As transformações nos escritórios e o ar que você respira no trabalho

Foto: Daikin

A renovação do ar deixou de ser uma dicotomia e integrou o pacote de soluções das empresas.

Para entender como um equipamento de ar-condicionado funciona, em linhas gerais, ele absorve o calor do ambiente, através do ar que passa por uma serpentina, cujo fluido se encontra em baixa temperatura e pressão.

Os aparelhos de ar-condicionado possuem filtros para conseguir reter algumas partículas do ambiente, com o objetivo de manter o equipamento limpo e, nos casos de filtros especiais, longe das pessoas que estão no ambiente (os colaboradores das empresas).

Durante os primeiros meses da pandemia – e diante de tantas incertezas reverberando na mente das pessoas, muito se perguntava se o ar-condicionado das empresas, e também em residências e hotéis, seriam capazes de manter o ambiente seguro da contaminação (ou proliferação) do novo coronavírus.

Seja como for, uma coisa é fato: as empresas passaram a olhar para esse equipamento com mais preocupação e importância com o advento da crise sanitária. Nesse sentido, a pandemia colaborou para que o mercado passasse a oferecer soluções melhores e mais seguras.

Conhecendo o mercado de soluções para ar condicionado

Líder global em soluções para ar condicionado, a Daikin é uma empresa de origem japonesa, fundada em 1924, que está presente com sua linha de produtos há mais de 10 anos no Brasil. Além disso, passou, a partir de abril de 2011, a atuar com equipe própria em terras brasileiras – justamente para atender à demanda nacional mais de perto.

A empresa evoluiu seus produtos até ser reconhecida mundialmente por possuir as soluções em ar-condicionado mais eficientes e econômicas do mercado.

A empresa vem transformando o mercado com o fluido refrigerante R-32, cuja linha Split Inverter está classificada com o Selo A de eficiência do novo teste do INMETRO e também novo selo Procel.

“Na esteira do aumento nos segmentos residenciais, por conta da implantação do home office, de supermercados e da saúde, a busca por soluções em ar-condicionado teve um crescimento exponencial, compensando os baixos resultados nos consolidados mercados de escritórios e comercial. Para aplicações em ambientes de uso coletivo, a renovação de ar deixou de ser uma dicotomia e integrou o pacote de soluções”, avalia o Engenheiro João Manuel Aureliano, Gerente de Engenharia de Aplicação da Daikin Brasil.

Líder de mercado e pioneira nas principais inovações tecnológicas, a Daikin inventou o sistema Volume de Refrigerante Variável (VRV) em 1982 e, em 2006, com a aquisição da OYL Industries Berhard, ampliou e ganhou novas áreas de negócios com os produtos da McQuay (Applied) e da American Air Filter (AAF).

Leia também:
– As lajes corporativas e o fim do home office são tema de evento
– Certificação focada no usuário, Innova conquista ISO 41001
– Design focado no colaborador: a inclusão de experiência no design corporativo

Pandemia protagoniza maior procura por soluções em ar condicionado

A Buildings conversou com o Engenheiro João Manuel Aureliano da Daikin Brasil, a fim de entender como sustentabilidade e tecnologias na qualidade do ar se aplicam às soluções que a Daikin oferece.

Engenheiro João Manuel Aureliano da Daikin Brasil. Foto: Daikin

O Gerente de Engenharia de Aplicação ressalta que a empresa se propõe a entregar o que há de melhor em tecnologia em ar-condicionado.

“Disponibilizamos quatro pilares de uma solução completa para qualidade do ar: ventilação, limpeza, monitoramento e eliminação. Além disso, também buscamos entender como as empresas olhavam para a qualidade do ar antes da pandemia e como elas passaram a enxergar essa demanda depois do período mais acentuado da crise”, diz.

Para atender melhor seus clientes e usuários, a empresa tem escritórios em São Paulo/SP, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Brasília/DF e Porto Alegre/RS. Além disso, tem uma fábrica em Manaus/AM e o mais moderno e avançado Centro de Treinamento do Segmento em São Paulo/SP.

Quando se pensa em sustentabilidade, o gestor explica que o interesse pelo ar aumentou e está acelerando devido à propagação da Covid-19 e ao movimento em direção à neutralidade de carbono.

“Acreditamos que nossa missão é mitigar o impacto do aquecimento global e contribuir para uma sociedade sustentável, dentro de suas circunstâncias, fornecendo ar seguro e confiável nos ambientes para as pessoas do mundo todo. Em seu plano de gestão estratégica Fusion 25, a empresa estabeleceu temas-chave, como “Desafio para alcançar a neutralidade do carbono” e “Criando valor com ar”, explica.

