Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Levantamento inicial da Buildings mostra que as maiores locações de escritórios do 2T de 2026 somam 25 mil m² (até agora); Rochaverá Corporate Towers é o destaque do trimestre.
São Paulo, 9 de junho de 2026 – O mercado de escritórios corporativo de São Paulo segue mantendo o ritmo de ocupação neste segundo trimestre de 2026, ainda em andamento.
Segundo levantamento inicial da Buildings, as dez maiores locações de escritórios registradas no período (até o momento) somam aproximadamente 25 mil m². Elas refletem a demanda de empresas dos segmentos financeiro, tecnologia, seguros e espaços flexíveis por ativos bem localizados e edifícios de padrão corporativo elevado.
Além disso, os negócios evidenciam a permanência de movimentos de expansão e reposicionamento de ocupantes em regiões consolidadas do mercado paulistano.
Entre elas, destacam-se os eixos da Faria Lima, Brooklin e Chucri Zaidan, que concentraram parte relevante das transações registradas no trimestre.
As locações de destaque do trimestre
A operação de destaque do período (até o momento) ocorreu no edifício Rochaverá Corporate Towers – Torre D (Diamond Tower), na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo.
A empresa GooRoo Crédito locou uma área de 3,7 mil m², consolidando a liderança do ranking trimestral. A empresa também ocupa, desde o 3T de 2025, cerca de mil m² no edifício Grand Station, em Pinheiros.
Na sequência, a CCBC – Câmara de Comércio Brasil-Canadá ocupou 3,2 mil m² no LAC Corporate Boutique, um edifício de padrão Classe A, localizado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
O negócio reforça o interesse de organizações institucionais por edifícios boutique localizados em regiões estratégicas da capital paulista.
O terceiro maior destaque de locação até o momento envolveu uma área de 2,4 mil m² no edifício CGD Corporate Towers – Torre II, um duble A, próximo à Barra Funda. Embora o ocupante ainda não tenha sido divulgada, a operação figura entre as maiores movimentações corporativas do trimestre.
Outra locação do período foi realizada pela CO.W. Coworking Space, que locou 2.310 m² no edifício Brooklin Business Square.
O resultado sinaliza a continuidade da expansão dos operadores flexíveis, que seguem capturando demanda de empresas em busca de modelos híbridos de ocupação.
No ranking das cinco locações de destaque, aparece 1,6 mil m² locados para ocupante ainda não divulgado no edifício BKA, da Amira Incorporação e Empreendimento.
Maiores locações de escritórios: Faria Lima e Brooklin seguem disputados
Entre as regiões representadas nas principais operações, a Faria Lima se destacou por concentrar duas locações relevantes no edifício Praça Faria Lima. Somadas, as operações da SAS Institute Brasil e do Banco BBVA alcançaram 2,2 mil m².
Atualmente, segundo dados da Buildings, o imóvel ainda possui 16% de disponibilidade.
Por outro lado, o Brooklin manteve sua relevância por meio da ocupação da CO.W. Coworking Space no Brooklin Business Square. O desempenho confirma a capacidade da região de atrair tanto empresas tradicionais quanto operadores de escritórios flexíveis.
Já a região da Chucri Zaidan permaneceu em evidência com a maior locação do trimestre, registrada no Rochaverá Corporate Towers.
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Mercado mantém dinamismo no segundo trimestre
Apesar de o setor ainda seguir em apuração até o final de junho (término do trimestre), de forma geral, os dados iniciais da Buildings mostram um mercado corporativo ativo e diversificado no segundo trimestre de 2026.
Embora algumas operações ainda não tenham seus ocupantes divulgados, o volume absorvido pelas maiores locações demonstra que empresas continuam investindo em espaços corporativos de qualidade.
Além disso, a predominância de ocupantes dos segmentos financeiro, tecnológico, seguros e coworking sugere que a demanda permanece concentrada em atividades que valorizam localização estratégica, infraestrutura moderna e acesso aos principais polos empresariais da cidade. Para conhecer todos os indicadores do setor de escritórios, acesse o Buildings CRE Tool e faça suas análises.
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