Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Minas Gerais reduziu a vacância para o menor nível entre os principais mercados do país, enquanto Santa Catarina manteve elevado o ritmo de novos empreendimentos.
São Paulo, 28 de julho de 2026 – Minas Gerais iniciou o segundo trimestre de 2026 com indicadores ainda mais sólidos no segmento de condomínios logísticos de alto padrão (Classe A e A+).
Dados da Buildings apontam que o estado registrou absorção líquida positiva de 115,9 mil m², praticamente o dobro do trimestre anterior, quando havia alcançado 59,5 mil m².
Esse resultado reforça a demanda consistente por empreendimentos modernos e bem localizados.
Ao mesmo tempo, o setor adicionou 37 mil m² de novo estoque, impulsionado pela entrega do Condomínio Logístico RAF. Com isso, o estoque total chegou a 3,8 milhões de m², distribuídos em 86 condomínios Classe A e A+.
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Logística ganha força: vacância atinge um dos menores níveis do país
O principal destaque, entretanto, ficou para a taxa de vacância. O indicador caiu de 4,8% para apenas 2,72%, consolidando Minas Gerais como um dos mercados logísticos mais aquecidos do Brasil. Muito abaixo da média nacional.
Esse movimento evidencia que a oferta já supera a demanda. Além disso, demonstra que novos empreendimentos encontram ocupação rapidamente, reduzindo os espaços disponíveis para locação.
A atividade construtiva também avançou no estado mineiro e alcançou 290 mil m², acima do volume observado no trimestre anterior.
O crescimento sinaliza confiança dos desenvolvedores na continuidade da demanda, embora em ritmo mais controlado que outros mercados nacionais.
Outro indicador que acompanhou esse cenário foi o preço médio pedido, que passou de R$ 27,96 para R$ 28,60 por m². Assim, essa valorização reflete a baixa disponibilidade de áreas e a procura por ativos logísticos de alto padrão.
Santa Catarina amplia estoque e mantém forte ritmo de expansão
Santa Catarina também segue entre os mercados mais dinâmicos do setor logístico brasileiro. Segundo a Buildings, o estado catarinense encerrou o período com 1,9 milhão de m² de estoque de alto padrão (Classe A e A+), distribuídos em 55 condomínios logísticos.
O maior destaque ficou para a entrega de aproximadamente 200 mil m² de novo estoque, volume bastante superior aos 74,5 mil m² registrados no trimestre anterior.
O crescimento amplia a oferta de ativos modernos e acompanha o avanço da demanda na região Sul.
Ao mesmo tempo, a atividade construtiva permaneceu em patamar elevado e atingiu 883 mil m². O volume confirma o interesse contínuo de investidores e incorporadores pelo mercado catarinense.
Por outro lado, a entrada expressiva de novos empreendimentos elevou temporariamente a taxa de vacância para 12,76%, ante 6,89% no trimestre anterior.
Ainda assim, esse comportamento acompanha o ciclo natural de expansão do setor, que tende a absorver gradualmente os espaços recém-entregues.
A absorção líquida permaneceu positiva, somando 58 mil m² no período. Embora inferior aos 120 mil m² registrados anteriormente, o resultado demonstra que a demanda continua ativa, mesmo diante do aumento da oferta.
Além disso, o preço médio pedido avançou de R$ 27,30 para R$ 28,00 por m², indicando que os empreendimentos de maior qualidade seguem sustentando a valorização dos ativos.
Cenários distintos reforçam a força dos mercados regionais
O que se observa é que, enquanto Minas Gerais opera com vacância historicamente baixa e demanda aquecida, Santa Catarina amplia sua capacidade instalada para atender à expansão das operações logísticas nos próximos anos.
Em conjunto, os resultados mostram que os mercados regionais continuam atraindo investimentos, fortalecendo a descentralização da logística brasileira e ampliando as oportunidades para ocupantes e desenvolvedores em diferentes polos econômicos do país. Para conhecer todos os indicadores do setor logístico no Brasil inteiro, acesse o Buildings CRE Tool
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