Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #68

Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 18/03 a 24/03, além de artigos e conteúdos com temas relacionados.

Grandes locações confirmam a recuperação do mercado de escritórios

22/03 – Revista Buildings

Lá no início da pandemia, em março de 2020, vimos o mercado imobiliário corporativo em São Paulo ser acometido por devoluções de espaços. As incertezas para o setor de alto padrão de imóveis comerciais vieram, também, pelo aumento da taxa de vacância. Agora, no entanto, o cenário é outro, e não seria exagero dizer que o período de retração do mercado ficou no passado.

O destaque do momento são três grandes locações de espaços comerciais em regiões consolidadas da capital paulista. Essas locações confirmam a recuperação do mercado imobiliário corporativo neste primeiro trimestre do ano.

De acordo com dados do CRE Tool, a maior plataforma de dados imobiliários do Brasil, a empresa Kavak locou 9 mil m² no Parque da Cidade (o maior complexo multifuncional da cidade), localizado na Avenida Dr Chucri Zaidan, pertencente ao portfólio da BR Properties;

A empresa BeFly Turismo locou 8500 mil m² no Paulista Star (localizado no Jardim Paulista), pertencente ao portfólio do CSHG Real Estate;

E as Lojas Riachuelo locaram 6300 mil m² no Pinheiros One (localizado no Butantã), pertencente ao portfólio da Barzel Properties.

Para Nessim Sarfati, sócio-fundador da Barzel Properties, o mercado de escritórios tem de fato reagido nestes últimos meses.

“Tenho visto um crescimento na demanda por locações. No final de 2021, a Barzel locou 15 mil m² de escritórios e já nesse início de 2022, fechamos 4 novos contratos e ainda temos outros em vias de assinatura. Noto que o retorno aos escritórios se iniciou com empresas de pequeno e médio porte e acredito que a partir de agora haverá uma forte demanda de empresas de grande porte, como foi o caso da Riachuelo no Pinheiros One, apontando para uma recuperação gradual e sólida do mercado”.

Aeroporto de Guarulhos vai receber R$ 100 milhões para ampliar o terminal de cargas

22/03 – Jornal do Comércio

A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quer ampliar sua participação no transporte de cargas no Brasil. De um grande conector de passageiros, o aeroporto quer se tornar um hub de cargas.

Aeroporto de cargas de Guarulhos. Foto: Divulgação

Para isso, deve iniciar no segundo semestre deste ano a ampliação de seu terminal de cargas, que receberá três novos galpões em uma área de 60 mil metros quadrados.

O investimento deve ficar entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões de reais e será feito pela Brookfield. Atualmente, o Teca, como o terminal de cargas é chamado, tem 145 mil metros quadrados. Os novos galpões ampliarão a área em cerca de 25%.

Para o diretor comercial da concessionária, a experiência na gestão de passageiros dá condições de o terminal avançar no segmento de cargas. Segundo o diretor comercial da concessionária, João Pita.

“É inegável, quando você está em qualquer lugar do mundo, que Guarulhos está em uma posição central no transporte de passageiros. Se somos capazes de fazer isso com passageiros, certamente vamos ser capazes de fazer na carga. E ela não se queixa de passar horas esperando”.

Recompras de ações: anúncios subiram mais de 45% no ano passado; imobiliário foi destaque, diz MZ

21/03/2022 – InfoMoney

Segundo levantamento da MZ, com a queda de quase 12% em 2021 do Ibovespa, as empresas aproveitaram a baixa do valor de mercado e ampliaram os anúncios sobre recompras de ações em 45% no ano passado em relação a 2020.

Imagem: Getty Images

De acordo com o estudo, 107 empresas arquivaram 144 documentos sobre recompra de ações em 2021 na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso ocorreu dentre um universo de mais de 300 empresas acompanhadas pela MZ. Um ano antes foram 74 empresas.

As companhias abertas consideram a abertura de programas de recompras de ações nos momentos em que consideram que o preço de seus papéis em circulação na bolsa estão desvalorizados demais. Assim, quando o valor se recuperar, mais para frente, podem vender essas ações novamente.

Entre os anúncios, 78,5% deles referiram-se ao início ou a renovação dos planos de recompra. Agosto foi o mês em 2021 com mais arquivamentos, totalizando 29, seguido pelo último mês do ano: 21 arquivamentos. Novembro ficou em terceiro lugar com 19 arquivamentos.

O setor imobiliário apresentou o maior número de arquivamentos de recompra de ações, contabilizando 25 no total, seguido pelo setor de máquinas, equipamentos, veículos e peças com 15. Tecnologia aparece na sequência com 14 arquivamentos.

58% dos profissionais do país consideram adotar trabalho híbrido ou remoto

24/03/2022 – Conjur

Pesquisa realizada pela Microsoft com 31 mil pessoas em 31 países mostra que a visão dos trabalhadores sobre os moldes de trabalho tradicionais mudou ao longo da pandemia de Covid-19 no Brasil e no mundo.