Quando questionado sobre o modo como as empresas olhavam para a qualidade do ar antes da pandemia e o que mudou de lá para cá, ele explica que mesmo o Brasil possuindo a Resolução nº 9 da ANVISA e a norma ABNT NBR 16.401:2008, que tratam de consagradas orientações para renovação de ar, de uma maneira geral, antes da pandemia, as empresas adotavam o quesito qualidade do ar de uma forma muito incipiente.

“Elas usavam soluções com baixa eficiência, filtros inadequados (ou inexistentes), sem controle nem medição. Infelizmente, o investimento inicial, o impacto da carga térmica, proveniente do ar externo, e a falta de conhecimento sobre os benefícios predominam como impedâncias na adoção de soluções que otimizam o conforto dos ocupantes”.

Pensar na qualidade do ar é diferencial competitivo para as empresas

Ao pensar na qualidade do ar como diferencial para uma empresa que preza pela segurança e saúde de seus colaboradores, a Buildings quis saber é possível mensurar o impacto que a solução (uso correto do ar-condicionado) trouxe ou trará do ponto de vista econômico/financeiro para uma organização.

“Os maiores ‘custos’ das empresas são as pessoas (salários). Os gestores de contratos possuem pouca ou nenhuma influência sobre os impostos e valores de implantação e, por isso, buscam incansavelmente reduções nos custos operacionais”.

Contudo, o engenheiro explica que, por mais eficiente que seja a gestão de uma organização, observa-se, em relação ao todo, uma ligeira melhoria nas fatias destes itens.

“Quando se objetiva o colaborador, por sua vez, os impactos positivos refletem em toda a cadeia produtiva e qualquer ganho provoca uma significativa redução de custos neste complexo cenário. Temperatura, umidade, movimentação do ar etc. devem ser parâmetros de análise e melhoria contínua dos gestores”.

O artigo “Managing Energy and Comfort” (Gerenciando Energia e Conforto, em tradução livre), publicado em junho de 2008 na ASHRAE Journal, exemplifica ganhos financeiros sobre o desempenho das pessoas e estabelece uma conexão entre conforto e produtividade, através da realização de ajustes nas temperaturas de setpoint (entre 22⁰C e 25⁰C), controle da umidade (entre 40% e 60%) e aumento da taxa de ar externo.

“Se as pessoas são menos produtivas, mais horas serão necessárias para conclusão do trabalho, resultando em maiores custos de salário (horas extras) e consumo de energia elétrica, novas contratações para atendimento à demanda de ambientes e processos ineficientes, possíveis doenças ocupacionais etc”.

Vale destacar que em 2018 foi sancionada a Lei Federal nº 13.589, que tornou indispensável a execução do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) para todos os edifícios de uso público e coletivo, que possuem ambientes com ar interior climatizado artificialmente.

Foto: Unsplash

O que mudou do ponto de vista de custo para as empresas

A pandemia contribuiu na aceleração de implantação do PMOC nas mais diversas aplicações, garantindo uma melhor qualidade do ar interno, redução do número de manutenções avulsas, aumento da vida útil dos equipamentos, redução no consumo de energia elétrica, etc.

“Dois pontos são essenciais: manutenção do sistema e análise da qualidade do ar. A fiscalização é realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e outros órgãos competentes. Na inexistência do PMOC, caberá multa ao estabelecimento. Obviamente, um custo de investimento que compensa no custo operacional”, ressalta.

Pensando em melhorias tangíveis, perguntamos sobre a saúde do colaborador dentro das empresas e como a qualidade do ar pode interferir.

“A principal preocupação das empresas deve ser o impacto causado para a saúde e o conforto das pessoas. Para considerar como aceitável, o ar não deve possuir contaminantes em concentrações nocivas, cujos limites são determinados pelas autoridades competentes, e no qual a maioria das pessoas expostas não expresse insatisfação”.

Antes de finalizar, perguntamos ao engenheiro o que mais pode ser melhorado para manter o ar mais seguro, além da troca do filtro de ar.

“Seguindo uma linha do tempo: primeiro, o projeto de engenharia precisa ser concebido como de alta eficiência e que contemple aspectos como renovação de ar, filtros adequados, automação (monitoramento e controle) e facilidade de manutenção. A segunda coisa é tomar cuidado na escolha de fabricantes especializados; o terceiro ponto seria ter um plano de manutenção adequado. O foco deverá ser sempre a busca incansável e a melhoria contínua do objetivo primário: o conforto dos ocupantes e as condições de qualidade do ar”, encerra.

Para conhecer os diferenciais competitivos e as soluções que a Daikin oferece, acesse o site www.daikin.com.br

One Comment

  1. Leonardo Cozac Reply

    Boa reportagem, com destaque que o sistemas de climatização servem para melhorar conforto térmico e a qualidade do ar. Assim como as empresas oferecem ambientes com conforto e bem estar aos usuários, como exemplos as maquinas de café, moveis de qualidade, decoração profissional, a qualidade do ar deve ser de excelência.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 − 1 =