de 80 mil m² no último trimestre, de uma sequência positiva de 12 trimestres seguidos.

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Regiões Triple A seguem no radar das grandes empresas

A demanda crescente por escritórios premium reforça a procura por imóveis Triple A em regiões como Faria Lima, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Berrini e Chucri Zaidan.

Consequentemente, a ocupação dos melhores edifícios continua avançando, enquanto os aluguéis permanecem sustentados pela escassez de espaços de alta qualidade.

Ao mesmo tempo, o Brasil demonstra maior capacidade para enfrentar desafios na cadeia de suprimentos. Ainda assim, materiais tecnológicos importados seguem pressionando os custos de projetos corporativos mais sofisticados.

Dessa forma, o movimento de expansão das multinacionais fortalece não apenas o mercado de locação, mas também o padrão dos investimentos realizados dentro dos escritórios, consolidando São Paulo como o principal hub corporativo da América Latina.

Matéria completa na Exame

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