De acordo com o estudo, 58% dos profissionais brasileiros consideram mudar para o formato híbrido ou totalmente remoto ao longo de 2022.

Imagem: FreePik

Denominado “Grandes Expectativas — Permitindo que o Trabalho Híbrido Funcione”, o levantamento aponta também que, no mundo todo, 57% dos profissionais que atuam em diversas áreas têm a intenção de mudar para o trabalho híbrido, enquanto 51% daqueles que já atuam de forma híbrida expressam desejo de mudar para o regime remoto.

Além disso, para 53% dos entrevistados, o bem-estar e a saúde passaram a ser fatores mais importantes do que o trabalho na comparação com os tempos pré-pandemia.

No Brasil, em particular, a importância dada e esses dois fatores foi uma das maiores, com um índice de 71% dos participantes da pesquisa apontando maior preocupação com ambos do que em relação ao período anterior a Covid-19.

O estudo indica ainda que para 38% dos trabalhadores que aderiram ao trabalho híbrido o maior desafio é saber quando e por qual motivo se deve comparecer presencialmente ao local de trabalho.

Diante dessas tendências, muitas empresas que decidirem manter o trabalho remoto ou híbrido terão o desafio de criar novos guias e novas práticas adequadas para esses novos modelos de trabalho.

Bons e baratos: quatro fundos imobiliários de “tijolo” para diversificar a carteira com descontos de até 23%

23/03/2022 – Info Money

Com a expectativa de uma elevação ainda maior da inflação e dos juros, os fundos imobiliários de “papel”, que investem em títulos de renda fixa, ganharam ainda mais destaque nas últimas semanas.

Imagem: FreePik

Mas especialistas chamam a atenção para a importância da diversificação do portfólio. Com isso, reservar um espaço da carteira para os fundos de “tijolo”, que investem diretamente em imóveis, pode ser um bom negócio.

Para facilitar a vida do investidor, especialistas selecionaram quatro fundos imobiliários de “tijolo” para quem quer renda passiva e oportunidades de ganho de capital. Entre as sugestões, há FIIs com descontos de até 23%, considerando o indicador P/VPA (preço sobre o valor patrimonial).

Vamos a eles?

O primeiro em destaque é o VBI Prime Properties (PVBI11)

Com patrimônio de R$ 1 bilhão de reais, a carteira do VBI Prime Properties conta com quatro edifícios localizados em áreas nobres para o segmento de lajes corporativas, como a Avenida Brigadeiro Faria Lima, no chamado coração financeiro de São Paulo (SP).

Atualmente, o fundo conta com inquilinos como Prevent Senior e Johnson & Johnson e 79% dos contratos vencem a partir de 2025.

O próximo é o VBI Logístico (LVBI11)

O VBI Logístico tem área bruta locável (ABL) de 456 mil metros quadrados, dividida em dez galpões classificados predominantemente como de alta qualidade.

Um dos especialistas destaca que 43% da receita do fundo tem origem em imóveis localizados até 30 quilômetros da capital paulista, região considerada nobre para o segmento. A carteira também tem operações em Extrema (MG), outro importante corredor logístico do País.

“Quase 60% dos inquilinos são dos segmentos logístico e de e-commerce, setores considerados resilientes mesmo em períodos de crise, como a gerada pela pandemia”, aponta um dos especialistas.

O próximo fundo é CSHG Renda Urbana (HGRU11)

Entre os fundos indicados pelos especialistas, o CSHG Renda Urbana é o que apresenta o menor desconto, com um P/VPA de 0,96.

Segundo uma analista da XP, o fundo tem um perfil híbrido e poderia investir em imóveis como supermercados, lojas comerciais, agências bancárias e universidades, além de títulos como certificados de recebíveis imobiliários (CRI).

Com locatários ligados ao varejo, também considerado um segmento resiliente, 83% da receita gerada pelo fundo tem origem em contrato atípicos, ou seja, contratos com prazos maiores,

Por último, há o HSI Malls (HSML11)

Um dos segmentos mais afetados pelas restrições impostas pela pandemia nos últimos dois anos, os fundos imobiliários de shoppings iniciaram 2022 sinalizando recuperação e o setor projeta crescimento de 13% nas vendas este ano.

Em dezembro, o HSI Malls registrou resultado expressivo, com crescimento de 34% nas vendas por metro quadrado e de 26% no resultado operacional líquido dos imóveis.

Com ABL de 166 mil metros quadrados, o portfólio do fundo é composto por seis shopping centers em quatro estados.

Na lista dos fundos de “tijolo” elaborada pelos especialistas do Liga de FIIs, o HSI Malls é o que apresenta o maior desconto, 23%.

ARTIGOS BUILDINGS

Nesta semana publicamos artigo sobre as locações que ocorreram em SP e que demonstram a recuperação do mercado de escritórios.

E você também pode conferir o artigo Fundos imobiliários como a melhor opção (ainda) para os entrantes na renda variável.

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