VINO11 é apontado por especialistas como exemplo de recuperação do setor de lajes corporativas

Imagem: Unsplah

 

Em artigo publicado no site FIIs.com.br, o FII VINO11 dá sinais de recuperação.

Os fundos de lajes corporativas, que investem em ativos do segmento de escritórios, estão na rota da recuperação econômica. Desde o início da pandemia em 2020, o setor sofreu muito, principalmente o segmento de lajes corporativas. Com o aumento do teletrabalho, muitas empresas incentivaram o home office, desocupando os escritórios até em regiões com alta concentração de ativos.

De acordo com o economista Samy Dana, os sinais agora são mais positivos.

“Tudo indica que estamos vendo sinais de recuperação, pois muitos já voltaram a trabalhar presencialmente, ainda que não em força total”.

Na visão de Dana, essa movimentação de retorno aos escritórios, ainda que em formato híbrido, é um ponto positivo para o setor:

“Segundo relatório da consultoria imobiliária Newmark, o ano 2021 terminou com o melhor resultado de locação desde 2017. Isso mostra que as atividades desses FIIs vêm retomado os índices pré-pandemia, o que significa que estamos num período de novas locações”, pontuou o economista.

Arthur Viera de Moraes, da Revista Exame, também acredita na recuperação dos FIIs de lajes corporativas.

“A ocupação de escritórios cresce desde o último trimestre de 2021, reduzindo a vacância do setor. Já os contratos vigentes são reajustados pela inflação, de forma que os bons fundos tendem a entregar rendimentos ligeiramente maiores”, afirmou o especialista em FIIs.

VINO11: um FII em recuperação?

No início do mês de março, o fundo gerido pela Vinci Partners divulgou seu relatório gerencial. O VINO11 anunciou a distribuição de rendimentos no valor de R$ 0,34 por cota. Só em 2022, o fundo fechou os últimos meses distribuindo cerca de R$ 0,50 por cota de resultado acumulado.

Neste caso, o resultado do VINO11 em fevereiro foi de R$ 4,9 milhões, sendo que a receita proveniente dos imóveis totalizou R$ 7,48 milhões.

Embora o nível de alavancagem do fundo seja considerado elevado – com R$ 506,5 milhões em obrigações referentes a aquisições de imóveis a prazo – a gestora disse que o fundo reduziu o risco do VINO11.

Em conversa com o analista Marcos Baroni da Suno, Erica Souza, gestora do fundo, disse “a gestão trouxe uma operação que diminuiu o risco do fundo, migrando de um portfólio que tinha um 41% de contratos atípicos para um portfólio de 72% de contratos atípicos”.

Além disso, o fundo possui uma taxa de ocupação média de 95,8%, que está acima da média do mercado, que é de 73%. Ou seja, avacância do fundo está em níveis bem baixos, demonstrando que o segmento de lajes segue forte.

Com isso, o VINO11 aumentou sua parcela de contratos atípicos e segue com baixa vacância.

A Buildings fez um vídeo sobre esse fundo, disponível em nosso canal no Youtube. Confira abaixo:

Artigo publicado no site FIIs.com.br

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