Adoção do trabalho híbrido promove mudanças na rotina dos escritórios

Imagem: FreePik

 

Da Redação

O que tem se visto nos últimos meses é a volta dos profissionais ao mercado de trabalho com a reabertura dos escritórios. Isso tem acontecido, entretanto, com um diferencial nas grandes empresas: muitas delas estão de cara nova, tanto no que diz respeito ao espaço físico quanto à dinâmica de trabalho.

Com as mudanças que a pandemia trouxe, entre elas a adoção do trabalho remoto e presencial fixo (modelo híbrido), os espaços mudaram. Muitos passaram a apostar em layouts que estimulam novas formas de interação e colaboração entre os funcionários, clientes e gestores.

Prova disso é uma pesquisa da consultoria KPMG, realizada com 361 companhias no Brasil. Ela indica que 38% das grandes empresas reduziram o tamanho do ambiente de produção durante o confinamento social. A pesquisa foi respondida por empresas dos setores de varejo, energia e tecnologia. Estas disseram que pretendem manter o novo formato de seus ambientes de trabalho mesmo após a vacinação em massa (e fim da pandemia).

Quanto ao espaço físico, 14% passaram por uma redução nas lajes, mas esperam retomar as metragens anteriores. Para a maioria dos gestores, a mudança é mais relevante na forma como as áreas são usadas do que na quantidade de pavimentos que deixam de ser ocupados pelas organizações.

Novo modelo de trabalho é realidade

Ao Valor Econômico, Fábio Barbagli, vice-presidente de RH da PepsiCo Brasil explicou:

“Desde o início do nosso projeto de reforma, queríamos proporcionar aos funcionários um espaço onde eles quisessem ficar, que potencializasse a criatividade e a conexão, além de transmitir uma sensação de estar em casa. Hoje, temos um escritório mais eficiente, que promove o bem-estar por meio de elementos de decoração, paisagismo e cores”.

A dona de marcas como Doritos e Toddy reabriu as portas da empresa em março deste ano, com um novo visual das salas de trabalho.  Com mais de 12 mil empregados, cerca de 10% são da área administrativa e atuam de forma flexível, sem a obrigatoriedade de dias de presença no escritório.

A proposta contempla cinco andares que a empresa ocupa no edifício JK 180, no bairro paulistano da Vila Olímpia, em uma área de 4,2 mil metros quadrados. Com a reformulação, passou a oferecer no local pouco mais de 600 postos de trabalho. Anteriormente, eram dez andares ocupados, com capacidade para 1,2 mil pessoas.

“Mesmo antes da pandemia, já estimulávamos o home office pelo menos uma vez por semana.”

De acordo com Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, o retorno dos colaboradores aos escritórios e toda essa movimentação das empresas, serve para constatar que o aquecimento e a retomada do setor de imóveis comerciais está ocorrendo.

“Os escritórios permanecem e dificilmente deixarão de ser uma realidade para as empresas. Mesmo as de tecnologia, mais propensas ao modelo home office, não devolveram seus escritórios em regiões consolidadas de São Paulo. Outras até expandiram seus espaços e a região da Nova Faria Lima, por exemplo, continua cobiçada”, ressalta.

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Mais autonomia e poder de decisão

O que toda essa mudança aponta, segundo Barbagli, é uma nova forma de trabalhar com mais autonomia e poder de decisão para as equipes. Não se trata de uma simples “liberação” dos escritórios:

“Elas podem escolher o ambiente em que vão trabalhar e a experiência que querem ter”, destaca.

Os ambientes foram desenhados para serem colaborativos, com áreas para criação, conexão, colaboração e celebração. A tecnologia também faz parte desse novo processo, afinal, por meio de um aplicativo, os funcionários reservam mesas e pontos de reunião. Há zonas de convívio, espaços para cafés, sofás para pequenos grupos, e salas para reuniões internacionais, com estrutura para videoconferências.

“Sem espaços predeterminados, o intuito é transmitir uma companhia mais ágil e menos hierárquica. Muitos executivos têm aproveitado o espaço para conhecer seus times, pois várias pessoas entraram na companhia no período em que o escritório estava fechado por causa da pandemia mais acentuada.”

Com informações do Valor Econômico

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